sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Pensar Global - Vagos FM

Faz falta este senhor... com a sua serenidade e força conseguiu muito para Portugal... o que o veio substituir... coitado...












Este jovem... anda-me a desiludir... deve ser o stress...!


Money, Markets & Election needs... grabbed us, all of us, by the b*lls...
Saber mais aqui... ou pelo menos dar o benefício da dúvida.










Entre o Céu e o Inferno, entre o erro e a esperança...









sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Pensar Global - ORBIS - VAGOS FM

Falamos de novo sobre voluntariado a propósito do Encontro "Voluntariado - Contextos e Práticas" (ver aqui)... mas desta vez também falamos de um voluntariado muito especial porque tem tudo o que o voluntariado deve ter:

- Capacitar as pessoas que beneficiam do voluntariado, a já não precisarem de voluntariado e a andar por si mesmas no futuro...

- Fazer as pessoas felizes... as que beneficiam e os que fazem o voluntariado...

Senhoras e Senhores... "SURFING FAVELA"










 





Between heaven and hell!* - VAGOS FM

Extremismos que por estarmos habituados a vê-los nos parecem normais... não deixam de ser extremismos!




* para internacionalizar isto!!!



quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O mal e o bem que fazemos aos outros






Tenho pensado nos últimos tempos na origem dos muitos e díspares comportamentos humanos.
Porque fazemos bem aos outros? Porque fazemos mal aos outros?
Porque só queremos saber deles quando precisamos? Porque queremos saber deles mesmo que não nos dêem nada?... Amor gratuito?

O ser humano é esta coisa fantástica em que bem podemos tentar catalogar, classificar, rotular, que nunca o fazemos bem feito!... Normalmente fazemos isso tudo em relação ao desconhecido, em relação a quem desconhecemos:

ou rotulamos para o mal e arrumamos a um canto "este não vale a pena" ou então "ele sabe isso porque anda nas explicações"...

ou mesmo,

o contrário: edificamos torres de marfim para desconhecid@s.. rotulamo-los como heróis e heroínas, as coisas mais belas e fantásticas... tudo o que queremos que eles sejam.

Depois, quando se conhece a fundo, ficam-se com outra ideia. Não necessariamente melhor, não necessariamente pior. Diferente.

*****

Há uns anos estacionei o carro numa rua. Saí do carro e vinha a passar um jovem, dos seus 20 e muitos anos. Entendeu que me meti à frente dele e o passeio não era largo para estarmos os dois nele.

Olhou para mim, desconhecido, com uma raiva enorme. disse alguns impropérios e ameaças. Só por causa de lhe ocupar o passeio, estava pronto a espancar-me bem ali para me dar uma lição.

Além do espanto-receio-estupefacção... desde os tempos de adolescência que não andava à pancada com ninguém (com tanta falta de treino ia levar à grande  de certeza)... a minha questão era... o que terá acontecido àquele rapaz para querer tanto mal a alguém, assim sem mais?




Quantos de nós já não sentimos a dor de sermos rejeitados? Quantos de nós já não rejeitámos alguém sem querer (ou não)?

Quantos de nós já não chorámos desilusões, desamores, saudades boas de quem está longe?

Quantos de nós já não sofremos coisas que não fariamos a ninguém? Será que alguém pode pensar o mesmo de nós e nem notámos?


Não podemos ser rápidos a julgar o mal e o bem que fazemos aos outros, ou que os outros nos fazem a nós.

Não acredito na maldade.
Acredito no Amor, na falta da sua manifestação por alguma razão explicável. Acredito nos encontrados e nos perdidos e acredito que estar perdido é sempre uma coisa que nos acontece. E nesse acontecer fazemos "besteiras". Magoamos quem mais amamos, rejeita-mo-los e mandamo-los à vida deles, como se a nossa não fosse também a vida deles.

Não podemos ser rápidos a julgar quem faz isto, os outros, mas nós incluídos porque não há perfeitos.

Pensando no texto anterior. Não existe isso do egoísmo, dos aldrabões, das pessoas que só agem, contactam e fazem por interesse próprio. Existem fases de parvoíce mais ou menos aguda, de que também é preciso gostar e compreender. O mestre vê-se nas horas de mar bravo. Algum nervosismo admite-se nos primeiros dias, mas depois o olhar compenetrado e tranquilo é de se instalar perante a adversidade para a vencer.

Quando isso acontece termos levado alguma chapada, foi apenas alguma coisa que possam ter sofrido. Julgar não é o caminho, mas dar a mão, perdoar, amar...

A única coisa que não podemos fazer é obrigar ninguém a aceitar o que queremos dar.
De resto, caminho aberto porque se alguém faz mal, foi porque não teve a sorte de alguém antes lhe mostrar outra coisa.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ténis vs. Frescobol









All haters are losers, even when they win.
All lovers are winners, even when they lose.


A casa do Rubem alves




Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.

Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: ‘Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: ‘Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?\' Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.’

(...)

O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.
O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre.(...)
A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá...

(...)

Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão... O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.

Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim...





Rubem Alves

domingo, 4 de setembro de 2011

Ensinarás a voar…







Ensinarás a voar…
Mas não voarão o teu voo.
Ensinarás a sonhar…
Mas não sonharão o teu sonho.
Ensinarás a viver…
Mas não viverão a tua vida.
Ensinarás a cantar…
Mas não cantarão a tua canção.
Ensinarás a pensar…
Mas não pensarão como tu.
Porém, saberás que cada vez que voem, sonhem, vivam, cantem e pensem…
Estará a semente do caminho ensinado e aprendido!

Madre Teresa de Calcutá





Bom Ano Lectivo... pessoas (neste grupo incluem... até os professores, até os alunos, até os pais, até toda a gente envolvida na nobreza de ... educar... ou melhor... de ensinar a voar!)!