quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Yes we must...


The way of mankind for prosperity is not on the economical resources distribution... it is on the kindness he put's on what he does in the world”.

Escrevo já na madrugada de 5 de Novembro. Lembro-me de há vários meses, ainda não se falava muito em Obama, escrever aqui sobre um político que parecia ser sério, com carácter, que sabia ouvir as pessoas e depois apontar caminhos. Disse também, (por pouco acreditarmos de modo geral nos políticos, e por consequência errada, no potencial transformador da Política), que ele provavelmente não ia longe, os senhores da máquina não iam deixar.
Enganei-me! Felizmente!
Esta noite vi um homem sereno, que foi um rapaz que cresceu em vários sítios, de uma família sem privilégios, pai negro, mãe branca, que estudou, que trabalhou, que se esforçou pelos outros. Vi um pai e um marido, empenhado na família, apoiado pela família. Um homem não eufórico porque perdeu uma avó recentemente e, talvez, porque sabe que não venceu nada ainda, porque ainda agora o desafio está a começar.
Vi a prova de que nós, quaisquer que sejam as nossas origens, não temos o direito de não fazer nada. Não temos o direito de continuar sentados no banco do café, a queixarmo-nos da vida e a dizer mal dos políticos (na maioria dos casos até temos razão, pese embora algumas raras excepções a quem quase não damos oportunidade, de tão escaldados que estamos da inércia e esquizofrenia política da maioria dos nossos líderes). Não temos o direito de não nos envolvermos, de não tomar parte das soluções, de não sermos agentes de transformação social e política. Não temos o direito de continuar a falar e não participar.
O desafio é enorme e maravilhoso. Que mundo queremos deixar?
“Yes we must”... levantar-nos e trabalharmos em todas as frentes que pudermos, partidárias, civis, etc! Foi para isso que nascemos, para esse olhar de esperança, todos: ricos, pobres, estudados da universidade e estudados da vida. Não podemos por isso, continuar a não fazer nada.
Boa sorte Barack Obama.
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O AVEIRO
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