No dia depois do Natal, tudo volta ao normal. Como que num cessar-fogo, fica o silêncio deixado pelos incessantes apelos à solidariedade ou antes, ao assistencialismo de dezenas, centenas de campanhas para ajudar isto e aquilo.
Foi como se o sentimento se esvaziasse, como se voltássemos ao mundo de todos os dias em que nos passeios já não se olha para os lados nem para a frente nem para cima. Já reparou nisso? A maioria das pessoas que caminha por uma rua de qualquer cidade olha para o chão a maior parte do tempo?!
Foi como se o mundo já não precisasse de mãos estendidas para receber ou dar, foi como sair de uma cápsula em que por um dia acreditámos que podiamos fazer a diferença ou porque queriamos ficar de consciência tranquila. No dia depois do Natal tudo volta a um estranho silêncio, o de quem acorda demanhã, estremunhado, sem saber onde está mas tomando consciência disso olhando rapidamente em todas as direcções até que se lembra de que são horas de levantar.
No dia depois do Natal, já vamos à nossa vida, já não há campanhas, os pobres e as criancinhas já não têm necessidades e nós também não podemos estar sempre a dar... Foi uma das conversas que ouvi de um tio na noite de fim de ano “se uma pessoa ajudasse todos os que nos pedem, ficavamos na penúria também”. Tinha a sua certa razão. Estamos ricos sempre a dar, estamos pobres sempre a receber e o ciclo é vicioso e nunca nenhum dos lados da trincheira tem que baste.
Uma comunidade enviava a uma aldeia de África, todos os anos dois sacos de milho. Todos anos novo esforço para dois sacos de milho, até que um dia... enviaram três sacos de milho e esse ano, foi o último porque a aldeia de África não precisou mais que lhe dessem milho.
Tinham utilizado os dois sacos habituais para fazer o pão de um ano e suprir a fome e o terceiro saco... semearam-no. No ano a seguir tinham milho para comer e para guardar[1].
Agora, no mundo real, sem bondades temporárias e com acções fundamentadas, num ano difícil segundo o coro de profetas que sempre aclamou a escalada económica do passado... que mundo queremos construir? Que ajuda queremos dar? A da capacitação ou a das campanhas intermináveis, Natal a Natal?
Pensar e agir.
Foi como se o sentimento se esvaziasse, como se voltássemos ao mundo de todos os dias em que nos passeios já não se olha para os lados nem para a frente nem para cima. Já reparou nisso? A maioria das pessoas que caminha por uma rua de qualquer cidade olha para o chão a maior parte do tempo?!
Foi como se o mundo já não precisasse de mãos estendidas para receber ou dar, foi como sair de uma cápsula em que por um dia acreditámos que podiamos fazer a diferença ou porque queriamos ficar de consciência tranquila. No dia depois do Natal tudo volta a um estranho silêncio, o de quem acorda demanhã, estremunhado, sem saber onde está mas tomando consciência disso olhando rapidamente em todas as direcções até que se lembra de que são horas de levantar.
No dia depois do Natal, já vamos à nossa vida, já não há campanhas, os pobres e as criancinhas já não têm necessidades e nós também não podemos estar sempre a dar... Foi uma das conversas que ouvi de um tio na noite de fim de ano “se uma pessoa ajudasse todos os que nos pedem, ficavamos na penúria também”. Tinha a sua certa razão. Estamos ricos sempre a dar, estamos pobres sempre a receber e o ciclo é vicioso e nunca nenhum dos lados da trincheira tem que baste.
Uma comunidade enviava a uma aldeia de África, todos os anos dois sacos de milho. Todos anos novo esforço para dois sacos de milho, até que um dia... enviaram três sacos de milho e esse ano, foi o último porque a aldeia de África não precisou mais que lhe dessem milho.
Tinham utilizado os dois sacos habituais para fazer o pão de um ano e suprir a fome e o terceiro saco... semearam-no. No ano a seguir tinham milho para comer e para guardar[1].
Agora, no mundo real, sem bondades temporárias e com acções fundamentadas, num ano difícil segundo o coro de profetas que sempre aclamou a escalada económica do passado... que mundo queremos construir? Que ajuda queremos dar? A da capacitação ou a das campanhas intermináveis, Natal a Natal?
Pensar e agir.
Sem comentários:
Enviar um comentário