terça-feira, 18 de novembro de 2014

Um café, com o Gustavo.


“Let no one be discouraged by the belief that there is nothing one man or one woman can do against the enormous array of the world's ills - against misery and ignorance, injustice and violence. Few will have the greatness to bend history itself, but each of us can work to change a small portion of events. It is from numberless diverse acts of courage and belief that human history is shaped. Each time a man stands up for an ideal, or acts to improve the lot of others, or strikes out against injustice, he sends forth a tiny ripple of hope, and crossing each other from a million different centers of energy and daring those ripples build a current which can sweep down the mightiest walls of oppression and resistance.” ― Robert F. Kennedy




sábado, 15 de novembro de 2014

O sultão de Oman


fotografia por Ana Figueiredo, on track w/ Paulo Fontes e Pedro Moradas Ferreira.
Muslims are good people too.

Ouvimos muitas histórias de guerra santa, de extremistas, que não são mais que meia dúzia... mas como fazem ruído, parecem muitos e parecem mais que os moderados. 
Julgo que é fenómeno constante, quer em assuntos de Política, quer em assuntos de Religião.

Quer a Política, quer a Religião, quer a própria Ciência. São coisas intrinsecamente boas, mas ao longo dos séculos foram algumas vezes utilizadas por homens com interesses pessoais que à falta de melhor argumento, usaram a religião, a política, até a ciência para justificar as suas ganâncias. Os menos atentos, logo catalogam a Política, a Religião, a Ciência com os defeitos desses que as utilizaram para os seus interesses. Ambos erram. Os aproveitadores e os julgadores e nisso, envieza-se o bem maior que todos os fenómenos sociais trazem em si.

No programa desta semana fala-se de integração, de juventude desiludida com uma causa que afinal não o foi e de um sultão, o de Oman, reino entre o mar e a Arábia Saudita e o estranho Iemen. Lugar de frescura e de liberdade quando comparado com os vizinhos. E que não é uma Democracia, mas que é de facto mais democrático que alguns regimes africanos que cumprem todos os requisitos mínimos para que se possam considerar democracia, uma espécie de, pelo menos.

Está perto do fim da sua peregrinação, Qaboos bin Said Al Said de seu nome, tem o mérito de ver mais longe e fazer ver aos seus essa visão e mobilizá-los a fazer daquele pedaço de deserto um reino de moderação, de fé e de bem comum. Apareceu esta semana a falar em público depois de meses de ausência por doença. Não se crê que melhore, mas o legado ficará para quem segue.

Para o mal, são precisos muitos. Para o bem, basta uma boa liderança, capaz de formar e capacitar outros líderes, todos aqueles que pensam por si, mas pelo bem maior, o que é de todos.

No Pensar Global de hoje, fomos à Dinamarca e a Oman.. vimos pessoas de bem. Muçulmanos e tudo...