O dinheiro conta-se, mas não conta. Pelo menos para tudo.
As sociedades mudam, transformam-se, os sistemas de trabalho transformam-se, automatizam-se. O desemprego cresce, pensam-se teorias - a flexisegurança é um exemplo - que tentam compensar a integração das pessoas no sistema económico que inventámos para melhor vivermos.
Surge-me a dúvida envergonhada, porque também não vejo com clareza a solução perfeita... mas não devia ser o sistema económico a adaptar-se às pessoas?
Com efeito, a realidade parece-me essa. Não há revoluções eficazes. Existem sim pequenas re-evoluções que marcam a tinta indelével o tempo que passa e a História que vivemos e fazemos acontecer.
Neste contexto de mudança, nunca como agora as pessoas acreditam no poder de transformarem o mundo. Nunca como agora as pessoas desconsideraram o dinheiro como sistema de troca absoluto e universal. O tempo e os dons de cada um tomaram parte nesse papel. Já não apenas como antigamente nas aldeias se trocavam tarde de trabalho na jorna de uns e de outros da comunidade.
O voluntariado tem crescido muito nos últimos anos. O que o define das obrigações, direitos e deveres de um emprego é apenas a ausência de uma retribuição financeira. Mas, de facto há muitas coisas que o definem de modo diferente, na sua gestão e no seu lugar.
Cada vez mais pessoas tomam parte na sociedade civil, como participantes de um mundo melhor. Dão e dão-se!
Não obstante há vários tipos de voluntariado: o ocasional e o permanente. O primeiro remete-se a respostas e situações específicas e muito abrangentes (boas ou más), do terrorismo a uma campanha por uma boa causa. O permanente tem muito que ver com uma postura de vida, com um modo de a viver e de intervir no mundo em que vivemos, com as nossas limitações e com as nossas capacidades, grandes ou pequenas.
As motivações deste também podem ser bas ou menos boas, até causarem problemas.
Há voluntariado que é egoísmo e baixa auto-estima. Pessoas que querem ajudar para se sentirem bem. Em si não é má a motivação, mas é geralmente forte e reduz as outras, reduzindo depois o próprio voluntariado.
Há uma motivação, a ideal, e essa é universal: o dinamismo do Amor. Trata de convicção da importância do Ser, mais que do Fazer… Considera a dignidade humana como uma realidade a ser sempre reconhecida, acolhida, respeitada e promovida... numa postura crítica frente aos males da sociedade... É propositiva, fala de Liberdade, de opção pessoal, de abertura, de interdependência, de relação, de generosidade e dinamismo. Fala de superação de sacrifício pelo outro. Fala de sensibilidade... O ser humano é capaz de comoção, sensibiliza-se. Têm um natural vínculo entre si: somos irmãos!
E essa deve ser a lógica de uma sociedade futura, que tente responder aos problemas e limitações da economia, das culturas, das diferenças, estender a mão ao outro, com o espírito do voluntariado permanente.
As sociedades mudam, transformam-se, os sistemas de trabalho transformam-se, automatizam-se. O desemprego cresce, pensam-se teorias - a flexisegurança é um exemplo - que tentam compensar a integração das pessoas no sistema económico que inventámos para melhor vivermos.
Surge-me a dúvida envergonhada, porque também não vejo com clareza a solução perfeita... mas não devia ser o sistema económico a adaptar-se às pessoas?
Com efeito, a realidade parece-me essa. Não há revoluções eficazes. Existem sim pequenas re-evoluções que marcam a tinta indelével o tempo que passa e a História que vivemos e fazemos acontecer.
Neste contexto de mudança, nunca como agora as pessoas acreditam no poder de transformarem o mundo. Nunca como agora as pessoas desconsideraram o dinheiro como sistema de troca absoluto e universal. O tempo e os dons de cada um tomaram parte nesse papel. Já não apenas como antigamente nas aldeias se trocavam tarde de trabalho na jorna de uns e de outros da comunidade.
O voluntariado tem crescido muito nos últimos anos. O que o define das obrigações, direitos e deveres de um emprego é apenas a ausência de uma retribuição financeira. Mas, de facto há muitas coisas que o definem de modo diferente, na sua gestão e no seu lugar.
Cada vez mais pessoas tomam parte na sociedade civil, como participantes de um mundo melhor. Dão e dão-se!
Não obstante há vários tipos de voluntariado: o ocasional e o permanente. O primeiro remete-se a respostas e situações específicas e muito abrangentes (boas ou más), do terrorismo a uma campanha por uma boa causa. O permanente tem muito que ver com uma postura de vida, com um modo de a viver e de intervir no mundo em que vivemos, com as nossas limitações e com as nossas capacidades, grandes ou pequenas.
As motivações deste também podem ser bas ou menos boas, até causarem problemas.
Há voluntariado que é egoísmo e baixa auto-estima. Pessoas que querem ajudar para se sentirem bem. Em si não é má a motivação, mas é geralmente forte e reduz as outras, reduzindo depois o próprio voluntariado.
Há uma motivação, a ideal, e essa é universal: o dinamismo do Amor. Trata de convicção da importância do Ser, mais que do Fazer… Considera a dignidade humana como uma realidade a ser sempre reconhecida, acolhida, respeitada e promovida... numa postura crítica frente aos males da sociedade... É propositiva, fala de Liberdade, de opção pessoal, de abertura, de interdependência, de relação, de generosidade e dinamismo. Fala de superação de sacrifício pelo outro. Fala de sensibilidade... O ser humano é capaz de comoção, sensibiliza-se. Têm um natural vínculo entre si: somos irmãos!
E essa deve ser a lógica de uma sociedade futura, que tente responder aos problemas e limitações da economia, das culturas, das diferenças, estender a mão ao outro, com o espírito do voluntariado permanente.
:: O Aveiro ::
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