Era uma vez uma península bastante grande.
Ficava num enclave de Mar e montanhas, de pessoas e culturas. Encontrava-se ali o Oriente e o Ocidente. Uma região com vários nomes ao longo da História, nome que derivam não do que a Terra era, mas do que os Homens queriam que fosse... ou melhor.. de quem fosse.
Houve uns tempos em que se chamava Jugoslávia. Os "Eslavos do Sul". Tornou-se nisso como grito de liberdade. Mas depois de algum tempo, os freedom fighters quiseram impôr-se à vontade pela qual tinham lutado.
Os povos e os países... temos uma ideia de que é tudo tão estável. Mas estamos em permanente mudança e tensão. Depressa nos desunimos, lentamente nos unimos. Se conseguíssemos fazer ao contrario seria tão mais proveitoso.
Nos anos 90 os Balcans dividem-se segundo identidades culturais. Alguns falaram em ódios de religiões. E, quando vem a desculpa das Religiões fico sempre desconfiado porque Religião significa "Re-ligar". Só se religa aquilo que se Ama. Amor não tem que ver com ódios.
Mataram e mataram-se. Cercaram-se cidades. Sarajevo esteve rodeada durante quatro longos anos. Hoje ainda está de pé o túnel que como um cordão umbilical, alimentava a cidade. Chamam-lhe o "Túnel da Vida".
Hoje Sarajevo ainda tem feridas, muitas, mas lentamente vão sarar. As culturas já vivem entre si, por vezes como que dizendo baixinho que é possível toda a gente viver junto, sem que aquilo que nos difere nos separa, ao invés, nos enriqueça.
A Bósnia foi isso. A redenção sempre possível, mesmo depois de irmos tão fundo com 'massacres',´'limpezas étnicas' e outras horribilidades.
A Redenção que leva à comunhão e por sua vez à Graça do Futuro.
Chegou o tempo das árvores de Natal à Miss Sarajevo!
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Uma mesquita e uma igreja, lado a lado. Dizem-se bom dia todos os dias.


