quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O Médio Oriente sem fim...

O que devemos pensar sobre o conflito Israel – Gaza?

Quase parece pretensioso tentar responder, como se de uma receita se tratasse. De facto, o tema é mais incógnito do que esclarecido pelo arrastamento de anos e anos de conflito, de não paz, com maior ou menor visibilidade. O mundo arrasta-se com o assunto Médio Oriente nunca concluído. Se existissem receitas, não se falaria disto agora.
O que devemos pensar? Nada!
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Nada que seja tendencioso ou partidário e essa tem sido a perspectiva dominante no mundo. A nossa posição enquanto cidadãos de um planeta globalizado deve ser essa neutralidade de quem sugere caminhos em que vençam todas as partes. As win win situations.
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Ambos os lados, Israel e Palestinianos têm ambições legítimas, têm direitos que lhes devem ser proporcionados, do mesmo modo que têm deveres que devem ter a possibilidade de cumprir. Ambos os lados querem viver em paz, com as faculdades necessárias para viver a vida, de criarem as suas oportunidades, de trabalharem a sua terra, de criarem os seus filhos. Ambos os lados do muro têm seres humanos que crêem no mesmo Deus, seja lá qual for o idioma que usam para Lhe falar. Embora O usem como pretexto de conflito, a verdadeira causa é o domínio, a terra, o orgulho.
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Nós, a comunidade internacional não temos sido voz de paz, mas voz partidária.
Hugo Chavez expulsou o embaixador de Israel na Venezuela. Para quê? Outros interpretaram o silêncio do presidente eleito dos EUA como conivência com Israel, outros como cumplicidade da sua ascendência muçulmana... Várias instituições incriminam Israel, outras tantas incriminam o Hamas. Para quê? Trata-se isto de um jogo de futebol em que cada um defende o seu clube?
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De ambos os lados há inocentes mortos, de ambos os lados há culpados vivos. Porque não uma vida em comum, num único país, de governo laico ainda que em comunidade ou em privado cada qual professasse a sua crença? Porque não um único país onde cada qual vive a sua vida, ao encontro do outro culturalmente, financeiramente? Onde as diferenças sejam enriquecimento e não o esvaziamento laicista que acontece nalguns países? Porque não um caminho de paz em vez de um caminho de guerra onde alguém deu o primeiro tiro e o resto são reacções em cadeia, sem sentido e que hoje já ninguém sabe ou lembra porque começou?
Porque é tão importante o orgulho de vencer sobre o outro em vez de vencer com o outro?
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1 comentário:

  1. Porque as pessoas encaram tudo como um jogo...como aposta...apostam o físico e o espiritual!
    Apostam vidas, casas...apostam sonhos e dificuldades,apostam valores com uma escala tão elevada que ultrapassa as escalas das escalas!
    Apostam-se inocentes e culpados...cocktail perfeito, para, tal como num jogo, desencadear a miséria de quem é derrotado!O pior é que também se apostam culpas e no final todos saem derrotados...mesmo os que se acham vencedores!

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