quarta-feira, 23 de junho de 2010

2. Louise Bonnet





Esta semana partiu para a França natal a Irmã Louise Bonnet. Nos seus 80 e muitos anos, esteve na Diocese de Aveiro activa com a sua comunidade no Bairro de Santiago em Aveiro, na visita aos presos, na pastoral dos ciganos. Esteve também no Secretariado Diocesano de Animação Missionária. Foi para mim uma presença sempre activa, sempre atenta ao que era preciso fazer. Sempre com uma palavra para o que devia fazer de outra maneira, para o que eu devia insistir, desistir, sempre a desinstalar-nos quando nos púnhamos a olhar para perto em vez de termos o olhos postos mais para a frente, mais para cima.

Sempre, em qualquer coisa que escrevia ou dizia, tinha sempre o seu feedback, fossem coisas que gostasse ou não de ouvir, ouvia-as. Uma vez escrevi alguma coisa sobre o Hugo Chavez e tive resposta dela, elaborada e desinstaladora, mostrando a humanidade da Esquerda e da Direita. O Amor de Deus cabe em todo o lado, tal como o trabalho social da Igreja. É uma activista, no bom e terno sentido da palavra.

Precisamos de gente assim na nossa Igreja. Sem medo de falar, sem medo de pensar e sobretudo, sem medo de Agir. Há que ser farol neste mundo de corrida.

Obrigado Irmã por ter caminhado connosco. Obrigado pelo esforço às vezes tão difícil e inglório de fazer animação missionária, de propôr, voltar a propôr, voltar a fazer até que resulte.

Obrigado Irmã por si. Prometo-lhe que vamos conseguir falar desse Cristo sofredor no Irmão mais pobre que merece ser glorificado. Bem aventurados os pobres, porque deles é o reino dos Céus.



AVEIRO, 20 DE JUNHO DE 2010

:: CORREIO DO VOUGA - Edição de 23 de Junho de 2010 ::

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