
sábado, 26 de dezembro de 2009
Agradecendo a vida...

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Pré-Conceitos
Por natureza somos criaturas com medo do desconhecido. Um mecanismo de defesa contra isso, é classificar, emprateleirar, rotular as coisas, as pessoas, tudo aquilo que for desconhecido. Fazemo-lo logo nas primeiras impressões!
Essa classificação pode ser no entanto ilusória. Podemos criar assumpções incorrectas e leves, criticar ou opinar gratuitamente, quando o acto de julgar deve ser feito depois de tomar consciência e ouvir todas as partes e todos os aspectos possíveis. Quem não conhece alguém que diz mal de tudo e de todos, dos seus ou não seus, destruindo as pessoas nos seus dizeres, mas nunca se vendo ao espelho do exame de consciência?!
Na semana passada o grupo República e Laicidade criticou chocada a existência da cruz, ainda, nalgumas escolas e pede que as retirem, como se fosse urânio altamente poluente. Faz-lhes assim tanta confusão? E se em vez de retirar a cruz, acrescentássemos símbolos das outras religiões e inventássemos um também para os ateísmo (um quadro vazio)?! Daríamos um sinal de multiplicidade, de convívio são entre diferentes crenças e ideias... Assim, só esvaziamos, cada vez mais a escola. Como professor já senti mais longe a escola vazia de valores humanos e como professor de EMRC já senti mais longe os dias em que só poderei falar de EMRC dentro da sala para os que aceitam ser livremente ‘contaminados’.
A intolerância não tem nada que ver com os valores da república e da laicidade.
Outro preconceito geral que temos é politico. “Os partidos de direita dão mais apoio à família. Os de esquerda não. Quem é de esquerda é a favor do aborto e da liberalização da droga, quem é de direita não, é a favor dos costumes tradiocionais”. Depois reparo nos líderes partidários do momento e só o da Esquerda (PCP) usa aliança, é casado e gaba os netos em público! Vejo católicos liberais e libertários e outros autoritários, vejo gente de Direita que tem Fé, outros que não tem. Vejo-os com preocupações sociais de esquerda, e os de esquerda com ideias de potenciação económica de direita.
Vejo católicos a favor da mudança de uma lei que não protege as pessoas e que não aceita, à luz da DSI, que uma pessoa possa perder a casa onde partilhou a vida com alguém, porque esse alguém faleceu e a casa estava em seu nome e perante a sociedade não tinham, não podiam, viver em regime de partilha de bens, nem usufruir de assistência social entre outras, porque viveram juntos em união de facto. Será que proteger essas pessoas contra esse vazio legal seja mau, ainda que eu não pense ou sinta o que elas sentem? Será que isso prejudica a Igreja? Será a questão do nome, casamento? Invente-se outro então! Desde que não se faça mal a ninguém não me parece que haja problema.
A outra questão: a adopção. Se o direito natural não permite o nascimento de um ser a partir de dois seres do mesmo sexo, poderemos legislar (tendo em conta o Direito da Criança) a adopção por um casal homossexual? Não existe o direito a ter filhos, mas existe o direito a ter um pai e uma mãe, educação, alimentação e muito mais! Em breve se comemora a passagem desses direitos a Convenção escrita, proclamada e ratificada!
Uma criança, qualquer que ela seja quer o amor de alguém, mas dentro dos seus direitos que devem ser salvaguardados. Sejamos idealistas aqui!
São muitas as dúvidas, são muitas as perplexidades, as incertezas e os cuidados a ter na análise destas questões tão ténues. E a análise deve ser sempre tida a partir dos pontos de vista pessoais de cada um, em absoluto respeito e com todo o Sentido de Estado porque é esse que dará voz à pluralidade de todos aceitarmos que esteja uma cruz, uma estrela, um crescente na escola e eu aceitar que na sociedade laica (não confundir com laicista) todas as pessoas tenham princípios de Direitos e Deveres iguais, mesmo na sua diferença. Não é esse o sonho dos Evangelhos?!
*agradeço a JPF a contínua troca de impressões e ideias na construção deste texto.
:: in 'Correio do Vouga' ::
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
"The boy who harnessed wind"
| The Daily Show With Jon Stewart | Mon - Thurs 11p / 10c | |||
| William Kamkwamba | ||||
| www.thedailyshow.com | ||||
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o poder local e o clientelismo
O poder local é umas das coisas mais bonitas da Democracia. É a base da ideia de que as pessoas decidem o seu futuro, o seu caminho comum, aquilo que sonham para os seus e para a sua comunidade.
Infelizmente, talvez movidos por uma sociedade de consumo, em que vale mais o Ter do que o Ser, alguns estudos no campo da ciência politica demonstraram que o comportamento eleitoral local se move mais pelo clientelismo do que pela noção do Bem Comum, pelos favores que pela nobreza da causa de todos.
Wantchekon, um politólogo africano, tem estudado este fenómeno, fazendo algumas inimizades por aferir que o clientelismo, em deterimento do Bem Comum, afecta sobremaneira o Desenvolvimento.
A alienação que a politica provoca na maioria das pessoas promove ainda o clientelismo. Quem já não andava farto de ver cartazes e ouvir tempos de antena e carros com gramofones em cima? Quem dos políticos não ouviu impropérios, uns mais justos outros não tanto, à sua passagem em campanha (não raras vezes, alguns só lá passam mesmo de 4 em 4 anos)?
Ainda, no exercício da gestão pública não há de facto muita transparência, não há envolvimento dos cidadãos, as autarquias e os governos não procuram buscar nas pessoas ideias ao longo do tempo. Às vezes parece mesmo não lhes convir, o que pode levar a assumir que de facto existe clientelismo, que existem adjudicações aceleradas com critérios duvidosos e que os ajustes directos, de figura legal de recurso passam a norma, sendo que o voto passa a declaração formal do quero continuar a ter “trabalhos”.
Cabe-nos a nós agora, pensar se o mesmo estudo tem cabimento na nossa realidade e daí aferir a saúde, a Liberdade e a Justiça da nossa Democracia.
:: in jornal 'O Ponto' ::
domingo, 1 de novembro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Prioridades do Mundo Político...
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Gente de Causas... Adoro Aveiro!

Era um fim de tarde de Outubro. Já se notavam as noites maiores para lá da janela da sala, mas o calor continuava como no Verão. A turma ouvia o professor com atenção explicar a diferença entre um politólogo e um politico. Estávamos nas primeiras aulas do ano.
Muita gente há-de associar o exemplo dado ao professor que o deu, cativante na oratória e um futuro brilhante da nossa universidade. Quase toda a gente quando ouve uma história se posiciona nela. Naquela sala, todos fizemos o mesmo, mesmo que inconscientemente. ‘Um politico é como um astronauta. Vai ao espaço. Um politólogo é como um astrónomo. Estuda observando’.
Sonhador por defeito, confundo ingenuidade com audácia muitas vezes e pensei, naquele momento que talvez preferisse ser astronauta, um fazedor em vez de observador, queria arregaçar as mãos e tentar mudar as coisas. A mim, à minha volta, no meu mundo e no mundo que é nosso. É um sonho grande para alguém como eu.
Mas foi essa a educação que recebi em casa. Foi a linha de pensamento que aprendi nos bons anos passados no Seminário de Aveiro ouvindo e vendo exemplos dos bons mestres que lá me formaram. Tentar ver outros caminhos. Somos todos políticos nesse aspecto. Andamos no mundo, andamos na vida e em várias frentes ‘politicas’, aqui com o sentido nobre e não-convencional do termo: fazer o mundo um sítio melhor, seja em casa, seja no grupo da Igreja, no grupo de teatro, no clube recreativo, na escola, na ONG, na empresa socialmente responsável, onde for que estivermos.
Noutros trabalhos da vida vi-me muitas vezes invejar e criticar a plenos pulmões os políticos (convencionais) porque eles têm meios para fazer o que muitas organizações da sociedade civil tentam fazer sem meios alguns. Têm o poder de com uma assinatura fazerem ou não a paz, de disponibilizarem ou não fundos para acabar com a fome, de promover a justiça social, de construir programas sustentáveis de combate à pobreza. A lista não acaba.
O José Costa é daquelas pessoas que inspira, pela sua simplicidade e pela sua discrição, pelo jeito com que lida e congrega as pessoas em torno de um propósito. Uma arte que já não se vê muito por aí. Inspira pela sua competência, eficiência e eficácia naqueles sítios por onde passou na sua vida profissional como gestor, inspira porque propõe acção em vez de falatório, aquele mais do mesmo que já não suportamos ouvir na cassete riscada da maioria dos políticos.
A critica de fora é fácil mas não o poderia continuar a fazer de boa consciência se não assumisse fazer a minha parte, quando sou chamado a isso, com este grupo que ele montou, gente de causas, que mais não quer que o melhor de Aveiro e o que querem fazer, querem fazê-lo incluindo toda a gente, ricos, pobres, instruídos da academia e instruídos da vida, novos, mais velhos, conservadores ou progressistas, Aveirenses de nascimento ou Aveirenses de imigração. Ajuntamentos destes só podem dar bons resultados.
É um privilégio poder estar num grupo que mais não quer que potenciar todos para bem de todos e de Aveiro.
Que mais não quer que deixe de haver gente a viver em barracas no nosso Concelho e que precisa não de uma casa mas de uma oportunidade para lutar e trabalhar para conseguir um lar condigno.
Que mais não quer que proporcionar mobilidade às pessoas e aos bens e às ideias e que nessa mobilidade física, se não houver um estacionamento, que haja uma boa rede de transportes públicos.
Que mais não quer que potenciar o génio das pessoas de Aveiro, dar-lhes condições para que construam um concelho dinâmico, nas ideias e nos projectos inovadores para que a globalização local seja partilha de bens e de esforço em prol de todos.
Que mais não quer que dar às nossas crianças condições melhores que as que os seus pais tiveram, numa escola equipada com aquilo que é preciso para crescer com a esperança de um grande futuro.
Sei que não vamos mudar o mundo. Mas Aveiro é um bom sítio, o nosso sítio, para fazermos nele a nossa parte de construir um mundo melhor, mais justo, de valores de solidariedade e oportunidade para todos.
Não podia não dizer presente a mais um desafio. Pensei na ORBIS. As pessoas poderiam pensar q era partidarizá-la. Mas uma coisa sou eu cidadão, outra coisa sou eu na ORBIS. São compartimentos fechados, apesar de as causas da ORBIS serem as mesmas da Politica nobre. A ORBIS é apartidária, sempre será. Os membros da ORBIS sempre votarão como e em quem quiserem. Confesso que o facto de outra pessoa da ORBIS ser também candidata por um outro partido me descansou quanto a más interpretações possíveis das pessoas.
Um desafio destes tem de ser corrido. Devemos fazer de todos os meios de ser voz dos sem voz e de colocar as vozes desses em coro com estas vozes de gente de causas e que ousa propôr, não contra este ou aquele, mas com absoluto respeito por todos e sempre, a favor de Aveiro e de todas as Pessoas de Aveiro e da nobreza perdida da sua Politica.
Acreditamos nas pessoas, no futuro, nas equipas... e é isso que é preciso em Politica, aquela que se quer Nobre e de causas...
Gente que acredite, gente com causas! Gente que Adore Aveiro!
Pedro Neto
(membro da lista à CMA ADORO AVEIRO – PS, escrito com a liberdade que o praticamente não elegível 7º lugar permite)
domingo, 27 de setembro de 2009
Smiling Surfing... Uma boa forma de fazer Política
sábado, 29 de agosto de 2009
Reconstruir casas e Pessoas. Pessoas diferentes mas um Povo.
Uma mesquita e uma igreja, lado a lado. Dizem-se bom dia todos os dias.
Perdoar, sem esquecer o que faz a guerra, para não voltar a ela.
A História dos Balcãs, conhece neste milénio os primeiros tempos de paz, relativamente sólida, desde o séc. XIX.

terça-feira, 25 de agosto de 2009
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
sábado, 8 de agosto de 2009
Liberdade de Expressão
Portugal não é excepção e, por arrasto, a constituição angolana que é muito semelhante à nossa, também a consagra. Apesar de nem cá nem lá se viver em plenitude.
Com este mês de Agosto, começou a ser transmitido em Portugal na televisão por cabo, o canal público de televisão angolana (TPA). É um passo adiante no cumprimento desses horizontes corajosos da Constituição da República Popular de Angola.
Há um ano o país viveu uma campanha em que tudo era controlado. Não havia liberdade de expressão pura. Os órgãos de comunicação social não podiam fazer o seu trabalho livremente e a informação que saía para fora do país era sempre controlada, tanto quanto as autoridades fossem capazes de a controlar.
O surgimento da TPA internacional, ainda que continue a ser um meio de propaganda, não deixa de ser um passo de esperança para um país de muitas promessas, de evolução e crescimento verificável é certo, mas de um país onde ainda morre gente de fome e de doenças facilmente tratáveis. Em Angola convive-se hoje com o luxo e a miséria no mesmo quarteirão. A riqueza não é má mas a pobreza é, e para mudar esse estado de coisas a liberdade de expressão é fundamental. As pessoas têm de saber o que se passa para agirem com consequência.
A comunicação social e o jornalismo são parte importante. São eles os olhos do mundo, são eles a potencial voz de quem não a tem, são eles os mediadores necessários de uma comunidade que se quer séria, honrada e honesta, seja cá perto, seja no mundo global.
Se não fosse a comunicação social, Timor ainda hoje seria ocupado, os genocídios étnicos que o mundo testemunhou no final do século passado e já no presente (Darfur) não seriam denunciados. Os exemplos não têm fim.
Uma imprensa nobre e eficaz torna-nos numa democracia madura. E isenção é mesmo isso: dar voz à Justiça do bem comum e aos Direitos que todo o ser humano tem.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
A responsabilidade de gerir o que pertence a Todos
1. O Jornal i, de 28 de Julho de 2009 fez publicar um ensaio de duas páginas sobre a evolução do consumo do Estado desde 1986. A máquina gigantesca, conforme as ideologias dos partidos, deveria crescer ou diminuir consoante a Direita e o Estado mínimo ou a Esquerda e o Estado mais presente. Hoje, muitos dos nossos políticos ainda vivem nesta era, mas já nada é estanque, cada caso é um caso, não há modelos económicos ou políticos certos. Tudo o que é humano é dinâmico e só isso justifica que coisas muitos boas se façam, mas também algumas muito más.
Desde 2002 que andamos a ouvir que estamos em crise. Ou crise de gestão do Estado o que dá em défice grande (há alguma casa que aguente gastar mais do que aquilo que ganha?!). Ou crise financeira, externa ao Estado mas talvez permitida pelo Estado por má regulação anterior. O Estado aqui pode tudo... o colapso ou um Caminho para a Nação.
A indignação passa-me naquele texto, sobretudo, ao descobrir que segundo o investigador que o assina, Ricardo Reis da universidade de Columbia (E.U.A.), o Governo que mais gasto provocou na contabilidade estatal foi o de 2002 a 2006.
É difícil acreditar assim. Já não sabemos bem o que é mesmo de verdade ou apenas o é por intenção. É preciso mudar isso...!
2. Se não fosse Verão (silly season), quase poderiamos, com atenção grave, pensar em extrapolar o mesmo estudo para os governos locais do nosso país.
O que eram os gastos em pessoal dos Municípios há alguns anos atrás, o que serão esses gastos agora? Quem entrou, quem saiu? Como e porque entraram os que entraram, porque saíram os que saíram? O que fazem e como fazem os que estão? Que tipo de concursos ou ajustes foram feitos para que fossem escolhidos? Que parcerias (mais ou menos) público-privadas se fazem que muitas vezes não se traduzem com este nome ao público mas em denomância de ‘subsídios’ e com que estratégia política? Para que os outros façam o que não queremos fazer (ou não sabemos)?... ou para movimentar e estimular o sector privado? Que sector privado? Um desinteressado dos poderes políticos ou um sector onde estejam ligadas as pessoas, as mesmas, que gerem os bens públicos?
Como serão os exemplos concretos das nossas autarquias próximas? Melhor ou pior que a média? Haverá discussão aberta destes assuntos da Democracia e da gestão do bem público ao serviço do público?
Estou certo que sim...
in Jornal "O Aveiro".
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Na minha Terra andam pessoas descalças
É num olhar a dentro que respondo ao Ponto, neste desafio de uma vez por mês escrever sobre assuntos locais. Ao Ponto, renovado nesta edição, agradeço o desafio e a confiança, que espero cumprir com o brio e a responsabilidade que todo e qualquer cidadão tem perante a sua comunidade.
Na minha terra, andam pessoas descalças. Foi uma coisa que ouvi, não muito longe de Vagos, sobre Vagos, mas já noutro concelho. Dei por mim a pensar-me culpado, eu e mais alguns que não fazemos nada, ou não fazemos, por maior que seja o esforço, o suficiente para acabar com o que aquela frase significava: vivem pessoas no meu concelho que não têm garantidos os Direitos que todo o ser humano devia ter.Noutra ocasião, ouvi o Nobel da Paz, D. Ximenes Belo, dizer que a Política é o caminho, por excelência da Paz e do Desenvolvimento. Quando existem estas duas, a pobreza dá lugar ao bem estar das pessoas e da comunidade.
Fazem os políticos que nós elegemos (por delegação, fazemos nós através deles?) tudo o que está ao alcance da Boa Governação que construa um mundo melhor a partir do Local?
Existe transparência financeira dos dinheiros públicos, de todos nós contribuintes, quando se fazem protocolos que mudam mãos de dinheiro entre público e privado para serviços públicos e assim pagamos duas vezes?
Faz sentido na boa transparência que existam adjudicações ou contratações por ajuste directo, sem concursos que promovam a escolha do melhor a cada situação da causa pública, do bem comum e da nobreza do que é (ou devia ser) a política?
Haverá boa governação local quando as obrigações e atribuições admnistrativas públicas não funcionam com a celeridade devida e são interrompidas por forças que parecem ocultas mas que toda a gente parece conhecer?
Haverá justiça com todos os membros da comunidade quando o Desenvolvimento Económico responde a interesses especiais ou a calendários eleitorais que provocam gastos desnecessários do ponto de vista do bem comum, obrigando as pessoas a financiarem projectos que elas não desejam ou mesmo de que desconhecem o custo de oportunidade?
Na fuga para a frente de nos edificarmos em altura não estaremos a perder uma identidade cultural específica que faz de nós únicos no país e que pode potenciar um cluster para um turismo que hoje apenas tem expressão nas obras da Barra e Costa Nova?
Estaremos a integrar o Desenvolvimento Económico e Humano, o Planeamento do Espaço em função disso? Estaremos a sonhar o suficiente ou estaremos resignados ao que há e ao que temos?
Nas minhas dúvidas, ficam as certezas de que todos nascemos iguais e de que se o meu semelhante vive na pobreza, então eu também sou mais pobre. E por isso, não podemos viver a nossa vida com indiferença à injustiça social e económica, seja em África, na Amazónia ou aqui ao lado.Não podemos não correr a fundo na entrega, na honestidade, no espírito de trabalho e de sacrifício, nas motivações, nos sonhos, nos projectos mas, sobretudo na consciência de que nenhum de nós devia deitar tranquilamente a cabeça na almofada todas as noites sabendo que não fizemos tudo o que está ao nosso alcance para fazer da nossa terra um sítio de justiça, direito e prosperidade.
Não podemos permitir que a Política, na sua nobreza mais profunda possa ser aproveitada para outras coisas que não o bem comum e que possa ser sub-aproveitada no que concerne ao caminho para a Paz, uma Paz que se estende por Desenvolvimento sustentado.
Vem aí tempo de eleições. Que ele não seja tempo perdido ou tempo de divisão, mas que seja sobretudo tempo de reflexão e balanço para um melhor caminho, sempre, porque esse é único e une-nos a todos, mesmo que as ideologias nacionais sejam diferentes.
Se pudermos responder imediata e espontaneamente “não” a todas as questões acima, então as nossas terras e o nosso país serão um óptimo sítio para se viver...
... e além disso, não haverá pessoas descalças.
domingo, 21 de junho de 2009
Eficácia e Eficiência...
*
EFICÁCIA é fazer as coisas certas.
EFICIÊNCIA é fazer as coisas bem feitas.
Às vezes queremos tanto isto que nos esquecemos de sentir a brisa na cara ou o alento do companheiro do lado...
*
Agora de volta ao estudo para o exame de Políticas Públicas... pensando em fundo, se digo só as definições e o correcto ou se digo tudo o que penso e arrisco ficar pelo caminho.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Outra vénia... II
O Princípio do Estado de Direito, respeitante da eminente dignidade da pessoa humana - fundamento de toda a ordem jurídica baseado na nossa convicção de que o Estado deve estar ao serviço da pessoa e não a pessoa ao serviço do Estado;
Os Direitos, Liberdades e Garantias [das pessoas], elemento indispensável à preservação da autonomia pessoal, bem como à participação política e cívica;
O pluralismo das ideias e correntes políticas, cuja garantia de livre expressão constitui pressuposto indispensável ao gozo dos direitos e liberdades fundamentais de todo o cidadão;
O princípio democrático, como garantia da participação por igual de todos os cidadãos na organização e na escolha dos objectivos do poder na sociedade;
O diálogo e a concertação, como formas de entendimento e aproximação entre homens livres, assentes na tolerância e visando a procura de acordo activo entre interesses divergentes;
A justiça e a solidariedade social, preocupações permanentes na edificação de uma sociedade mais livre, justa e humana, associadas à superação das desigualdades de oportunidades e dos desequilíbrios a nível pessoal e regional e à garantia dos direitos económicos, sociais e culturais;
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Uma vénia a quem...
[Defendemos a] solidariedade democrática. Por aí nos diferenciamos sem compromisso ou dúvida do conservadorismo social, que tende a confundir solidariedade com assistencialismo.
A defesa do ambiente e a criação de uma consciência ecológica constituem uma das causas mais nobres e uma das necessidades mais prementes do nosso tempo. É o futuro da humanidade, como tal, além da solidariedade devida às próximas gerações, que se encontram em questão. Os princípios da precaução, da subsidiaridade e da participação devem ser estendidos e aplicados a todas as políticas públicas que lidam directamente com o desenvolvimento, o território e a natureza, e devem ser difundidos maciçamente, como uma orientação básica do comportamento de todos os cidadãos, enquanto trabalhadores, empresários ou consumidores. [Fazemos nossas] as preocupações essenciais do pensamento e da prática ecologista, não na variante fundamentalista que se recusa a pôr em equação o desenvolvimento e a conservação da natureza, mas sim colocando no horizonte soluções positivas para essa equação".
sábado, 23 de maio de 2009
Apesar de tudo... a ineficácia da ONU

1. Este organigrama (ultra-)complexo que consome recursos humanos e financeiros brutais... recursos esses que talvez pudessem / devessem ser aplicados no terreno concreto. (clicar na imagem para ler melhor)
3. O poder de veto dos 5 países-membro do conselho de segurança permanente.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Um Nome mais...
sábado, 2 de maio de 2009
Nunca mais um Tarrafal...
POR TEU LIVRE PENSAMENTO / FORAM-TE LONGE ENCERRAR
TÃO LONGE, QUE O MEU LAMENTO /NÃO TE CONSEGUE ALCANÇAR
E APENAS OUVES O VENTO /E APENAS OUVES O MAR.
LEVARAM-TE A MEIO DA NOITE, A TREVA TUDO COBRIA
AI, DESSA NOITE, O VENENO / PERSISTE EM ME ENVENENAR
OIÇO APENAS, O SILÊNCIO / QUE FICOU EM TEU LUGAR AO MENOS, OUVES O VENTO! AO MENOS OUVES O MAR!
(poema de David Mourão-Ferreira, musicado por Alain Oulman,interpretado por Amália Rodrigues)
hÁ 35 ANOS... Fechou-se o Tarrafal...
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Já chega de Solidariedade
Se consumimos muito, somos uma sociedade consumista. Se não consumimos, a Economia estagna. Não há nada a fazer... nunca estamos bem e o problema é sempre o mesmo: o Sistema... das coisas.
Sempre houve pobreza e miséria, sempre houve quem lutasse contra ela. Sempre houve uma manifestação ou outra, seja com cartazes de algum sindicato, seja alguma vigília com velas silenciosas, recordando a luz à noite. Sempre houve gente a viver bem. Sempre houve gente a viver mal. Sempre houve necessitados, sempre houve quem fosse suprindo a necessidade dos necessitados.
A crise, a tal de que todos temos uma ideia mesmo sem saber muito bem de onde veio ou para onde vai, sem saber por onde a sentir e apenas a observar, faz-nos mal. Instala-nos de mão ao queixo. Ficamos impotentes e lamurientos. Criticamos este e aquele político ou o patrão para os que têm sorte de o ter.
Somos solidários com a tristeza e com os outros, os que sofrem sempre mais com as crises, os pobres. Os pobres que o ano passado não podiam comprar cereais porque aumentou a procura pelos biocombustíveis e, consequentemente, o preço. Esses mesmos pobres continuam a não poder comprar este ano, mesmo com o preço dos cereais a diminuir, porque estão mais pobres. E pobres, sejam os de Portugal, África ou até os do Brasil que já é, historicamente, credor do FMI.
Andamos sempre nisto, nos desequilíbrios do nosso sistema. Especulamos valores para cima. É natural que eles voltem ao seu lugar e os preços de tudo baixem. O que não é natural é continuarmos a vida, sendo apenas solidários, ou assistencialistas, ou apenas lamurientos.
Não podemos continuar a tratar o ser humano que está no lado de baixo do nosso jogo da riqueza como pobre de estimação o parente esquecido a que nem sempre podemos atender porque também estamos mal. Não podemos não aproveitar esta oportunidade de mudança, não podemos não mobilizar forças mundiais, nacionais, locais! Se o outro sofre, mais cedo ou mais tarde, as consequências chegam cá.
Da solidariedade, temos de passar à fraternidade (do lat. frater . irmão).
sexta-feira, 20 de março de 2009
Jay Leno's Tonight Show
Um belo jantar, não pelas iguarias, mas pela família reunida.
Estive a ouvir a maior parte do tempo, historias antigas de como o meu avô e o irmão dele partiram para o Oeste, à luta por uma vida melhor. Primeiro para a California, depois para Pennsylvania.
Hoje recebi o link deste video do meu irmao que nasceu comigo do outro lado do mar e temos este Presidente e temos os nossos de ca... Comparar é inevitável, não os países ou as suas culturas, mas o modo de estar.
Sem ter em conta grandezas económicas ou geográficas, sem ter em conta PIB's ou outras estatísticas... há uma diferenca que seria simples de contornar e que mudaria muita coisa deste lado: os nossos politicos (os da alta roda de Lisboa) virem viver a vida ao lado da nossa, os cidadaos de todos os dias.
Tudo seria diferente...




