quarta-feira, 19 de maio de 2010

O exemplo que vem de cima

Em 2008 rebenta uma crise económica. As taxas de muitas coisas, mas a que resumo aqui o nome a “taxas de lucros” dos mais variados tipos e feitios esticaram tanto a corda dos orçamentos das famílias americanas que, elas as deixaram de pagar.

Qual pânico de telenovela, vem tudo por aí abaixo. Os governos injectam milhões nas empresas “muito grandes para caírem” sob justificação de salvar o sistema e assumindo que os défices nacionais aumentariam, mas tinha mesmo de ser assim.

Dois anos depois os mesmos que foram salvos pelos governos (agências de rating, vulgo subsidiárias da banca e das bolsas) apontam os dedos aos governos que, para os salvarem, são agora despesistas e maus gestores.

A solidariedade acabou!... há que aumentar a taxa de risco desses estados com elevado défice. Como elevado défice todos têem (por causa da crise), ataca-se os mais pequenos. Grécia, Espanha, Portugal, Itália...

Em Portugal, a medida que muitos políticos dizem que é populista, é, para mim, questão de exemplo. Exemplo que vem de cima. Retirar um 13º mês dá tanto impacto como baixar os ordenados dos políticos e dos cargos de nomeação do governo nacional e governos nacionais.

Mas o exemplo é sobretudo, não uma medida, mas a medida. Aquela que melhor demonstra que estamos todos no mesmo barco e que todos temos de nos esforçar.

Pena que na prática, menos 5% de ordenado, abate o IRS que se pagaria a mais com a subida de 1,5 %. Vai tudo dar ao mesmo... mas fica aparentemente o exemplo de que todos... os que causaram a crise e, vá lá, por solidariedade a estes, também os que nunca as causaram, mas sempre as pagaram: ‘nós, o Povo’.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Every last man in Shawshank felt free...




I have no idea to this day what those two Italian ladies were singing about. Truth is, I don't want to know. Some things are better left unsaid. I'd like to think they were singing about something so beautiful it can't be expressed in words, and it makes your heart ache because of it. I tell you, those voices soared higher and farther than anybody in a grey place dares to dream. It was as if some beautiful bird had flapped into our drab little cage and made these walls dissolve away, and for the briefest of moments, every last man in Shawshank felt free.

Vocação para andar na RUA

Foi no Domingo passado, concluiu-se mais uma semana de oração pelas vocações.

É um tema que me toca sempre. Desde pequeno é reflexão que faço, quase todos os dias. O que quero da vida? O que quer Deus que eu faça da vida? Vou caminhando conforme sinto que Deus sopra.

Se olhar mais para longe, não para a minha vocação ou a deste ou daquele sinto outras preocupações.

Foi no Domingo passado, dizia eu, o sacerdote dizia na sua comunicação semanal mais importante, a homilia, que Jesus Cristo não era de se trazer por casa, dentro de portas, nem sequer no templo, muito menos durante uma hora por semana.

Mas de facto, por vezes somos assim cristãos envergonhados, ou talvez nem seja isso, somos des-incomodados.

Ser cristão incomoda. Dá trabalho. Obriga-nos à coerência do quotidiano, à bondade, à protecção dos que mais necessitam, obriga-nos ao sentido de justiça, aquela justiça que não é a do nosso olhar, a da nossa perspectiva, mas a da comunidade, do movimento, paroquia, partido politico, associação, local de trabalho, família.

Não é fácil não atirar pedras aos pecadores. Não é fácil reagir sem atirar pedras quando elas nos são arremessadas a nós.

Ser cristão incomoda. Dá trabalho. No dia em que também se celebrou a Liberdade (25 de Abril) perceber que a Liberdade não abunda na casa do mais pobre e cada vez são mais os que sofrem privações do nosso sistema económico.

Que cada vez mais se pode falar menos. Nunca tantas opiniões foram dadas, mas nunca tão pouco se ouviu. Nunca tanta liberdade houve, mas nunca como agora quase não se pode falar contra a corrente nos locais de trabalho, nos partidos políticos, nas escolas, nos grupos...

Temos de confiar na nossa vocação, àquilo a que somos chamados: ser no mundo significância, sem nos perdermos no caminho a que as pedras grandes obrigam o rio a contornar.

Temos de ser sinal, humano e com limitações é certo, de coragem e rectidão, com a consciência de que estes sem honradez pouco valem.

Temos de ser voz e exemplo, de ser Igreja que acolhe o homem e a mulher por igual, que grita pelos excluídos e que não exclui ninguém, muito menos quem mais necessita do Pão, que denuncia a injustiça e pratica o equilíbrio.

É por este caminho que a Igreja será sempre farol, de outro modo, ficaremos a falar sozinhos e sempre à procura da vocação de sacristia, porque lá fora dir-se-á mal da Igreja e dos Cristãos, seja isso com conhecimento de causa ou a mais pura e laicista ignorância.

Só que, a nossa vocação é mesmo andar na Rua, ser a exemplo do Mestre, a voz doce que incomoda e desinstala, e no fim de contas... marca o ritmo.



In :: jornal 'CORREIO DO VOUGA'




domingo, 25 de abril de 2010

25 de Abril... dia da Liberdade... mas também da Justiça!*

* ou pelo menos devia ser.


Na madrugada de 25 de Abril de 1974, um jovem capitão de 29 anos reuniu os seus homens da Escola Prática de Cavalaria de Santarém. Falou-lhes do estado a que Portugal chegara e terminou dizendo: «quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!».

Vieram todos, sem excepção, mesmo sabendo que corriam riscos, incluindo o risco de não regressar com vida. Ao fim de algumas horas, caía um regime cansado de guerra. É por isso que aqui estamos hoje.

Foram eles os filhos da madrugada. Não caminharam para Lisboa em busca de cargos ou de lugares. Não vieram à procura de um lugar na História – e é justamente por isso que o merecem.

Como o retratou Sophia de Mello Breyner, Salgueiro Maia foi «aquele que deu tudo e não pediu a paga». Um exemplo notável para muitos Portugueses dos nossos dias, que tantas vezes cedem às seduções vazias e efémeras da sociedade de consumo e outras tantas vezes medem o valor dos homens pelo dinheiro ou pelos bens que ostentam.

Aqueles que saíram de Santarém, de Mafra, de Tancos, de Santa Margarida, de Estremoz ou de Vendas Novas rumaram a Lisboa porque não se conformaram com o País em que viviam. Vieram todos, porque todos queriam mudar. Queriam um país livre.

(...)

Aqueles que sempre viveram em liberdade desconhecem o seu preço. Em larga medida, só nos apercebemos do valor das coisas quando nos vemos privados delas. A melhor lição de liberdade é a experiência da não liberdade. [NÃO CONCORDO COM ESTA PARTE.. não é matemática a ideia da afirmação]

(...)

O 25 de Abril foi feito em nome da liberdade, mas também em nome de uma sociedade mais justa e solidária. Será aí, porventura, que o balanço destas três décadas de democracia se revela menos conseguido.

A sociedade portuguesa é hoje mais justa do que aquela que existia há 36 anos. No entanto, persistem desigualdades sociais e, sobretudo, situações de pobreza e de exclusão que são indignas da memória dos que fizeram a revolução de Abril.

A sensação de injustiça é tanto maior quanto, ao lado de situações de privação e de grandes dificuldades, deparamos quase todos os dias com casos de riqueza imerecida que nos chocam.

(...)

As injustiças sociais e a falta de ética são dois factores que, quando combinados, têm efeitos extremamente corrosivos para a confiança nas instituições e para o futuro do País.

A injustiça social cria sentimentos de revolta, sobretudo quando lhe está associada a ideia de que não há justiça igual para todos.






Excerto do discurso do Presidente da República a 25 de Abril de 2010.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Entre o Céu e o Inferno - VAGOS FM


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O Programa "Entre o Céu e o Inferno" é uma rúbrica diária de comentário à actualidade, partindo da proposta de analisar o que de bom e de mal acontece, segundo as pessoas que o fazem (o programa). De segunda a sexta, a cada dia uma pessoa diferente.

A Vagos FM deu-me o privilégio de há um ano e meio a esta parte fazer as sextas-feiras, substituindo uma pessoa grande, o Pe João Mónica.

Autorizado pela rádio, a partir de hoje, coloco aqui semanalmente a versão não editada... portanto... ouvir na rádio será sempre melhor!

FM 88.8 - todos os dias às 9h40 e 17h20.. com reposição em formato compacto do painel dos cinco, aos sábados a partir das 18h.

Sugestões, criticas não-destrutivas, assuntos novos e ideias serão sempre benvindas... Nós somos Aqueles que caminham connosco.



sábado, 3 de abril de 2010

Moedas de Prata...

"Trinta são as moedas de prata que os chefes e os anciãos oferecem a Judas para entrar no processo urdido para eliminar fisicamente Jesus de Nazaré. A oferta é aceite e, de agora em diante, Judas Iscariotes funciona como um infiltrado discreto, mas eficaz. Rapidamente é localizado o sítio onde Jesus se refugia com os seus amigos mais próximos e onde a guarda do templo o prende para o levar à presença de Anás. Outros passos são dados, outras deslealdades são praticadas, outras acusações falsas são apresentadas. “É mais conveniente que morra um homem pela nação do que pereça todo o povo” – sentencia Caifás na fase mais crítica da decisão.

Trinta moedas de prata era o preço de um escravo. Este preço mostra o valor atribuído a Jesus e o apreço pelo gesto de Judas que tanto facilitava o triunfo dos adversários. O êxito do suborno fragiliza a resistência do grupo que acompanha Jesus e se dispersa. E fica a ser um símbolo de tantas outras situações que a história regista.

O recurso a benesses dadas a pessoas que interferem em operações deste tipo está na ordem do dia: Corrupção, eliminação física de inimigos, tráfico de influências, empresas-fantasma, roubos disfarçados de desvios, falcatruas, subornos, dilação no andamento de processos de justiça, deslocação de serviços administrativos, e um longo etc. A ponta do iceberg aparece, de vez em quando, nos meios de comunicação.

E a lista dos inocentes vitimados é incontável. Sirva de ilustração os aforradores e investidores caídos na burla inqualificável provocada pela engenharia assombrosa de Madoff, felizmente a contas com a justiça americana. Ou então a desfaçatez de muitos responsáveis políticos que se preocupam mais em restabelecer o sistema económico e financeiro do que em verificar as condições de vida de milhões de enganados e roubados. Ou ainda a desproporção do crescimento dos muito ricos e a multidão daqueles que são cada vez mais pobres. A situação em Portugal é eloquente e, potencialmente, explosiva.

As moedas de prata são preço de sangue. E, segundo os chefes do Templo e os anciãos, apenas servem para comprar um cemitério a fim de sepultar os estrangeiros. O que era “Campo do Oleiro”, transforma-se em “Campo de Sangue”. O que era memória de trabalhadores dignos e honestos, é agora recordação amarga de tantas vítimas foragidas que nem direito têm a um espaço respeitado para os seus restos mortais.

A actualidade desta ocorrência é facilmente verificável: migrantes a quem é negada a documentação legal, desempregados de longa duração, trabalhadores em situação precária, crianças “descartadas” e desaparecidas, toxicodependentes menosprezados e muitos outros.

Em todos estes rostos humanos se reflecte a face do Inocente condenado. Jesus de Nazaré põe a claro onde está a razão da verdade que credencia a nossa comum dignidade. A mentira e a fraude não compensam. O sangue das vítimas clama por justiça. O tempo da martírio da cruz – que é de morte horrível - cede o lugar à aurora da ressurreição na manhã de Páscoa.

As trinta moedas de prata – memória das vítimas e acusação perene dos vendilhões – constituem para sempre a referência à paixão de Jesus de Nazaré e ao seu projecto de sociedade nova."

Georgino Rocha

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Redescobrir Valores... por Jim Wallis



"Não teremos uma recuperação económica, sem termos também uma recuperação moral".

Jim Wallis foi direito ao assunto na sua ida ao programa de Jon Stewart para apresentar o seu livro "Rediscovering Values".

Enquanto virmos a economia como meio de enriquecimento e de cumprimento de inesgotáveis ambições pessoais, seja lá isso à custa do que for, tenhamos de pisar quem tivermos, tenhamos de hipotecar o futuro dos nossos e o presente dos outros... Não vamos Lá!

Acredito e sublinho que o Bem Comum é sempre melhor que o meu próprio bem.

Para melhor conhecer Jim Wallis aqui fica a sua interessante e bem disposta entrevista (como só no Daily Show!) e o seu blog "GOD's Politics"




The Daily Show With Jon StewartMon - Thurs 11p / 10c
Jim Wallis
www.thedailyshow.com
Daily Show
Full Episodes
Political HumorHealth Care Crisis





quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Charlie Wilson




Faleceu hoje um Homem decisivo para o fim da Guerra fria... mas que perdeu uma grande batalha...

A da reconstrução do Afeganistão no momento seguinte. Quis construir escolas, centros de saúde, apoiar o Desenvolvimento...

Se tivesse conseguido na altura um milhão para isso, hoje os Aliados não teriam de gastar muitos milhões na guerra actual...

E é isto... o Desenvolvimento anda atrás, em vez de andar à frente. Até nos termos economicistas mais redutores seria melhor solução... que andasse à frente.


Quando é que o mundo político percebe isso?!

rest in peace.






terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Não viveremos com medo uns dos outros!




A propósito do momento noticioso nacional, sobre a Liberdade de Expressão...

E a propósito da vida de quase todos os dias, que teima persistir para lá do tempo da repressão... a interessante intervenção de um grande jornalista americano dos anos 50:



"Não devemos confundir desacordo com deslealdade: nunca nos podemos esquecer que uma acusação não constitui prova e a condenação assenta em provas e no respectivo processo legal.


Não viveremos com medo uns dos outros. Não seremos conduzidos pelo medo e ele não nos há-de tornar irracionais.


Se recuarmos às origens da nossa História, relembrar-nos-emos que não somos descendentes de medrosos, nem de gente que tem medo de escrever, de se associar, de falar... Mas de gente que defendeu causas que no momento da sua defesa não eram populares, mas eram o que parecia certo.
Podemos negar a nossa herança e a nossa História, mas não poderemos escapar aos resultados e às consequências do que fizermos.


Estejamos onde e com quem estivermos, proclama-mo-nos como defensores da liberdade, onde quer que ela exista por esse mundo fora. E isso... tem consequências.



Edward Murrow, no programa “See it now” CBS, 1955.




A relatividade do nosso Mundo...


1 000 pessoas morrem com Gripe A num país rico... é uma Pandemia.

10 000 000 de pessoas morrem de paludismo em África... é um problema.


(Syndicat de la Médecine Générale)

recebido por mail I Irmã Palmira



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Cálculo Político



Um dos maiores problemas que não nos deixa avançar enquanto sociedade hoje é este, o cálculo. Falta-nos o olhar deste miúdo!

O "cálculo" advém na maior parte dos casos de interesses concentrados, de pontos de vista ou da ambição pessoal. Não tem mal nenhum isso, mas quando afecta o bem comum, já passa a ter.

Há males que podem cegar e hoje estamos muito cegos por este cálculo, pelo pensamento cego e ambicioso de que “hoje tenho de me posicionar de uma maneira para daqui a uns tempos, dias ou anos estar de outra maneira”.

Na politica isso é frequente, quase que diria, dominante. Pensa-se no curto horizonte pessoal em vez de se ter os olhos postos no bem de todos, lá à frente, lá em cima, no bem comum!

Interessa-lhes o seu quinhão de importância. Criticam o protagonismo dos outros. Gere-se e trabalha-se para o agora... Há pouca ousadia e nessa ambição pessoal esquizofrénica as pessoas tornam-se mesquinhas, magoam-se uns aos outros, e assim perdemos todos capacidade de evoluir. Não andamos para a frente, gastamos milhões ou em nadas ou em alcatrões eleitorais.

Quem vive assim vive mal, vive preso à sua ambição e projecto pessoal. Não dorme bem à noite. Frequentemente acordará desassossegado! Não vive feliz porque o que é e como está nunca lhe chega, porque é preciso ter sempre mais, ter por ter e não por servir. Não precisamos de pessoas pequenas na Politica. Precisamos de gente nobre, com altruísmo e espírito de serviço!

Se a palavra “Poder” no dicionário, na sociedade, na politica se tornasse sinónimo de “Servir o(s) outro(s)” o nosso mundo mudava! Deixávamos de andar por aí a olhar para o chão e a nossa cidade e o nosso pais cumpririam a promessa que sempre foram.


in: DA | CV (adaptado)

domingo, 24 de janeiro de 2010

How do inspire our selves for greatness?

Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

"Invictus" (1875),
de William Ernest Henley





quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

What goes Up...

Há um ano atrás, o homem era o maior... ia mudar o mundo num estalar de dedos.
Agora está no fundo, "não foi capaz de fazer nada...

Coisa estranha esta do mundo que condena toda a gente sem julgamento, seja nos jornais, seja nas relações humanas, seja no trabalho, seja na escola, seja...

Quando estiveres na crista da onda, nunca te iludas porque é temporário.
Quando fores capa de jornal, nuna te iludas porque o jornal de hoje, amanhã já será do passado.
Quando estiveres na mó de baixo vai ao bolso das calças e lê o papelinho que lá puseste que diz "também isto passará".

Nunca vivas de ilusões....




I used to rule the world
Seas would rise when I gave the word
Now in the morning I sleep alone
Sweep the streets I used to own

I used to roll the dice
Feel the fear in my enemy's eyes
Listen as the crowd would sing:
"Now the old king is dead! Long live the king!"

One minute I held the key
Next the walls were closed on me
And I discovered that my castles stand
Upon pillars of salt and pillars of sand

I hear Jerusalem bells a ringing
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror, my sword and shield
My missionaries in a foreign field

For some reason I can't explain
Once you go there was never
Never an honest word
And that was when I ruled the world

It was the wicked and wild wind
Blew down the doors to let me in.
Shattered windows and the sound of drums
People couldn't believe what I'd become

Revolutionaries wait
For my head on a silver plate
Just a puppet on a lonely string
Oh who would ever want to be king?

Coldplay -"Viva la Vida"



domingo, 17 de janeiro de 2010

A esperança.. acima de Tudo!





Há uma força incrível nestas imagens.
O ser humano, no seu modo mais frágil e dependente, encontra forças para resistir ao medo, ao cansaço, ao desconhecido.


"A vida insiste em emergir dos escombros de Porto Príncipe. A resistência de vítimas soterradas sem água ou comida e o esforço das equipes de resgate para chegar a elas resultaram, até ontem, em sucessivas vitórias contra a desesperança.

Um dos símbolos da luta pela sobrevivência foi erguido dos entulhos na noite de quinta-feira. O pequeno Redjeson Hausteen Claude, de dois anos, foi encontrado envolto aos destroços que restaram da casa onde vivia com os pais. Resistiu sozinho a mais de 48 horas de dor e medo. Redejson, localizado por um grupo de socorristas espanhois e belgas, acabou fotografado no momento em que o especialista em resgate de montanhas e mergulhador espanhol Félix del Amo o retirava dos escombros. O herói contou com a ajuda do compatriota Óscar Vega Carrera, bombeiro, para conseguir salvar a criança.

Retirado do amontoado de restos de construção, o pequeno haitiano mantinha o olhar atemorizado perplexo. A apreensão se desfez em um largo sorriso quando avistou a mãe, Daphnee Plaisin, e o pai, Reginald Claude. O impacto da emoção de encontrar o filho com vida pareceu paralisar Daphnee que, incrédula e estática, recebeu-o de volta em seus braços dois dias depois do tremor arrasar a cidade."

in: "Diário Catarinense", 16 de Janeiro de 2010
fotos: Gerald Herbert | Associated Press

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010







Apanhei esta frase, tão simples e tão clara (a aparentemente tão irresponsável, para alguns) por aí numa rede social que aproxima (mas também pode ilusoriamente afastar...) tanta gente.

O contexto era o cônsul português Aristides de Sousa Mendes. Mas esta frase é, infelizmente, tão actual, em tantas coisas, umas grandes, umas pequenas... tantas coisas que vão acontecendo pelo mundo em grande escala, tantas coisas que vão acontecendo por Portugal, em pequena escala, nas nossas repartições, nas nossas escolas, nos abusos e faltas de diálogo, na discriminação profissional, de grupo, em tantos hiatos e favorecimentos de leis podres e ineficazes... aproveitadas por gente pequena, calculista e oportunista que para subir, em vez de subir, tenta fazer descer os outros.

Os Direitos Humanos começam.... aqui. Em Portugal, na sua rua, no seu trabalho. E são eles, os Direitos e os Deveres Humanos que no fim saem sempre a ganhar.

Que não haja dúvida sobre isso.




foto in: facebook / aristides sousa mendes... cheguei lá pela Bibiana Ordens Vieira.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

It's a mystery to me



It's a mystery to me
we have a greed
with which we have agreed

You think you have to want
more than you need
until you have it all you won't be free

Society, you're a crazy breed
I hope you're not lonely without me

When you want more than you have
you think you need
and when you think more than you want
your thoughts begin to bleed

I think I need to find a bigger place
'cos when you have more than you think
you need more space

Society, you're a crazy breed
I hope you're not lonely without me
Society, crazy and deep
I hope you're not lonely without me

There's those thinking more or less less is more
but if less is more how you're keeping score?
Means for every point you make
your level drops
kinda like it's starting from the top
you can't do that...

Society, you're a crazy breed
I hope you're not lonely without me
Society, crazy and deep
I hope you're not lonely without me

Society, have mercy on me
I hope you're not angry if I disagree
Society, crazy and deep
I hope you're not lonely without me