Um dos maiores problemas que não nos deixa avançar enquanto sociedade hoje é este, o cálculo. Falta-nos o olhar deste miúdo!
O "cálculo" advém na maior parte dos casos de interesses concentrados, de pontos de vista ou da ambição pessoal. Não tem mal nenhum isso, mas quando afecta o bem comum, já passa a ter.
Há males que podem cegar e hoje estamos muito cegos por este cálculo, pelo pensamento cego e ambicioso de que “hoje tenho de me posicionar de uma maneira para daqui a uns tempos, dias ou anos estar de outra maneira”.
Na politica isso é frequente, quase que diria, dominante. Pensa-se no curto horizonte pessoal em vez de se ter os olhos postos no bem de todos, lá à frente, lá em cima, no bem comum!
Interessa-lhes o seu quinhão de importância. Criticam o protagonismo dos outros. Gere-se e trabalha-se para o agora... Há pouca ousadia e nessa ambição pessoal esquizofrénica as pessoas tornam-se mesquinhas, magoam-se uns aos outros, e assim perdemos todos capacidade de evoluir. Não andamos para a frente, gastamos milhões ou em nadas ou em alcatrões eleitorais.
Quem vive assim vive mal, vive preso à sua ambição e projecto pessoal. Não dorme bem à noite. Frequentemente acordará desassossegado! Não vive feliz porque o que é e como está nunca lhe chega, porque é preciso ter sempre mais, ter por ter e não por servir. Não precisamos de pessoas pequenas na Politica. Precisamos de gente nobre, com altruísmo e espírito de serviço!
Se a palavra “Poder” no dicionário, na sociedade, na politica se tornasse sinónimo de “Servir o(s) outro(s)” o nosso mundo mudava! Deixávamos de andar por aí a olhar para o chão e a nossa cidade e o nosso pais cumpririam a promessa que sempre foram.
in: DA | CV (adaptado)
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