segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Entre o Céu e o Inferno - Vagos FM - viva a DEMOCRACIA!

Esta edição causou polémica.
Falou-se sobre uma coisa comum que é alguns militantes pagarem quotas a outros militantes... por simpatia e caridade o fazem de certeza e eu atrevi-me a colocar isso em causa.

Muitas reacções e más interpretações houve...
No entanto, se se ouvir atentamente, perceber-se-á que falo de ALGUNS(ALGUMAS) militantes.. não de TODOS OS MILITANTES!

Portanto os militantes que nunca fizeram a evidência (que toda a gente sabe existir e fazer-se) não têm que se sentir visado nesta denúncia. Os que sim, sem vergonha pagam quotas a outros militantes para... o que quer que seja... deviam ter vergonha!

Assim se percebe que Vagos tenha os 800 militantes que o PSD local apregoa. Já estamos a ver o tipo de militantes que temos...

Ainda há dúvidas porque está o nosso país, região e concelho na lástima que está?!... É a qualidade dos políticos que temos... os poucos que se aproveitam, são abafados pelas máquinas (de TODOS os partidos).



Agradecido por todas as reacções, principalmente as boas.
Às más agradeço as observações que me permitiram crescer como ser humano em sociedade.
Às insultuosas e às "esquizofrénicas", não tenho reacção, apenas respeito. A educação é de cada um!

Viva Portugal! Viva Vagos! Viva a Democracia!
Abaixo o medo político, a coacção, o tráfico de influências e a intimidação a terceiros.

Novos desenvolvimentos para breve.


Pedro Neto

PS: Este programa fala também da Cimeira China-EUA!







quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

"of THEE I SING" by Barack Obama

No dia em que fez o discurso do Estado da Nação, e como ninguém motiva as pessoas à esperança com a sua credibilidade (coisa que aqui não temos em política... a última moda são os políticos boys armarem-se de autoridade moral e dizerem aos colegas políticos "tenham vergonha".. esta gente não tem espelho para se ver??!)



Chegou pelo correio o livro de Obama que é uma carta às filhas, honrando 13 personalidades da História dos EUA e explicando-lhes que eram gente como nós e que fizeram a diferença.

Cada um de nós pode fazer a diferença...
Por vezes acomodamo-nos e não ousamos por mais, não arriscamos, não saltamos.

E só depois no fim da vida é que percebemos o quanto poderiamos ter sido felizes se arriscássemos o extraordinário!

Espero um dia ter também filhos a quem possa escrever:

"Have I told you lately how wonderfull you are?
How the sound of your feet
running from afar
brings dancing rhythms to my day?
How you laugh
and sunshine spills into the room?"

E uma esposa a quem dedicar:

"To Michele - whose fierce love and daily good sense have nourished such wonderfull daughters"










Gestão na Igreja: desafios e propostas






“Estais no mundo, mas não sois do mundo” (S. Paulo)

Vivemos num tempo de convulsão social. A Igreja sofre hoje na pele o facto de o Estado a ter usado e, agora que já não precisa, lhe cortar as bases. Refiro-me a muitos serviços. O que tem mais mediatismo, hoje, é o da educação.
Escrevo este texto como cristão e membro activo da minha Igreja. É em autocrítica que escrevo.

A parábola dos talentos premeia o servo que bem gere e multiplica os talentos dados pelo Senhor. Nós temos andado a enterrá-los e a guardá-los com medo. Empatamos decisões, adiamo-las, “engonhamo-las”- uma expressão nada boa de se escrever, mas muito boa de se dizer para o caso.

Nós Igreja, somos uns “parolos”. Oferecemos continuadamente a outra face, como idiotas. Temos condições para tanto e não fazemos nada, para ser mais exacto: pouco mais que nada. Deus deu-nos tantos talentos e não fazemos nada deles.
Vamos por pontos, de facto, por talentos:

1. A Diocese (entre padres, instituições, paróquias, secretariados, seminário, cúria, paço episcopal) é dona de uma frota automóvel imensa. Uma carteira destas qualquer marca de automóveis, qualquer agente de seguros lutava para a ter. Seriamos clientes interessantíssimos e conseguiríamos preços com enormes vantagens. Mas assim…
Tenho informação de que este assunto já foi lançado, mas ao que parece não deu em nada ainda. Os carros são apenas um exemplo entre tantos que poderia dar.

2. A Diocese gere e fornece milhares de refeições e serviços sociais por dia nas suas inúmeras IPSS. Há dois anos foi criada uma comissão que estudaria a possibilidade de uma central de compras – ficou escrito do plano diocesano da acção sócio-caritativa. Em que ponto está essa situação? Aguardamos novidades sobre esta questão, sobre o que está a ser feito e porque não se faz mais.
Independente dela, porque não faz a Diocese, através de leigos gestores e comprometidos uma central de compras e venda retalhista, que forneça as instituições da Igreja com bons preços e que venda também ao mercado normal?

3. Na educação e no trabalho sócio-caritativo, andámos muitos anos a gerir mal os dinheiros que o Estado nos dava. Fomos também despesistas e maus gestores. A própria colocação de alguns dos professores nos colégios católicos não foi transparente. Isso hoje, limita-nos imenso a autoridade moral que temos para reivindicar financiamento do Estado, do dinheiro que é de todos nós. Não fomos responsáveis com os talentos que nos foram dados.
O trabalho sócio-caritativo é tão disperso, algumas instituições até se atropelam, e insistimos no assistencialismo dependente e não damos o passo seguinte para a capacitação e empoderamento dos pobres, para que eles o deixem de ser! Porquê? Queremos manter os nossos empregos? É esse o objectivo primeiro da nossa acção caritativa ou é o outro, o pobre que tem de o deixar de ser? O que nos diz o evangelho?
Não devemos ser apologistas da esmola dos fiéis ou dos subsídios contínuos do Estado. Isso é uma ilusão que uns anos depois ou antes, termina. Ou seja, os projectos têm de ser sustentáveis do ponto de vista financeiro, têm de ser geridos, nem numa lógica despesista, nem lucrativa, mas sustentável para manutenção e, se possível, para crescimento!

4. O Papa recentemente criou a Autoridade de Informação Financeira (http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=83530). E se houvesse igual transparência nas contas diocesanas e paroquiais? Sei por experiência própria que as instituições são geridas com boa vontade, quase sempre sem tempo. Por que não tirar tempo para lidar bem com as contas e apresentá-las de modo transparente? Tudo, desde o quanto se recebe do Estado para a maior IPSS da Diocese, até ao que o padre da paróquia da minha pequena aldeia de Santa Catarina cobra por baptismos ou funerais ou procissões. Quanto ganha em bruto um padre? Alguns muito… outros quase nada. É injusto isso.
Seguimos tanto o Papa nalgumas coisas, noutras, não é connosco. Os dinheiros do fundos diocesanos, como são geridos? Como são investidos? São-nos em acções eticamente responsáveis? O certo é que provavelmente são e confio plenamente que são, mas de facto que não sabemos! A transparência é pedida, mas não é dada.

5. Porque não investimos em criar empresas fornecedoras da Diocese? Empresas que sejam exemplos morais correctos, à luz do corporativismo cristão proposto por Paulo VI que sugere nem capitalismo, nem comunismo, mas um sistema justo que distribua a riqueza pelos trabalhadores! Um sistema que estabelece uma empresa que distribui os lucros pelos seus trabalhadores, pelos que fizeram a empresa ter sucesso e não apenas por accionistas invisíveis e especuladores (a grande causa da crise que vivemos e começou em 2008).

6. O Correio do Vouga... o jornal conhecido como “o jornal de Aveiro” por muitos anos. Desde há cerca de um ano, o triste desaparecimento do semanário “O Aveiro”, deixou um nicho aberto para o Correio do Vouga ser o único semanário de Aveiro, podendo tornar-se um órgão de comunicação social abrangente, em larga escala, como a Rádio Renascença o é a nível nacional. O Correio do Vouga pode e deve-se tornar um órgão de comunicação social de referência, um jornal de investigação, de reportagem, de notícias, continuando sempre a ser o que já é hoje: o Jornal da Diocese. Pode mesmo assim ser um exemplo de sucesso comercial, com receitas em publicidade e cumprindo a obrigação de informar, de ser referência. Porque não damos o salto?! Porque não colocamos a render os talentos que nos foram dados?!


A gestão em geral, e especialmente na Igreja, deve ser feita com competência, feitas por leigos profissionais nessa área, libertando os padres para a pastoral que é a sua verdadeira missão.

Urge recuperarmos autoridade moral; urge que sejamos exemplo em todas as frentes da sociedade para que assim sejamos farol. Evangelizar não é só dizer como se tem de fazer. É sobretudo, mostrar como se faz e isso é centralidade na pastoral, e em redor dela, a sustentabilidade.

“A Deus o que é de Deus, a César o que é de César”. Para sermos farol, não temos de falar de luz. Temos de mostrar luz.

in ::Correio do Vouga:: edição de 26 de Janeiro de 2011

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Jesus queria mudar o mundo, mas não sabia nada de estratégia para isso...



" (...) Quando se chega a uma localidade para abrir um negócio, quais são as coisas que se fazem logo?!

- fazer-se amigo dos políticos, dá jeito.
- fazer-se amigo dos bancários, para financiamento, dá jeito.
- fazer-se amigo da comunicação social, da publicidade... dá jeito ao negócio.
- Fazer-se amigo, em suma, das pessoas importantes e bem colocadas socialmente, nem que sejam só aparências...

Jesus Cristo não percebia nada de estratégia: dava-se com os publicanos, com prostitutas, com gente de má linha, gente pobre e humilde, dava-se com Zés ninguéns, John Doe's do tempo, samaritanos e pastores (as minorias discriminadas da altura)... Chegava aos templos e desfazia as bancas de comércio sem misericórdia. Seria impetuoso e forte?! Enérgico?.. o impressionante é que seria também um conciliador e motivador nato! Que mistura complicada!

Desafiava os saberes de entao, os fariseus especialistas doutores... ele um filho de carpinteiro! Parvo... diriamos hoje. Parece que não sabia remeter-se ao seu lugar. Era um incómodo. Devia medir pouco as consequências quando acreditava em alguma coisa. Tão certo é isso que.. acabou condenado à morte.

... e queria mudar o mundo desta maneira?!...(...)"


Aposto que até ia a reuniões nas reitorias de então, de t-shirt e sapatilhas... era apanhado desprevenido assim, sem mais nem quê quase de certeza e a reacção devia ser rir-se, a bom rir, dele próprio e das ilusões do mundo...


Mesmo assim... mudou o mundo, e continua a mudar todos os dias cada vez que alguém dá a mão a outro alguém.


* texto transcrito entre aspas corresponde a excerto (de memória) da homilía do Luís Francisco, pároco de Cantanhede, ontem Domingo.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

What if Church Marketed Like a Starbucks?!...


Hoje numa aula, a falar com os alunos (jovens, boa gente, equilibrados) sobre irem à missa, à Igreja. E a resposta sincera foi um "não me diz nada".

De facto, há paróquias, comunidades (principalmente as maiores) que não são acolhedoras, que não acrescentam nada de muito válido a gente que seja preenchida e espiritualmente desafiadora.

Anda-se devagar e a culpa não é só "dos padres". É de todos os que lá andam, o espírito com que lá andam, a profundidade com que lá andam.
De facto há missas que... entra-se e sai-se igual (espiritualmente) ou com mais frio e sono (fisicamente). A missa ser uma festa é um conceito bonito, mas na nossa Europa isso está longe de ser vivido.

E é tão óbvio quanto este vídeo...