sábado, 22 de março de 2014

Prepara-te para a sociedade











"O desporto encerra uma preparação para a vida em sociedade:
a noção dos valores pessoais e colectivos, o sentido de unidade, o desempenho consciente da própria função, o conhecimento e o respeito pelo próprio adversário."

Vasco Pinto de Magalhães




domingo, 16 de março de 2014

As coisas certas




'Mais vale dizer coisas certas com as palavras erradas, 
do que dizer coisas erradas com palavras certas.'
na Vagos FM






sábado, 1 de março de 2014

A força de uma bola


Ambiente de magia que causa felicidade a milhões de pessoas. O bom desporto faz isso. Aproxima-as, dá-lhes alegria, pode proporcionar momentos de fraternidade, família, de paz.


A seguir à invenção da roda, uma das maiores invenções deve ter sido a bola. O desporto.

Passamos a vida a correr em busca de alguma coisa. Temos de estudar ou trabalhar ou sacrificar-nos para providenciar o modo de vida da nossa família e o nosso, mesmo que poder vezes se façam coisas sem sentido.

A economia segue com regras pouco claras onde por vezes a justiça e a ética não abundam. Noutras geografias, onde a guerra não é económica, mas aberta, com armas de fogo, a falta de justiça é evidente. Hoje, o número de refugiados atinge recordes neste século e no mundo pós 11 de Setembro. Cerca de 50 milhões de pessoas.

Há um mês atrás, a Federação de Futebol do Afeganistão ganhou a Bola de Ouro da FIFA pelo seu fair-play. Quase diria, uma espécie de Nobel da Paz. De facto, no meio de uma guerra absurda (não o são quase todas?) o desporto tem sido ferramenta de paz naquele país, de fraternidade e convívio são entre pessoas, sejam elas de que credo religioso, partido político, condição económica. O desporto une as pessoas e, quando as faz competir, fá-lo na maior parte dos casos, de forma saudável e pacífica.
Tem sido instrumento de paz, a bola. Fonte de paixões, de exercício de estratégia, de exercício físico, de encontro entre pessoas. É um fenómeno (ponto). Daqueles que não precisa de adjetivo a seguir. É um fenómeno.

Adeptos da selecção de futebol do Afeganistão aplaudem a entrada da equipa em campo, em jogo a disputar com a selecção do Paquistão. Fotografia: Shah Marai/AFP/Getty Images. Fonte: The Guardian.



Há um mês atrás, um ataque a um restaurante em Cabul matou duas dezenas de pessoas e o bombista suicida. Mais tarde foi reivindicado pelos Talibãs que em 1979 lutaram com o apoio dos EUA pela libertação do Afeganistão da URSS. Hoje lutam contra tudo o que seja ocidental e contra todas as formas de poder que não sejam as deles, ortodoxas como as deles. A trama sociológica, de aproveitamento religioso, político, fanático, de relações internacionais não teria fim curto de explicação e infelizmente o parágrafo acabaria com atentados, inocentes feridos e a perder a vida, em pobreza extrema e miséria.

Que pena que em vez disso, as pessoas não se unam à volta de uma bola, na beleza complexa de um desporto que exige inteligência, estratégia e força física, lealdade e regras de jogo claras e objectivas. Que pena que a paixão por ela, pela bola, não una todas as forças do mundo. Que pena que em vez de armas, os guerreiros não usem chuteiras. A magia seria outra.


Viveríamos em Paz.

In: Jornal O Ponto. (n.p.)