domingo, 29 de maio de 2011
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Entre o Céu e o Inferno - Vagos FM
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Todos caímos e todos nos podemos levantar
Em crioulo, Homem diz-se ‘pecador’.
Impressiona esta naturalidade como se encara a humanidade da pessoa naquelas paragens. O pecado, a falha, o defeito é natural. É humano!
Aceitamos pouco isso por cá. Em cada erro próprio, martirizamo-nos. Em cada erro de outrem, crucificamo-lo como se fosse inumano errar, mais, como se nós nunca errássemos.
Procuramos sempre, primeiro que resolver, o culpado!
Quando alguém expõe as suas ideias ou visão, critica-se muito a pessoa. Vamos ao ataque pessoal, em vez da crítica salutar das ideias, das políticas, dos actos. Confunde-se a pessoa, a sua dignidade e bondade, com o seu ponto de vista.
No debate político depressa se resvala para a ofensa pessoal. Os nossos políticos passam a vida a chamar nomes e a insultarem-se, para minutos depois pedirem que a ‘campanha’ seja elevada e sem insultos (só por parte dos outros ou de todos, o próprio incluído?).
Nas próprias relações pessoais, por vezes levados ao cúmulo do consumismo (enquanto serve e apetece, tudo bem! Ao primeiro sinal de que já não serve, desiste-se e deita-se fora) falta por vezes esta perspectiva do erro natural, tão natural quanto o perdão e o crescimento mútuo.
Vários problemas, uma origem comum: somos farisaicos a avaliar o outro, cegos avaliarmo-nos a nós mesmos.
Falhar é normal. Acertar também. E é nessa cadência que devemos encarar com nobreza e felicidade o caminho que se faz, cheio de histórias para contar no fim, precisamente por isso, porque caímos, mas levantámo-nos, porque vimos alguém a cair e em vez de o pisarmos, ajudamo-lo a reerguer-se melhor ainda do que o que era antes e isso tudo apesar de ele ter ideias e perspectivas diferentes das nossas, seja na vida pessoal, familiar, social, profissional, política... todas as frentes em que andarmos metidos!
Talvez assim as coisas fossem mais duradouras e por isso mesmo profundas e ricas. Talvez o mundo fosse melhor e a generalidade das pessoas mais felizes porque menos... pecadoras!
