sexta-feira, 29 de maio de 2009

Outra vénia... II

"Como nossos princípios elegemos:

O Princípio do Estado de Direito, respeitante da eminente dignidade da pessoa humana - fundamento de toda a ordem jurídica baseado na nossa convicção de que o Estado deve estar ao serviço da pessoa e não a pessoa ao serviço do Estado;

Os Direitos, Liberdades e Garantias [das pessoas], elemento indispensável à preservação da autonomia pessoal, bem como à participação política e cívica;

O pluralismo das ideias e correntes políticas, cuja garantia de livre expressão constitui pressuposto indispensável ao gozo dos direitos e liberdades fundamentais de todo o cidadão;

O princípio democrático, como garantia da participação por igual de todos os cidadãos na organização e na escolha dos objectivos do poder na sociedade;

O diálogo e a concertação, como formas de entendimento e aproximação entre homens livres, assentes na tolerância e visando a procura de acordo activo entre interesses divergentes;

A justiça e a solidariedade social, preocupações permanentes na edificação de uma sociedade mais livre, justa e humana, associadas à superação das desigualdades de oportunidades e dos desequilíbrios a nível pessoal e regional e à garantia dos direitos económicos, sociais e culturais;
O direito à diferença, como condição inerente à natureza humana e indispensável para a afirmação integral da personalidade de cada indivíduo; direito esse tanto mais efectivável quanto maior for a igualdade de oportunidades na Comunidade;

A valorização da paz, como objectivo essencial da acção política. Para nós, a edificação de uma paz justa entre os povos deve constituir um dos objectivos fundamentais da actuação política dos Estados."
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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Uma vénia a quem...

... adivinhar a fonte deste manifesto deslumbrante que grita para um mundo melhor!
(sem recorrer ao copy/paste nalgum motor de busca)!...
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"Combatemos as desigualdades e discriminações fundadas em critérios de nascimento, sexo, orientação sexual, origem racial, fortuna, religião ou convicções, predisposição genética, ou quaisquer outras que não resultem da iniciativa e do mérito das pessoas, em condições de igualdade de direitos e oportunidades. Defendemos o princípio da equidade na promoção da justiça social.
São ilegítimas e devem ser combatidas, sem hesitações, as desigualdades de direitos. E são ilegítimas e devem ser combatidas as desigualdades de condição e estatuto que não resultem da iniciativa e do mérito das pessoas, no quadro do aproveitamento de oportunidades abertas a todos. Desigualdades injustificadas entre classes e grupos e, por maioria de razão, a reserva de privilégios para certas classes ou grupos, ofendem a consciência humana e minam os alicerces da democracia.

No combate às desigualdades ilegítimas ou indesejáveis e na promoção activa da igualdade de direitos e de oportunidades, consideramos essencial a prossecução do princípio da equidade. Entende-se este como a exigência da intervenção pública a favor dos membros menos favorecidos da sociedade, no sentido de corrigir as desigualdades de resultados, criar regularmente novas oportunidades e assegurar níveis aceitáveis de coesão social.
(...)
[Acreditamos na economia de mercado] que deve estar sujeita a uma regulação institucional adequada, cuja existência, independência e eficácia compete ao Estado garantir; e deve assumir uma dimensão social e de bem-estar, isto é, incorporar na sua própria lógica de funcionamento a preocupação com os direitos humanos, o desenvolvimento sustentável e a coesão social. O Estado deve favorecer, com apoios específicos, o cooperativismo e as redes solidárias de agentes económicos e sociais.

(...)

Entendemos que a prática da solidariedade e a promoção da integração social se fazem no quadro da efectivação dos direitos civis, políticos e sociais de que são titulares as mulheres e os homens. É a realização dos direitos que permite caminhar para uma sociedade solidária, que não pactue com a exclusão.
[Defendemos a] solidariedade democrática. Por aí nos diferenciamos sem compromisso ou dúvida do conservadorismo social, que tende a confundir solidariedade com assistencialismo.
A luta contra a exclusão social, o combate à pobreza e o trabalho em prol da integração de todos têm na sua base uma consciência moral que se recusa a tolerar a injustiça e a discriminação e que sente como um dever agir em favor dos mais desprotegidos. Mas a prática da solidariedade e as políticas públicas que a estruturam fazem-se em nome da construção de uma sociedade inclusiva e da realização dos direitos de que são titulares os indivíduos, independentemente da sua condição circunstancial. A solidariedade não tem a ver com favores, proteccionismos ou cuidados paternalistas; tem a ver com os direitos e a responsabilidade pública na sua defesa e promoção.
(...)
[Assumimos] a defesa do ambiente e a promoção do desenvolvimento sustentável, como elementos essenciais de políticas orientadas pelo princípio da precaução, informadas pelo cuidado com o nosso futuro comum e fundadas no respeito por nós próprios e pelas gerações vindouras.

A defesa do ambiente e a criação de uma consciência ecológica constituem uma das causas mais nobres e uma das necessidades mais prementes do nosso tempo. É o futuro da humanidade, como tal, além da solidariedade devida às próximas gerações, que se encontram em questão. Os princípios da precaução, da subsidiaridade e da participação devem ser estendidos e aplicados a todas as políticas públicas que lidam directamente com o desenvolvimento, o território e a natureza, e devem ser difundidos maciçamente, como uma orientação básica do comportamento de todos os cidadãos, enquanto trabalhadores, empresários ou consumidores.
[Fazemos nossas] as preocupações essenciais do pensamento e da prática ecologista, não na variante fundamentalista que se recusa a pôr em equação o desenvolvimento e a conservação da natureza, mas sim colocando no horizonte soluções positivas para essa equação".
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sábado, 23 de maio de 2009

Apesar de tudo... a ineficácia da ONU




Algumas razões (entre muitas) que explicam a ineficácia da Organização das Nações Unidas:

1. Este organigrama (ultra-)complexo que consome recursos humanos e financeiros brutais... recursos esses que talvez pudessem / devessem ser aplicados no terreno concreto. (clicar na imagem para ler melhor)
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2. Os países fazem-se representar pelo interesse próprio quando deviam procurar o interesse do bem comum humanitário. Daí o tempo imensamente ridículo para chegar a alguns acordos que se negoceiam em Nova Iorque ou em Genebra ou noutro sítio qualquer...

E dentro desta razão, cabe a terceira razão:

3. O poder de veto dos 5 países-membro do conselho de segurança permanente.
Porque não está a ONU em força no Darfur?!
Petróleo + Interesses da China = Veto da China a uma intervenção a sério. Logo... um veta, ninguém vai.
Este é só um exemplo...
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Apesar de tudo a ONU é um grande bem das Nações e tem feito um trabalho muito significativo em muitos lugares do mundo... mas....

... podia ser melhor.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Um Nome mais...



Ontem. Foi ontem que ele disse. O pequeno disse-me um tratado: "Temos tantas coisas boas na vida e não as sabemos aproveitar".
Nada de novo... se pensarmos que a frase e a ideia não são novas.
Muito de novo se pensarmos quem vem de um miúdo de 10 anos que a jogar à bola dá mais canelada do que bolada...


Disse a raposa ao Principezinho: "Cativa-me".
E depois, o principezinho foi para o Planeta dele, um sítio de sonhos de onde nenhuma se criança devia perder de lá nunca.

E a raposa ficou com medo de não ver mais o principezinho a quem tinha prometido que ensinava a caminhar em cima das ondas...

Estamos aqui puto... É para seres feliz.

sábado, 2 de maio de 2009

Nunca mais um Tarrafal...


POR TEU LIVRE PENSAMENTO / FORAM-TE LONGE ENCERRAR
TÃO LONGE, QUE O MEU LAMENTO /NÃO TE CONSEGUE ALCANÇAR

E APENAS OUVES O VENTO /E APENAS OUVES O MAR.

LEVARAM-TE A MEIO DA NOITE, A TREVA TUDO COBRIA

FOI DE NOITE, NUMA NOITE / DE TODAS, A MAIS SOMBRIA.
FOI DE NOITE,FOI DE NOITE / E NUNCA MAIS SE FEZ DIA
AI, DESSA NOITE, O VENENO / PERSISTE EM ME ENVENENAR

OIÇO APENAS, O SILÊNCIO / QUE FICOU EM TEU LUGAR
AO MENOS, OUVES O VENTO! AO MENOS OUVES O MAR!



(poema de David Mourão-Ferreira, musicado por Alain Oulman,interpretado por Amália Rodrigues)



hÁ 35 ANOS... Fechou-se o Tarrafal...