Em 2008 rebenta uma crise económica. As taxas de muitas coisas, mas a que resumo aqui o nome a “taxas de lucros” dos mais variados tipos e feitios esticaram tanto a corda dos orçamentos das famílias americanas que, elas as deixaram de pagar.
Qual pânico de telenovela, vem tudo por aí abaixo. Os governos injectam milhões nas empresas “muito grandes para caírem” sob justificação de salvar o sistema e assumindo que os défices nacionais aumentariam, mas tinha mesmo de ser assim.
Dois anos depois os mesmos que foram salvos pelos governos (agências de rating, vulgo subsidiárias da banca e das bolsas) apontam os dedos aos governos que, para os salvarem, são agora despesistas e maus gestores.
A solidariedade acabou!... há que aumentar a taxa de risco desses estados com elevado défice. Como elevado défice todos têem (por causa da crise), ataca-se os mais pequenos. Grécia, Espanha, Portugal, Itália...
Em Portugal, a medida que muitos políticos dizem que é populista, é, para mim, questão de exemplo. Exemplo que vem de cima. Retirar um 13º mês dá tanto impacto como baixar os ordenados dos políticos e dos cargos de nomeação do governo nacional e governos nacionais.
Mas o exemplo é sobretudo, não uma medida, mas a medida. Aquela que melhor demonstra que estamos todos no mesmo barco e que todos temos de nos esforçar.
Pena que na prática, menos 5% de ordenado, abate o IRS que se pagaria a mais com a subida de 1,5 %. Vai tudo dar ao mesmo... mas fica aparentemente o exemplo de que todos... os que causaram a crise e, vá lá, por solidariedade a estes, também os que nunca as causaram, mas sempre as pagaram: ‘nós, o Povo’.
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