sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Pensar Global - ORBIS - VAGOS FM

Falamos de novo sobre voluntariado a propósito do Encontro "Voluntariado - Contextos e Práticas" (ver aqui)... mas desta vez também falamos de um voluntariado muito especial porque tem tudo o que o voluntariado deve ter:

- Capacitar as pessoas que beneficiam do voluntariado, a já não precisarem de voluntariado e a andar por si mesmas no futuro...

- Fazer as pessoas felizes... as que beneficiam e os que fazem o voluntariado...

Senhoras e Senhores... "SURFING FAVELA"










 





Between heaven and hell!* - VAGOS FM

Extremismos que por estarmos habituados a vê-los nos parecem normais... não deixam de ser extremismos!




* para internacionalizar isto!!!



quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O mal e o bem que fazemos aos outros






Tenho pensado nos últimos tempos na origem dos muitos e díspares comportamentos humanos.
Porque fazemos bem aos outros? Porque fazemos mal aos outros?
Porque só queremos saber deles quando precisamos? Porque queremos saber deles mesmo que não nos dêem nada?... Amor gratuito?

O ser humano é esta coisa fantástica em que bem podemos tentar catalogar, classificar, rotular, que nunca o fazemos bem feito!... Normalmente fazemos isso tudo em relação ao desconhecido, em relação a quem desconhecemos:

ou rotulamos para o mal e arrumamos a um canto "este não vale a pena" ou então "ele sabe isso porque anda nas explicações"...

ou mesmo,

o contrário: edificamos torres de marfim para desconhecid@s.. rotulamo-los como heróis e heroínas, as coisas mais belas e fantásticas... tudo o que queremos que eles sejam.

Depois, quando se conhece a fundo, ficam-se com outra ideia. Não necessariamente melhor, não necessariamente pior. Diferente.

*****

Há uns anos estacionei o carro numa rua. Saí do carro e vinha a passar um jovem, dos seus 20 e muitos anos. Entendeu que me meti à frente dele e o passeio não era largo para estarmos os dois nele.

Olhou para mim, desconhecido, com uma raiva enorme. disse alguns impropérios e ameaças. Só por causa de lhe ocupar o passeio, estava pronto a espancar-me bem ali para me dar uma lição.

Além do espanto-receio-estupefacção... desde os tempos de adolescência que não andava à pancada com ninguém (com tanta falta de treino ia levar à grande  de certeza)... a minha questão era... o que terá acontecido àquele rapaz para querer tanto mal a alguém, assim sem mais?




Quantos de nós já não sentimos a dor de sermos rejeitados? Quantos de nós já não rejeitámos alguém sem querer (ou não)?

Quantos de nós já não chorámos desilusões, desamores, saudades boas de quem está longe?

Quantos de nós já não sofremos coisas que não fariamos a ninguém? Será que alguém pode pensar o mesmo de nós e nem notámos?


Não podemos ser rápidos a julgar o mal e o bem que fazemos aos outros, ou que os outros nos fazem a nós.

Não acredito na maldade.
Acredito no Amor, na falta da sua manifestação por alguma razão explicável. Acredito nos encontrados e nos perdidos e acredito que estar perdido é sempre uma coisa que nos acontece. E nesse acontecer fazemos "besteiras". Magoamos quem mais amamos, rejeita-mo-los e mandamo-los à vida deles, como se a nossa não fosse também a vida deles.

Não podemos ser rápidos a julgar quem faz isto, os outros, mas nós incluídos porque não há perfeitos.

Pensando no texto anterior. Não existe isso do egoísmo, dos aldrabões, das pessoas que só agem, contactam e fazem por interesse próprio. Existem fases de parvoíce mais ou menos aguda, de que também é preciso gostar e compreender. O mestre vê-se nas horas de mar bravo. Algum nervosismo admite-se nos primeiros dias, mas depois o olhar compenetrado e tranquilo é de se instalar perante a adversidade para a vencer.

Quando isso acontece termos levado alguma chapada, foi apenas alguma coisa que possam ter sofrido. Julgar não é o caminho, mas dar a mão, perdoar, amar...

A única coisa que não podemos fazer é obrigar ninguém a aceitar o que queremos dar.
De resto, caminho aberto porque se alguém faz mal, foi porque não teve a sorte de alguém antes lhe mostrar outra coisa.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ténis vs. Frescobol









All haters are losers, even when they win.
All lovers are winners, even when they lose.


A casa do Rubem alves




Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.

Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: ‘Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: ‘Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?\' Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.’

(...)

O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.
O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre.(...)
A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá...

(...)

Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão... O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.

Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim...





Rubem Alves

domingo, 4 de setembro de 2011

Ensinarás a voar…







Ensinarás a voar…
Mas não voarão o teu voo.
Ensinarás a sonhar…
Mas não sonharão o teu sonho.
Ensinarás a viver…
Mas não viverão a tua vida.
Ensinarás a cantar…
Mas não cantarão a tua canção.
Ensinarás a pensar…
Mas não pensarão como tu.
Porém, saberás que cada vez que voem, sonhem, vivam, cantem e pensem…
Estará a semente do caminho ensinado e aprendido!

Madre Teresa de Calcutá





Bom Ano Lectivo... pessoas (neste grupo incluem... até os professores, até os alunos, até os pais, até toda a gente envolvida na nobreza de ... educar... ou melhor... de ensinar a voar!)!




quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Cegonha macho visita a companheira da sua vida, ferida, todos os anos na Croácia


As cegonhas que fazem ninho na Croácia todos os anos, fazem um longo caminho de 13 mil quilómetros da África do Sul pelo vale do Nilo





Por Danielle Bohnen, jornalista EFE - Brasil
Malena e Rodan, uma linda história de amor. 


Uma amada ferida pelos disparos de um malvado, Um galã apaixonado que cruza meio planeta para visita-la todos os anos, apesar de todas as dificuldades. A história parece mais um roteiro de filme de romance, mas é a realidade da vida de um casal de cegonhas na Croácia.


A cada primavera, o país se emociona com a chegada do macho Rodan que volta da África ao país balcânico para encontrar sua amada Malena, que não pode voar devido às sequelas de um tiro d qual foi vítima há 18 anos.
O casal de aves oferece este ano, um espetáculo de alegria, já que em seu ninho, há quatro filhotes recém-nascidos, enquanto os demais estão por sair de seus ovos, segundo informou a imprensa local.
Malena foi encontrada ferida, em 1993, em um campo perto de Slavonski Brod, uma cidade de 200 km a leste de Zagreb, com a asa ferida por tiros dados por um caçador italiano.
Stipe Vokic, porteiro de uma escola primária, cuidou da ave, conseguiu cura-la e fez um ninho no telhado da escola para ela.


Faz nove anos que Rodan se apaixonou por Malena, que não pode acompanhar seu amado na viagem até a África, pois apresenta sequelas do ferimento que a impedem de voar para a rota migratória que faz as aves de sua espécie todos os anos.
Durante o inverno, Vokic cuida e alimenta Malena, mas todas as primaveras, quando Rodan regressa, ele mesmo trata de cuidar da companheira. Ele leva comida fresca a ela, arruma o ninho e alimento os filhotes.


"É uma relação terna, da qual se pode fazer um filme de amor", comenta Vokic ao jornal Vecernji list.
Em Julho, Rodan ensinará aos seis filhotes a voar e, em meados de agosto, voarão juntos à África.
"A cada ano, me parte o coração quando chega a hora de partirem. Rodan chama Malena, para que vá com ele, mas ela não pode. Até hoje, já criaram 35 filhotes", diz Vikic.

Esta primavera, a imprensa croata publicou a triste notícia de que Rodan não estava de volta e, certamente, alguma coisa ocorreu na África, mas para a alegria de todos, apareceu de repente, apesar de mais cansado do que nunca.
As cegonhas que fazem seus ninhos na Croácia todos os anos, realizam uma longa viagem de 13 mil quilômetros pelo Vale do Nilo até a África do Sul, caminho onde encontram muito perigos e penúrias.



Foto: Divulgação/EFE
Fonte: www.anda.jor.br

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Happy birthday professor



Um dia, relationships não serão construídas mostly on "self interest".
As pessoas não se usarão para amar os outros porque precisam que os outros as façam felizes ou porque lhes apetece hoje. Amarão com profundidade e altruísmo e perceberão a beleza única disso!
Um dia, os bancos não explorarão o trabalho dos clientes,
Um dia, os empresários partilharão a riqueza com quem lhes fez o trabalho,
Um dia, os trabalhadores trabalharão a pensar que vão lucrar o suficiente para o seu ordenado e mais um pouco,


Um dia os políticos serão nobres de novo e de valores tão fortes que corrupção será um insulto do passado.
Um dia, os professores ensinarão com os olhos esperançosos do futuro e o seu trabalho será ensinar, educar, conduzir e não preencher papéis e viver na instabilidade,
Um dia, os alunos aprenderão com a atenção de quem se sabe eleito para mudar o mundo amanhã!

Um dia, gente como o Luther King, Robert Kennedy, Mandela, Ramalho Eanes, Gandhi, Obama, Jesus Cristo, Paulo de Tarso, Bono, Graciano, Irma Louise, Dorothy, Joy, P. Bira, Luís, João, Martin e Santiago... entre outros não serão figuras raras porque vamos perceber que é a fazer os outros felizes que também sou feliz e nisso... o "self interest" não conta um chavo. Porque riquezas, deixo-as cá e portanto a ganância.. é a coisa mais inútil que pode existir.


O self interest cobra coisas momentâneas, satisfaz por pouco tempo, porque se cansa ou se quer sempre mais ou mais qualquer coisa. Trabalhar para o outro, pelo outro rende mais, muito mais do que trabalhar para mim. É esse o milagre que a Política pode ser, que a Fé pode ser, que a Família pode ser, que a equipa Team podem ser, que o Amor e o Altruísmo podem ser: viver despreocupado de mim, porque me dou aos outros em causa(s). Tudo ganha mais cor e acabo por ganhar mais do que o que ganharia based on self interest!




Happy Birthday Professor Community Organizer President Obama!


Em dez anos muda tudo (em vinte, ainda mais)!


Para o jornal O Ponto, com o mote "Em dez anos tudo muda" pelo 10º aniversário do jornal





Vivemos no tempo dos extremos.
Muda-se tudo, ou não se muda nada, muda-se de uma vez, ou não se mexe em nada.

Em dez anos o mundo começou a viver o medo do terrorismo,
A guerra foi justificada com ele,
Começámos a descalçar-nos nos aeroportos,
Continuámos a descalçar os mais pobres,
Acabámos com a fome no Brasil (acabámos?)
Continuámos com a fome na China.
Paradoxalmente, a China ficou mais rica.
O país do comunismo é dono do capital dos capitalistas.

Os extremos estão com mais voz.
Em dez anos saíram do armário,
E como se não lhes dessem voz,
Entraram de novo para dentro, como se estivessem num relicário.
Com cobardia matam pela calada,
Em dez anos foi em Nova Iorque, foi no Iraque, no Afeganistão, na Indonésia, em Londres, em Cabul, e Madrid aqui tão perto.


Em dez anos os nossos políticos (alguns) ficaram mais fortes (gordos).
De bolsos mais pesados,
De esquemas mais acertados,
De jeitos mais intrincados,
Com a certeza do voto cada vez mais incerta
E os nervos a subir-lhes pela certa.

Porque o povo começa a estar farto, de covardes às escondidas,
Sejam eles terroristas, empresários exploradores, ou operários aproveitadores,
Porque o povo começa a estar farto, de gente por de trás da gravata, sejam eles políticos de grande lata,
Dos que ainda batem o peito pelo 25 de Abril como se lhe tivessem feito algo estanque no tempo, 
ou dos outros que vieram a seguir e que aprenderam nas carteiras das jotas.

Porque o povo está farto, em dez anos teve tempo disso.
As pessoas querem equilíbrio, justiça, paz, desenvolvimento.
Querem, e querem ser parte, participar e mobilizar.
Porque já que ninguém muda o mundo por elas, apesar das promessas,
Elas arregaçam-se e fazem-no elas, podem não fazer tudo,
Mas vão fazer a parte delas,
Houvesse essa mudança em dez anos.
E daqui a outros dez, haja esperança,

Que as estradas que hoje estão esburacadas (as de alcatrão e as da vida),
Amanhã serão libertadas,
Dos nossos carros às pancadas.




segunda-feira, 1 de agosto de 2011

This is my Church

* e as outras também, claro..



NOTA PASTORAL SOBRE A SITUAÇÃO ACTUAL - Angola






1. Introdução

Paz e Democracia são dois valores político-sociais que se exigem mutuamente. Não pode haver verdadeira paz sem democracia, nem verdadeira democracia sem paz.
Daqui, as frequentes guerras que ainda assolam alguns países do nosso Continente
Não é segredo para ninguém que, nos últimos dias, o País tem registado uma certa agitação, sem consequências alarmantes, é certo, mas com indícios suficientes para alertar a vigilância de quem de direito e de dever.
A paz é filha da reconciliação, e a reconciliação é filha da verdade, que não disfarça os deméritos nem esconde os méritos de quem os alcançou.
As nossas relações familiares e sociais devem ter um farol a orientá-las. Este farol chama-se “verdade”. Tão importante é a verdade que Jesus Se identificou com ela, dizendo expressamente: “Eu sou a verdade” (Jo 14, 6). E a maior recriminação que Ele dirigia aos seus adversários era a falta de verdade, que os tornava filhos do diabo, pois o diabo é “mentiroso e pai da mentira” (Jo 8, 44).



2. A verdade e a comunicação social

A comunicação social tem a nobre tarefa de divulgar a verdade. Conhecer esta é um direito do público, e dá-la a conhecer é um dever da multimédia.
Esta tarefa deve ser exercida com nobreza e dignidade. Como? Transmitindo a verdade sem a despir dos seus próprios contornos e sem a vestir com artifícios fabricados por interesses inconfessáveis. A liberdade de opinião confere a todo o cidadão o direito não só de manifestar a sua própria opinião, mas também de conhecer a opinião dos outros, oportunamente divulgada.
Aqui radica a liberdade de imprensa em qualquer das suas formas. O respeito pela verdade não se compadece com o sensacionalismo nem com espécie alguma de manipulação noticiosa.
É preciso evitar toda a roupagem literária que venha a deformar a verdade noticiada.


3. A Verdade e a Justiça

Se a verdade faz justiça à inteligência, a justiça respeita a verdade nas suas relações humanas, entre as quais há não poucos muros a derrubar.
É imperioso que ninguém seja vítima da exclusão nas oportunidades da vida. Urge criar condições para que todo o angolano tenha, pelo menos, as condições económicas que são necessárias a uma vida digna da pessoa humana. Quanto à ocupação de terras, a justiça distributiva exige que não haja monopólios latifundiários e, talvez, improdutivos, com exclusão de possíveis ocupações produtivas, e a consequente falta de acesso aos mais essenciais recursos alimentares. A justiça exige que os povos não sejam privados da terra necessária à sua sobrevivência.


4. Estruturas apartidárias

Há estruturas sociais que, por sua natureza, devem ser apartidárias e, portanto, independentes de qualquer conotação com este ou aquele Partido. Tais são os cargos da função pública.
Por isso, os professores, médicos, enfermeiros e quaisquer outros funcionários devem ser nomeados com isenção partidária, sem qualquer discriminação selectiva.
Outro tanto se diga das Forças da Ordem. Estas não foram instituídas para proteger um Partido, mas para defender o povo, seja qual for a sua filiação partidária. Agir de outra maneira é ignorar a democracia ou, senão mesmo, assassiná-la.
A propósito, queremos recordar aqui que a Igreja não pode ser instrumentalizada por Partido algum. Nem sequer por aquele que exerce o poder. A Igreja é mãe de todos os seus baptizados, e respeita as suas opções políticas, desde que elas se não oponham aos princípios da sua fé.
Por sua vez, a voz de um Padre só por si não representa a Igreja, nem tem mais autoridade do que a mesma doutrina por ele exposta.

5. Conclusão

Finalmente, cumpre-nos recordar que os partidos devem estar ao serviço da Nação e, portanto, do Povo, mas não vice-versa. Por isso, aliciar o voto do povo com promessas que de honestas nada têm é rebaixar a dignidade do Partido e do próprio Povo, fazendo deles um produto de compra-venda.

Praza a Deus que, em quaisquer actos eleitorais, todos saibamos ter em conta as considerações expostas.
Que o Coração Imaculado de Maria a todos nos abençoe. Amém!
Luanda, aos 22 de Março de 2011.

terça-feira, 26 de julho de 2011

We're not in the mood..

Pronto... chegou o dia em que critico uma ideia do Obama...

Os EUA não são Portugal, porque as regras são diferentes para um mesmo jogo: o da tirania dos números e do lucro.

Pessoas ao serviço da economia, em vez da economia ao serviço das pessoas.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

the power of one...

Hoje é dia de aniversário.
Nélson Mandela. Nasceu na humildade, percorreu o caminho todo, fez o que fez.

Não é um ser sobrenatural. São conhecidas as suas características que fazem dele um ser humano normal, o esforço de ser melhor, o conflito que tinha com ele mesmo por ser mais ausente dos seus filhos, tempo que recuperou mais tarde.

São estes Homens e Mulheres profundamente humanos, profundamente limitados, profundamente defeituosos, profundamente brilhantes na incoerência dos seus grandes actos com a sua natureza tão humana, tão limitada, tão potencialmente irrelevante... que me enchem os olhos.

São eles que nos incomodam, porque são iguais a nós.
Nós muitas vezes tendemos a colocá-los em pedestais, lá muito no alto da grandeza porque assim eles já não nos incomodam.

Causa transtorno ter aqui uma pessoa ao meu nível a fazer grandes coisas por este mundo, porque isso diz que eu também posso, tenho e devo fazer.
Se os puser lá em cima, logo acima da gaveta dos heróis da Marvel já posso desculpar-me, porque eles são brutais, e eu coitado, nada posso fazer! Vou continuar quieto...

Mas não... o Nélson Mandela é como eu, como tu, tu e tu aí escondid@ calad@ e quiet@, ou não quiet porque te metes em muitas coisas para calares o silêncio dentro de ti que te incomoda porque quer que faças coisas que valham a pena e não tretas de encher e entreter.

Mudar o mundo é tarefa de todos, mas mais dos simples e humanos, do que dos iluminados e perfeitos.

Não há desculpas... o poder de um só é brutal... e quando se junta ao outro, mostra a falácia da matemática porque um mais um é sempre mais que dois nestas coisas. A soma das partes, é menor que o todo que se gera.

Aqui está o poder de um(ns quantos)... o mundo precisa do teu também, especialmente tendo tu tantos defeitos e limitações. A nossa humanidade é que dá a beleza ao milagre de fazer acontecer!

Happy birthday Madiba.



quarta-feira, 13 de julho de 2011



Não se nota, mas esta coisa da ORBIS dá trabalho de sapa também, chato mesmo, daquele que não apetece... tipo fazer cartas, passar recibos e fazer contabilidade, relatórios...

Aquelas coisas de sentir-me bem porque ajudamos e outros aquecimentos de coração que mais parece auto-ajuda do que resolver problemas de Desenvolvimento... isso dura a primeira semana. Depois passa e ou se continua, ou se desiste e vai-se aquecer o coraçãozinho com sorrisos e é tão bom ajudar para outro lado.

O trabalho é duro, de sapa, por vezes muito chato para pessoas pragmáticas e sem paciência. Muitas vezes estou aí, a desejar ter as mãos negras de terra. Não se vê. O que se vê é a pontinha final de alguma coisa que foi preparada com tanto tempo...

Como não sou anjinho, às vezes tenho uma inveja boa (ou mesmo má) daquelas fundações que têm grandes empresas a financiá-las, daquelas ONG que nascem de um grande padrinho institucional, daqueles políticos que com uma assinatura podiam alcançar num dia o que eu alcanço num ano de trabalho... tudo seria tão mais fácil.

Para que alguém tenha uma vida melhor lá longe, temos de transpirar cá a sério e na maior parte das vezes num trabalho que não se vê. Não sou de gabinete, confesso, já o confessei antes. Dá mais gozo trabalhar na construção de uma escola em Mulalo (uma aldeia no leste de Angola), do que estar num gabinete por mais bonito que ele seja. As paredes parece que nos limitam a criatividade e a energia para encontrar soluções.


Estava eu num dia desses de fúria, quando vi este vídeo e me lembrei que o fixe da ORBIS é que é feita por gente que sozinha não é sonante e cuja força reside afinal na união.

Juntam-se uns caramelos e fazem acontecer... como aquele miúdo ingénuo que pegou sozinho na árvore caída para a tirar do caminho e ela não se mexia sequer, mas por acreditar, os outros juntaram-se e acreditaram também, até que se juntaram os suficientes e fizeram o milagre.

Desta vez aconteceu o milagre, e foi feito por crianças a dançar...

Até a dançar se muda o mundo... quem me dera saber fazê-lo...


... talvez me livrasse do trabalho de gabinete?!


;-)










segunda-feira, 11 de julho de 2011

have no respect for the status quo




"Here's to the crazy ones. The misfits. The rebels. The troublemakers. The round pegs in the square holes. The ones who see things differently. They're not fond of rules, and they have no respect for the status quo. You can quote them, disagree with them, glorify and vilify them. About the only thing you can't do is ignore them because they change things. They push the human race forward. And while some may see them as crazy, we see genius. Because the people who are crazy enough to think they can change the world, are the ones who do."

terça-feira, 21 de junho de 2011

no street's with no name...

Se isto fosse ao metro... tinha chegado hoje ao meio do trabalho.
Bate certo aproximadamente...


... e se fizermos que chegue, talvez um dia já lá não hajam ruas, nem pessoas...
sem nome...






Africa rises...



sexta-feira, 17 de junho de 2011

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Para ser grande, sê inteiro..




Para ser grande, sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui. 
Sê todo em cada coisa. 
Põe quanto és No mínimo que fazes. 
Assim em cada lago a lua toda Brilha, porque alta vive...



Fernando Pessoa
(a propósito do seu aniversário... hoje)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Entre o Céu e o Inferno - Vagos FM

Serão as pessoas dos partidos políticos latas de atum para se rotularem?!...

Em alguns sítios, parece que sim..

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Fanatismos partidários - entre o céu e o inferno - vagos fm

Os 5 protagonistas da campanha: o avô simpático Jerónimo, o pregador arreigado de veias em ebulição Louçã, o gozão Portas, a determinação e cansaço de Socrates, a inexperiência* e ar fresco de Passos Coelho...

- o Fanatismo "religioso" de alguns militantes pelo seu partido-religião-cacique... que perigo!

- Vá votar Domingo!

- Bom fim de semana!!!