sábado, 25 de dezembro de 2010

Merry Christmas, merry Peace...


"(...) Because this is the season when we celebrate the simplest yet most profound gift of all: the birth of a child who devoted his life to a message of peace, love, and redemption. A message that says no matter who we are, we are called to love one another – we are our brother’s keeper, we are our sister’s keeper, our separate stories in this big and busy world are really one. (...)"

Barack Obama

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Feliz Natal e um grande ano de 2011!







Um Bom Natal a todos...

e, já agora...

Um bom ano de 2011!...

Confesso que tenho um problema com passagens de ano. É que adoro o mês de Dezembro e a passagem de ano, marca invariavelmente o fim de Dezembro. Mas este ano, estou ansioso que o calendário mude e que chegue 2011. Tenho a sensação de que será um grande ano, infinitamente melhor que este que está a passar! Cheio de projectos (não muitos, mas alguns muito bons) e entusiasmo renovado, força e energia para pegar de novo no leme e fazer o veleiro rasgar as águas, sejam elas calmas, sejam elas tumultuosas. O que vier aí...

... estamos preparados!


Que nunca nos falte o sorriso deste Pai Natal... e já agora... a Coca Cola Nossa de Cada Dia!










* Recolha de fotografias do Pai Natal em campanhas de Natal da Coca Cola feita por António Neves (obvious blog)

Entre o Céu e o Inferno - Vagos FM

domingo, 19 de dezembro de 2010

Natal Laicista?!

O cristianismo está fora de moda, as escolas públicas não deviam dar expressão plural às religiões e filosofias dos cidadãos...

Então o que celebram (ou melhor, porque celebram) o Natal aqueles que nao acreditam e pior, criticam quem acredita em alguma coisa?!

Se eu fosse PM... havia os feriados civis para todos e tolerância de ponto para as solenidades religiosas para os cidadãos do país que fossem desta ou daquela religião, devidamente reconhecida...

e pronto... até a Economia ganhava com isto! Isto sim, seria um Estado Laico e promotor de pluralidade em vez da carneirada que todos querem... tantos os fanáticos religiosos, como os empalados laicistas que criticam tudo e todos, menos quando não dá jeito pessoal!


Agora... criticar o ensino privado cristão, criticar os retrógrados dos cristãos, criticar que na escola haja voz e lugar de educação para valores cristãos, judeus, hindus, muçulmanos (esvaziar a escola de valores) e depois ir celebrar o Natal?!...

Não vejo sentido...

Ah, desculpem... é a festa das famílias, dizem eles...

Festa das famílias é todas as noites, todos os jantares em casa, todos os serões, todos os Sábados de manhã preguiçosos, todos os sábados de tarde de actividades giras, todos os Domingos...



Nota desnecessária:
Defendo acerrimamente da Laicidade do Estado, da sociedade. Todos devem ter voz e liberdade para viver conforme as suas crenças e em respeito aos outros.
Sou crítico acérrimo do 'laicismo' actual... uma forma de silenciar tudo o que é diferente de mim ou que não me interessa... A maçonaria é hoje o expoente máximo dessa empaladez (palas dos burros e cavalos) que não são melhores que os que usavam a Igreja para controlo dos outros na Inquisição. Agora nao queimam ninguém na fogueira.. mas queimam de outras maneiras, em lume brando.. destroem as pessoas também..

Feliz Natal... mesmo a esses!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Let's make the light brighter!




This is the time to finish what you started
And this is no time to dream
This is the room
We can turn off the dark tonight
Maybe then we might see

And this is the ground
That keeps our feet from getting wet
And this is the sky over our head
And what you see depends on where you stand
And how you jump will tell you where you're gonna land


My oh my
Couldn't get much higher
Lets not kick out the darkness
Make the light brighter

And these are the hands
What are we gonna build with them?
This is the church you can't see
Give me your tired, your poor and huddled masses
You know they're yearning to breathe free


When you get to the top of the mountain
Will you tell me what you see
If you get to the top of the mountain
Remember me

sábado, 4 de dezembro de 2010

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Política do Património no Concelho de Vagos

Vagos necessita urgentemente de um projecto sério para potenciar a região através do seu património histórico, cultural e arqueológico. Precisa, não por capricho, mas por necessidade económica, por este ser um cluster desaproveitado por todos até hoje. Facto que remete o nosso Concelho para a condição de satélite dos Concelhos de Ílhavo, Aveiro, Mira e Cantanhede.

Vagos tem um potencial turistico de praia, cultura e património sucessivamente adiado pela ignorância dos nossos políticos, e com isso, os prejudicados não são eles, mas as pessoas que vivem e trabalham em Vagos.

Vemos sempre adiado o potencial económico um bom projecto de reabilitação cultural, histórica e arqueológica viria acrescentar e potenciar ao nosso turismo de meio rural. Adia-se a criação de empregos nesse cluster. E temos em Vagos património que Ílhavo (a nossa grande concorrente no turismo de praia) não tem! O nosso turismo poderia ser mais que a praia de Verão, podia ser a Cultura rural, ligada mesmo à agricultura, a História, o Património Arqueológico, todos eles vivos durante todas as épocas do ano e fontes de riqueza educacional e financeira.

E o Concelho, por falta de visão estratégica e financeira dos nossos políticos (executivo por falta de visão, e oposições por falta de visão critica), vai ficando para trás, vai ficando mais pobre, vai investido apenas em zonas industriais (daqui a uns anos viveremos com fábricas em vez de pinheiros à volta. Como se as fábricas fossem a única coisa a dar empregos).

A cultura também rende dinheiro, o turismo rural, a praia, a arqueologia, o património podem ser consumidos por quem vem de fora. Podem gerar riqueza para nós, mas é preciso investir nisso!

Fazer uma casa museu aqui, outra ali, defender que a demolição da casa dos Margaças é demolida, mas tem de ser acompanhada e recolhido algum artefacto que por lá se veja para depois se guardar nalgum lado, não tem grande valor. É pouco manifestamente. É pouco ter um museu com peças avulso que as pessoas recolhem e pensam que têem tesouros em casa. Uma peça sozinha não vale nada. É preciso faze-la falar, dar-lhe vida e isso faz-se com projectos de sistematização, com engenho e visão estratégica e politica.

Por isso, infelizmente, venha lá abaixo a casa, porque o problema não são as paredes de adobe.. É muito mais grave: somos nós todos que estamos a vir abaixo porque deixámos de ser ousados na nossa visão das coisas.



in jornal "O Ponto"

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A Cimeira da NATO não seria necessária..

São apenas 10h da manhã e creio que já vivi um grande momento do dia.

Sou daqueles alérgicos detectores de ácaros super-eficientes... começo logo a espirrar. Quase sempre ando com lenços, mas hoje, não trouxe... é raro isso, mas talvez seja fruto de andar há bastante tempo sem alergias...

Saí da aula para pedir um lenço, mas, não encontrando nenhuma funcionária que os tivesse fui ao wc ao papel higiénico...

Volto à sala de aula, e pouco depois, uma funcionária, uma heroína com uma história de vida daquelas difíceis, enviuvou e criou os filhos sozinha, com um emprego modesto, já cá trabalhava na escola quando eu era aluno... bateu à porta da sala...

Tinha ido à reprografia comprar um pacote de lenços de papel para me dar...

O mundo precisa de gente como a Dª Custódia... se fossemos todos assim, a NATO que faz a sua cimeira cá este fim de semana para discutir cortes nas despesas... podia deixar de exisitir! Não faria falta!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Escuta as vozes da terra


Durante a infância, o meu avô era o meu melhor amigo. Quando estávamos juntos, tudo me parecia perfeito.
Gostávamos ambos de passear pelos bosques. Nunca íamos muito longe, nem andávamos muito depressa. Escolhíamos caminhos sinuosos. Enquanto caminhávamos, eu fazia imensas perguntas:
― Avô, porque é…?
― O que se passaria se…?
― Será que às vezes…?
Um dia, perguntei:
― Avô, o que é uma oração?

O meu avô ficou em silêncio durante muito tempo. Quando chegámos junto das árvores mais altas da floresta, respondeu-me com uma pergunta:
― Alguma vez ouviste o murmúrio das árvores?
Pus-me à escuta, atento, mas foi em vão.
― Vê como as árvores sobem até ao céu. Tentam subir sempre mais. Querem chegar às nuvens, ao sol, à lua e às estrelas. Procuram elevar-se até ao céu.
Pensei nas árvores, procurei ouvi-las. Enquanto reflectia, sentei-me numa rocha velha, coberta de musgo. O meu avô explicou:
― As rochas e as montanhas também falam connosco. A sua calma e o seu silêncio inspiram-nos tranquilidade.
Depois de ter reflectido durante bastante tempo, peguei numa pedra e coloquei-a no meu bolso. Caminhámos um pouco mais, até junto de um ribeiro. A água borbulhava, cintilava, e viam-se pequenos peixes a nadar.

― Avô, os ribeiros também murmuram?
― Claro. Bem como todos os lagos, rios e cursos de água. Às vezes, correm tranquilamente. Espelham as nuvens, os pássaros, o sol ou as estrelas. Outras vezes, escoam-se em redemoinhos, lançam-se no mar ou evaporam-se no céu. E o ciclo recomeça… Também se riem e divertem com os seus amigos rochedos. Dançam, saltam, tornam a cair…Mas a natureza conhece outras formas de se exprimir. As ervas altas procuram o sol e as flores exalam o seu perfume doce. Quanto ao vento, sussurra, geme, suspira, e sopra-nos as suas palavras. Escuta o canto dos pássaros de manhã cedo, escuta o seu silêncio antes do nascer do sol. Consegues ouvir a melodia do pintarroxo ao cair da tarde? Os animais correm pela floresta, tornam-se reluzentes com a água, escalam montanhas, voam até às nuvens, ou refugiam-se na terra. É assim que todos os seres vivos participam na beleza do mundo…
Calámo-nos os dois. O meu avô olhava o horizonte e eu reflectia no que ele me tinha dito sobre as rochas, as árvores, a erva, os pássaros e as flores. Acabei por lhe perguntar de que modo rezavam os homens. O meu avô sorriu e passou-me a mão pelos cabelos.

Respondeu:
― Tal como a natureza, os homens têm a sua linguagem própria. Podem inclinar-se para cheirar uma flor, ver o sol despontar no horizonte, sentir a terra mover-se docemente, ou saudar o dia que começa. Pode-se passear num bosque coberto de neve num dia de Inverno e ver o próprio sopro confundir-se com o sopro do mundo. A música e a pintura são também formas de expressão, de linguagem…. Às vezes, sentimo-nos tristes, doentes ou isolados. Então, repetimos as palavras que os nossos pais e avós nos legaram. Mas é preciso que cada um encontre as suas próprias palavras. O que é importante é dizer o que verdadeiramente se sente, o que nos vem do coração.

Passado algum tempo, o meu avô disse que eram horas de regressar.
Mas eu tinha uma última pergunta:
― Será que há respostas para as nossas orações?
Sorriu.
― Se as escutarmos atentamente, as orações contêm as suas próprias respostas. Nós somos como as árvores, o vento e a água. Não podemos mudar o que nos rodeia, mas podemos mudar-nos a nós mesmos. É evoluindo que transformamos o mundo.

Depois deste passeio, ainda voltámos a passear juntos. De cada vez, tentei escutar as vozes da terra, mas creio que nunca as ouvi. Um dia, o meu avô deixou-nos. Continuei a pensar nele com todas as minhas forças, mas ele não voltou. Não podia voltar. Rezei até mais não poder. Depois, deixei de o fazer. Sem ele, tudo me parecia sombrio. Sentia-me muito só.

Alguns anos mais tarde, durante um passeio, sentei-me debaixo de uma árvore enorme. Os ramos mexiam e as folhas sussurravam. Ouvi o murmúrio de um ribeiro e o canto de um pintarroxo, pendurado numa madressilva. Ouvi também um ligeiro sussurro, misturado com o sopro do vento, com o canto dos pássaros e com o marulho da água.

Tal como o meu avô me ensinara, a terra falava comigo. Então, também eu murmurei, docemente:
― Obrigado pelas árvores grandes e pelas flores, pelos rochedos e pelos pássaros. E, sobretudo… obrigado pelo meu avô!

Foi então que algo aconteceu.
Senti – outra vez – o meu avô perto de mim…
E, pela primeira vez desde há muito tempo, tudo me parecia perfeito.

Douglas Wood
Grandad’s Prayers of the Earth
Paris, Gründ, 2000
(Tradução e adaptação
)

Publicar mensagemAC - Contadores de Histórias

sábado, 14 de agosto de 2010

'Cause This is Africa



Foi duro desta vez, como se tivesse levado pancada a valer.
Mas aprendi como dantes, sempre olhares novos, sentires novos, problemas velhos e uma vontade de lutar que incomoda, mesmo os que de tantos sonhos caídos desanimam para o re-erguer.

Os climas são teimosos... mas hão-de mudar.



Obrigado África - mais uma vez - pela insistência em nos obrigares a parar, sentar e ver as coisas, a sentir no tempo, o peso que por ele perpassa, mesmo que a inquietude que nos rapa a pele cada vez que sossegamos e nos desprendemos de coisas materiais, ficando vazios, sem nada a não ser o olhar e o suor que de lá escorre pela cara abaixo.

Os que ousam serão cada vez mais.
A Esperança será cada vez mais, e a Justiça e a Paz hão-de-se instalar.
A estabilidade dará enfim, lugar à prosperidade. Fome, sede, mão estendida com a dignidade voltada ao chão, será coisa do passado.


This is Africa, This is your time.
Hope...

"when you fall, [always] get up,
And if you fall again, get up..."






You're a good soldier
Choosing your battles
Pick yourself up
And dust yourself off
And back in the saddle

You're on the frontline
Everyone's watching
You know it's serious
We're getting closer
This isnt over

The pressure is on
You feel it
But you've got it all
Believe it

When you fall get up
Oh oh...
And if you fall get up
Oh oh...

Tsamina mina
Zangalewa
Cuz this is Africa

Tsamina mina eh eh
Waka Waka eh eh

Tsamina mina zangalewa
Anawa aa
This time for Africa

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Hoy es un hermoso dia...

A mensagem nós temo-la...

... mas por vezes, não a sabemos fazer passar e chegar ao destino.


A energia que move a vida e o mundo - naquilo que é mais fundo - são as relações humanas, e o veículo delas é a Comunicação.
Deviamos, por isso, dedicar-lhe mais tempo.
Mais tempo a aprimorar o modo como interagimos, o modo como chegamos ao entedimento do outro, o modo como comunicamos com ele.

Seja no trabalho, na empresa, na família, na equipa, no partido, no grupo de amigos... seja no que fôr...




Come Up - Very soon... Moving Up the way you Communicate



quarta-feira, 23 de junho de 2010

2. Louise Bonnet





Esta semana partiu para a França natal a Irmã Louise Bonnet. Nos seus 80 e muitos anos, esteve na Diocese de Aveiro activa com a sua comunidade no Bairro de Santiago em Aveiro, na visita aos presos, na pastoral dos ciganos. Esteve também no Secretariado Diocesano de Animação Missionária. Foi para mim uma presença sempre activa, sempre atenta ao que era preciso fazer. Sempre com uma palavra para o que devia fazer de outra maneira, para o que eu devia insistir, desistir, sempre a desinstalar-nos quando nos púnhamos a olhar para perto em vez de termos o olhos postos mais para a frente, mais para cima.

Sempre, em qualquer coisa que escrevia ou dizia, tinha sempre o seu feedback, fossem coisas que gostasse ou não de ouvir, ouvia-as. Uma vez escrevi alguma coisa sobre o Hugo Chavez e tive resposta dela, elaborada e desinstaladora, mostrando a humanidade da Esquerda e da Direita. O Amor de Deus cabe em todo o lado, tal como o trabalho social da Igreja. É uma activista, no bom e terno sentido da palavra.

Precisamos de gente assim na nossa Igreja. Sem medo de falar, sem medo de pensar e sobretudo, sem medo de Agir. Há que ser farol neste mundo de corrida.

Obrigado Irmã por ter caminhado connosco. Obrigado pelo esforço às vezes tão difícil e inglório de fazer animação missionária, de propôr, voltar a propôr, voltar a fazer até que resulte.

Obrigado Irmã por si. Prometo-lhe que vamos conseguir falar desse Cristo sofredor no Irmão mais pobre que merece ser glorificado. Bem aventurados os pobres, porque deles é o reino dos Céus.



AVEIRO, 20 DE JUNHO DE 2010

:: CORREIO DO VOUGA - Edição de 23 de Junho de 2010 ::

1. PORTUGAL - COREIA DO NORTE

Na altura em que escrevo estas linhas ainda não sei o resultado do jogo de Portugal com a Coreia do Norte. Mas sei o resultado do último jogo entre estas duas selecções, no mundial de 1966 na Inglaterra.

Como agora, naquele tempo, ninguém sabia nada da Coreia do Norte e era mesmo o único país da Ásia a participar naquele Mundial.

Antes de jogar com Portugal, a Coreia do Norte eliminou a Itália. A estrondosa Itália! A Selecção do calccio estava tão segura da vitória sobre a Coreia que já tinha reservado estadia no Seminário Jesuíta, em Liverpool, onde jogariam contra Portugal.

Correu-lhes mal... e acabaram por ceder a reserva para a selecção da Coreia. Os jogadores nunca tinham visto uma imagem de um homem pregado na cruz, com uma coroa de espinhos. Não sabiam quem era ou o que significava aquele objecto pendurado em todos os quartos.

Esses jogadores, já heróis, cedo fizeram 3 – 0 no marcador. No fim do jogo, o Eusébio e o José Augusto tinham dado a volta ao marcador e Portugal venceu o jogo.

Voltaram depois à Coreia do Norte... Nunca mais se soube nada deles até à pouco tempo. Uma tragédia contra os Direitos Humanos.

Conta-se que foi por terem perdido contra Portugal, conta-se que foi porque tiveram conduta não própria nos festejos de Itália desonrando a Coreia. O que se sabe ao certo é que alguns dos heróis da selecção foram condenados a trabalhos forçados como lenhadores, outros condenados ao longo e solitário exílio.

Desses, hoje restam vivos sete. Gosto de os pensar com a vida refeita. Gosto de imaginar que vão ver / viram o jogo de Portugal – Coreia do Norte num sofá confortável e sem preocupação de que os que jogam nestes dias pela sua selecção não passarão, seja qual for o resultado por outra história parecida.

De facto, Kim Jong Il, quando subiu ao poder libertou a maioria dos jogadores por ser fã de futebol. Oxalá fosse fã também do seu país e o libertasse também finalmente de outras coisas a que o prende!

AVEIRO, 20 DE JUNHO DE 2010

:: CORREIO DO VOUGA - Edição de 23 de Junho de 2010 ::

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O exemplo que vem de cima

Em 2008 rebenta uma crise económica. As taxas de muitas coisas, mas a que resumo aqui o nome a “taxas de lucros” dos mais variados tipos e feitios esticaram tanto a corda dos orçamentos das famílias americanas que, elas as deixaram de pagar.

Qual pânico de telenovela, vem tudo por aí abaixo. Os governos injectam milhões nas empresas “muito grandes para caírem” sob justificação de salvar o sistema e assumindo que os défices nacionais aumentariam, mas tinha mesmo de ser assim.

Dois anos depois os mesmos que foram salvos pelos governos (agências de rating, vulgo subsidiárias da banca e das bolsas) apontam os dedos aos governos que, para os salvarem, são agora despesistas e maus gestores.

A solidariedade acabou!... há que aumentar a taxa de risco desses estados com elevado défice. Como elevado défice todos têem (por causa da crise), ataca-se os mais pequenos. Grécia, Espanha, Portugal, Itália...

Em Portugal, a medida que muitos políticos dizem que é populista, é, para mim, questão de exemplo. Exemplo que vem de cima. Retirar um 13º mês dá tanto impacto como baixar os ordenados dos políticos e dos cargos de nomeação do governo nacional e governos nacionais.

Mas o exemplo é sobretudo, não uma medida, mas a medida. Aquela que melhor demonstra que estamos todos no mesmo barco e que todos temos de nos esforçar.

Pena que na prática, menos 5% de ordenado, abate o IRS que se pagaria a mais com a subida de 1,5 %. Vai tudo dar ao mesmo... mas fica aparentemente o exemplo de que todos... os que causaram a crise e, vá lá, por solidariedade a estes, também os que nunca as causaram, mas sempre as pagaram: ‘nós, o Povo’.