Josett Sheeran, directora do PAM (UN), chamou-lhe o Tsunami Silencioso, pela morte que causa. Foi feliz no que disse ao catalogar a infelicidade do que está a acontecer no mundo do Sul… perdão, também já se estendeu ao hemisfério Norte.
Reportava na semana passada a organização ONE, que o preço combinado dos géneros que alimentam o mundo - o trigo, o arroz e o milho - aumentaram 83% nos últimos três anos.
Para as pessoas que vivem nos países economicamente menos desenvolvidos, ter como adquirir alimentação suficiente é uma luta diária. O New york Times referiu recentemente que no Haiti (o mesmo Haiti que temos por paraíso tropical de férias), as pessoas fazem bolos com lama, misturados com açúcares e óleo, tentando enganar assim a dor da fome. No Brasil do Nordeste e da Amazónia, as pessoas Sem Terra não têm onde cultivar suficiente para alimentarem a sua família. Com a subida descomunal dos preços, a vida torna-se muito mais difícil.
Pela primeira vez, o crescimento demográfico mundial é maior que a capacidade de produção alimentar. A maioria da população é urbana não agrária e o que parecia ser uma solução ecológica sustentável e capaz de quebrar a dependência do petróleo, os biocombustíveis, revela-se uma aposta falhada: a produção intensiva de cereais para combustíveis fez duas coisas: o nosso sistema económico fez disparar os seus preços, sejam os cereais para alimentação ou não. E a necessidade de produção acelerou a desflorestação.
Nas aldeias rodeadas de minas, de antigas (e mesmo actuais) guerras, o exercício da agricultura, ao menos de consumo é impossível a curto prazo.
Até aqui tínhamos a fome devido à guerra, a catástrofes naturais… a situações de emergência humanitária. Com esta crise temos uma triste novidade: a possibilidade bem real de não haver no mundo alimento suficiente para todos nós.
Quando referimos nós, é mesmo isso: nós humanidade, a África sempre referida pelos média, mas também a Europa, os EUA… o mundo ocidental que vive num grau de conforto óptimo! Com efeito, algumas das cadeias de hipermercados norte americanos na semana passada, racionaram a oferta e limitaram a compra de quantidades de arroz. Alguns países deste nosso continente e da Ásia cancelaram as exportações de arroz. Em mais de 80 países aconteceram protestos na rua pelo direito à alimentação.
Chega a hora em que o mundo tem de definir prioridades, tem de se ouvir e de se observar. O que salvaguardarmos hoje com algum esforço, poderá evitar o colapso de vidas, até aqui anónimas, mas não sabemos quanto tempo faltará para lhes podermos dar nomes…
O que podemos fazer do nosso canto não é muito mas é válido: poupar, utilizar e consumir com responsabilidade, educar os nossos a isso. Exercer pressão em grupos de influência que podem fazer algo de significativo, faz parte do Direito de Manifestação que democraticamente possuímos! Isto passa por exemplo, por assinar uma petição! Em www.one.org/hungercrisis pode-o fazer, tendo a certeza que a sua expressão de manifesto contra a fome e a especulação vai direita aos líderes do G8.
Junte-se à força de pessoas comuns… e juntos, teremos força para fazer coisas extraordinárias… por nós, pela nossa humanidade!
Bastam pouco mais que gestos para fazer a diferença! Só precisamos de nos desinstalar!
Reportava na semana passada a organização ONE, que o preço combinado dos géneros que alimentam o mundo - o trigo, o arroz e o milho - aumentaram 83% nos últimos três anos.
Para as pessoas que vivem nos países economicamente menos desenvolvidos, ter como adquirir alimentação suficiente é uma luta diária. O New york Times referiu recentemente que no Haiti (o mesmo Haiti que temos por paraíso tropical de férias), as pessoas fazem bolos com lama, misturados com açúcares e óleo, tentando enganar assim a dor da fome. No Brasil do Nordeste e da Amazónia, as pessoas Sem Terra não têm onde cultivar suficiente para alimentarem a sua família. Com a subida descomunal dos preços, a vida torna-se muito mais difícil.
Pela primeira vez, o crescimento demográfico mundial é maior que a capacidade de produção alimentar. A maioria da população é urbana não agrária e o que parecia ser uma solução ecológica sustentável e capaz de quebrar a dependência do petróleo, os biocombustíveis, revela-se uma aposta falhada: a produção intensiva de cereais para combustíveis fez duas coisas: o nosso sistema económico fez disparar os seus preços, sejam os cereais para alimentação ou não. E a necessidade de produção acelerou a desflorestação.
Nas aldeias rodeadas de minas, de antigas (e mesmo actuais) guerras, o exercício da agricultura, ao menos de consumo é impossível a curto prazo.
Até aqui tínhamos a fome devido à guerra, a catástrofes naturais… a situações de emergência humanitária. Com esta crise temos uma triste novidade: a possibilidade bem real de não haver no mundo alimento suficiente para todos nós.
Quando referimos nós, é mesmo isso: nós humanidade, a África sempre referida pelos média, mas também a Europa, os EUA… o mundo ocidental que vive num grau de conforto óptimo! Com efeito, algumas das cadeias de hipermercados norte americanos na semana passada, racionaram a oferta e limitaram a compra de quantidades de arroz. Alguns países deste nosso continente e da Ásia cancelaram as exportações de arroz. Em mais de 80 países aconteceram protestos na rua pelo direito à alimentação.
Chega a hora em que o mundo tem de definir prioridades, tem de se ouvir e de se observar. O que salvaguardarmos hoje com algum esforço, poderá evitar o colapso de vidas, até aqui anónimas, mas não sabemos quanto tempo faltará para lhes podermos dar nomes…
O que podemos fazer do nosso canto não é muito mas é válido: poupar, utilizar e consumir com responsabilidade, educar os nossos a isso. Exercer pressão em grupos de influência que podem fazer algo de significativo, faz parte do Direito de Manifestação que democraticamente possuímos! Isto passa por exemplo, por assinar uma petição! Em www.one.org/hungercrisis pode-o fazer, tendo a certeza que a sua expressão de manifesto contra a fome e a especulação vai direita aos líderes do G8.
Junte-se à força de pessoas comuns… e juntos, teremos força para fazer coisas extraordinárias… por nós, pela nossa humanidade!
Bastam pouco mais que gestos para fazer a diferença! Só precisamos de nos desinstalar!
::
O AVEIRO
::
Sem comentários:
Enviar um comentário