segunda-feira, 29 de novembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Política do Património no Concelho de Vagos
Vagos necessita urgentemente de um projecto sério para potenciar a região através do seu património histórico, cultural e arqueológico. Precisa, não por capricho, mas por necessidade económica, por este ser um cluster desaproveitado por todos até hoje. Facto que remete o nosso Concelho para a condição de satélite dos Concelhos de Ílhavo, Aveiro, Mira e Cantanhede.
Vagos tem um potencial turistico de praia, cultura e património sucessivamente adiado pela ignorância dos nossos políticos, e com isso, os prejudicados não são eles, mas as pessoas que vivem e trabalham em Vagos.
Vemos sempre adiado o potencial económico um bom projecto de reabilitação cultural, histórica e arqueológica viria acrescentar e potenciar ao nosso turismo de meio rural. Adia-se a criação de empregos nesse cluster. E temos em Vagos património que Ílhavo (a nossa grande concorrente no turismo de praia) não tem! O nosso turismo poderia ser mais que a praia de Verão, podia ser a Cultura rural, ligada mesmo à agricultura, a História, o Património Arqueológico, todos eles vivos durante todas as épocas do ano e fontes de riqueza educacional e financeira.
E o Concelho, por falta de visão estratégica e financeira dos nossos políticos (executivo por falta de visão, e oposições por falta de visão critica), vai ficando para trás, vai ficando mais pobre, vai investido apenas em zonas industriais (daqui a uns anos viveremos com fábricas em vez de pinheiros à volta. Como se as fábricas fossem a única coisa a dar empregos).
A cultura também rende dinheiro, o turismo rural, a praia, a arqueologia, o património podem ser consumidos por quem vem de fora. Podem gerar riqueza para nós, mas é preciso investir nisso!
Fazer uma casa museu aqui, outra ali, defender que a demolição da casa dos Margaças é demolida, mas tem de ser acompanhada e recolhido algum artefacto que por lá se veja para depois se guardar nalgum lado, não tem grande valor. É pouco manifestamente. É pouco ter um museu com peças avulso que as pessoas recolhem e pensam que têem tesouros em casa. Uma peça sozinha não vale nada. É preciso faze-la falar, dar-lhe vida e isso faz-se com projectos de sistematização, com engenho e visão estratégica e politica.
Por isso, infelizmente, venha lá abaixo a casa, porque o problema não são as paredes de adobe.. É muito mais grave: somos nós todos que estamos a vir abaixo porque deixámos de ser ousados na nossa visão das coisas.
in jornal "O Ponto"
sábado, 20 de novembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
A Cimeira da NATO não seria necessária..
Sou daqueles alérgicos detectores de ácaros super-eficientes... começo logo a espirrar. Quase sempre ando com lenços, mas hoje, não trouxe... é raro isso, mas talvez seja fruto de andar há bastante tempo sem alergias...
Saí da aula para pedir um lenço, mas, não encontrando nenhuma funcionária que os tivesse fui ao wc ao papel higiénico...
Volto à sala de aula, e pouco depois, uma funcionária, uma heroína com uma história de vida daquelas difíceis, enviuvou e criou os filhos sozinha, com um emprego modesto, já cá trabalhava na escola quando eu era aluno... bateu à porta da sala...
Tinha ido à reprografia comprar um pacote de lenços de papel para me dar...
O mundo precisa de gente como a Dª Custódia... se fossemos todos assim, a NATO que faz a sua cimeira cá este fim de semana para discutir cortes nas despesas... podia deixar de exisitir! Não faria falta!


