sexta-feira, 18 de novembro de 2011

William Kamkwamba...




Este rapaz é um rapaz como todos os menos afortunados que por uma razão de injustiça social planetária passou fome. Vivia numa aldeia que passava fome, a família passava fome: Isto foi no Malawi, em África (mas podia ser na América, na Europa, na Ásia, na Oceânia, na Antárctida... em qualquer lado, até aqui ao lado).

Esta ideia já nem nos diz nada. Ainda mais agora que temos uma crise (há dez anos que andamos de crise em crise) e é mais frequente a resposta, sem sequer ter havido pergunta antes de que "ai que temos de ajudar os nossos pobrezinhos que isto está tudo muito mau e é tudo muito complicado".

Apesar do espaço schengen as fronteiras continuam nos olhos e na cabeça de muita gente. E insistimos em fazer compartimentos estanques onde nem sequer existem compartimentos.

As questões da pobreza, do desenvolvimento... são universais, manifestam-se localmente, mas são universais. A solução é também universal, apesar de ter de ser aplicada local a local... localmente.

O nosso trabalho não faz sentido se fôr sempre no âmbito do tapa buraco que só se justifica nos casos de emergência. De facto, não se dá uma cana a uma pessoa com fome ou doente. Nem conseguiria ir à pesca e talvez a nossa cana ocidental, nem servisse para pescar no "rio" da terra e cultura dele.

Mas ficamo-nos por aí, porque aquece o coraçãozinho, as pessoas sentem-se bem em "ajudar os outros" (esta expressão já me mete impressão... talvez seja por ouvi-la tanto) e o resto, fazer mais... não, fazer mais não seria necessário... fazer MELHOR... é um problema e é muito complicado.

Este rapaz... mostra-nos que não, não é...
Em vez de ajudar, experimentemos capacitar...

... o resto acontece a seguir e nem somos precisos nessa parte!





"Where was this Google all this time?!"


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