Uma grande fortuna é uma grande servidão.
(Séneca)
1. Há alguns meses li num diário económico português uma entrevista do Presidente da Sonangol, que detém a exploração do petróleo em Angola, afirmar que a empresa tinha uma liquidez muito grande, ou seja, excesso de lucros, e por isso ia investir os rendimentos em empresas europeias. Que problema grave o deste senhor que não sabe o que há-de fazer ao dinheiro que o petróleo dá…
Mais tarde, numa disputa entre a Sonangol e a Galp pela Enacol, de Cabo Verde, o mesmo senhor diz que não havia disputa nenhuma porque quem manda é a Sonangol (que é dona de parte da Galp). E se queriam o dinheiro angolano tinham que se sujeitar às regras que eles impusessem.
2. Há já algum tempo, esteve em Lisboa, bastante publicitado pelos media partner’s do evento, o activista e músico Bob Geldof. Como é sabido, na sua conferência bem paga por quem o ouviu em Lisboa, disse que “Angola é gerida por criminosos”. Grande escândalo! Apesar de todos sabermos que é a mais pura verdade, os patrocinadores e promotores apressaram-se a resolver o incidente diplomático em honra das relações comerciais que se podiam afectar. Também podemos chamar-lhe subserviência ou mesmo cumplicidade, ou mesmo didiotice… mas seria pouco delicado da nossa parte.
3. Na semana passada o presidente francês, Nicholas Sarkozy, em visita estratégica a Angola proporcionou um discurso triste e engasgado do seu homólogo anfitrião, José Eduardo dos Santos, que pedia à França ajuda para combater a pobreza do seu país! Espanto!
4. Será que alguém podia dizer ao presidente angolano que a empresa estatal (Sonangol) anda com excesso de lucros? Será que alguém explica a esses senhores que o petróleo, os diamantes, toda a riqueza do país é do país e não das pessoas que o senhor Bob Geldof dizia que geriam Angola, e que é esse dinheiro o que deve combater as desigualdades?
5. Homenagem ao povo Angolano, aqueles que por cidadania são soberanos em Angola, aqueles que sendo donos das riquezas naturais do país, não têm que comer, não têm acesso a cuidados de saúde, não têm acesso à educação, não têm acesso a nada… apenas à terra que os há-de acolher depois de morrerem de fome.
6. Homenagem a quem fala, a’O Aveiro inclusive que em 2004 publicou relatos do estado do país, com verdade e correndo todos os riscos e ameaças de quem dá voz a quem não a tem… em todas as Angolas deste mundo, promessas sempre adiadas por causa dos (…) que as gerem.
1. Há alguns meses li num diário económico português uma entrevista do Presidente da Sonangol, que detém a exploração do petróleo em Angola, afirmar que a empresa tinha uma liquidez muito grande, ou seja, excesso de lucros, e por isso ia investir os rendimentos em empresas europeias. Que problema grave o deste senhor que não sabe o que há-de fazer ao dinheiro que o petróleo dá…
Mais tarde, numa disputa entre a Sonangol e a Galp pela Enacol, de Cabo Verde, o mesmo senhor diz que não havia disputa nenhuma porque quem manda é a Sonangol (que é dona de parte da Galp). E se queriam o dinheiro angolano tinham que se sujeitar às regras que eles impusessem.
2. Há já algum tempo, esteve em Lisboa, bastante publicitado pelos media partner’s do evento, o activista e músico Bob Geldof. Como é sabido, na sua conferência bem paga por quem o ouviu em Lisboa, disse que “Angola é gerida por criminosos”. Grande escândalo! Apesar de todos sabermos que é a mais pura verdade, os patrocinadores e promotores apressaram-se a resolver o incidente diplomático em honra das relações comerciais que se podiam afectar. Também podemos chamar-lhe subserviência ou mesmo cumplicidade, ou mesmo didiotice… mas seria pouco delicado da nossa parte.
3. Na semana passada o presidente francês, Nicholas Sarkozy, em visita estratégica a Angola proporcionou um discurso triste e engasgado do seu homólogo anfitrião, José Eduardo dos Santos, que pedia à França ajuda para combater a pobreza do seu país! Espanto!
4. Será que alguém podia dizer ao presidente angolano que a empresa estatal (Sonangol) anda com excesso de lucros? Será que alguém explica a esses senhores que o petróleo, os diamantes, toda a riqueza do país é do país e não das pessoas que o senhor Bob Geldof dizia que geriam Angola, e que é esse dinheiro o que deve combater as desigualdades?
5. Homenagem ao povo Angolano, aqueles que por cidadania são soberanos em Angola, aqueles que sendo donos das riquezas naturais do país, não têm que comer, não têm acesso a cuidados de saúde, não têm acesso à educação, não têm acesso a nada… apenas à terra que os há-de acolher depois de morrerem de fome.
6. Homenagem a quem fala, a’O Aveiro inclusive que em 2004 publicou relatos do estado do país, com verdade e correndo todos os riscos e ameaças de quem dá voz a quem não a tem… em todas as Angolas deste mundo, promessas sempre adiadas por causa dos (…) que as gerem.
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O AVEIRO
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