sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Envolvências in Arizona


fonte:  Associated Press, em 'The Economist'

Vagos FM

 

"que as mortes que já aconteceram, não voltem a acontecer"

(tenho de gravar o programa mais cedo na madrugada para ver se este tipo de pérolas não acontece...)


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Framing e a informação que (de)forma - jornal Correio do Vouga


in Jornal Correio do Vouga, 12 de Fevereiro de 2014.


Esta é uma história fictícia, a primeira. Uma grande empresa vendia lenços de papel. Como estava a vender poucos e porque era pouco conhecida, resolveu fazer uma campanha em que daria 10% dos lucros das vendas dos lenços a uma campanha de causar sorrisos, num país distante de África.
Todo o mote público da empresa estava focado nesses 10% dos lucros e nos sorrisos que causavam. Ninguém falava nos outros 90% dos lucros. De repente, 10% valia muito, muito mais que 90%.
O que esta empresa fez, chama-se de ‘framing’. Enquadra a atenção naquilo que quer que as pessoas enquadrem a sua atenção e baralha assim a matemática de que 10 é muito menos que 90.

Há algum tempo, um deputado levou a votação no Parlamento, considerar um mesmo referendo sobre dois assuntos diferentes, o framing. A co-adoção e a adoção. Completamente extemporâneo, o político conseguiu levar a efeito um fenómeno que se designa por ‘agenda building’. Tentar marcar a atualidade com um assunto e levar a que esse assunto se torne viral, que a imprensa e as pessoas falem dele, quase só dele. Acendeu o rastilho a um assunto de que não se falava, não com verdadeira intenção de referendar, discutir, iluminar, mas de chutar para canto, de matar reflexão serena e de desviar assunto.

A imprensa foi atrás do isco e começou, alguma dela, a falar em exclusivo de co-adoção e da praxe. Continuando a classificar fenómenos sociais, designa-se isto de ‘agenda setting’: a capacidade da imprensa de influenciar e marcar os assuntos públicos que quer na ordem do dia.

E nós caímos todos nisto, que nem patinhos. De repente, começamos a receber e-mails com pedidos de petições de católicos mais fechados e de ativistas  mais liberais, tudo a clamar grande desgraça porque se o outro tiver liberdade, eu vou ser perseguido; porque eu não tenho liberdade, e os outros têm, porque eu tenho direito e os outros também têm. Parece um jogo de futebol em que só ganha um lado, nunca os dois.

Errado. Em sociedade, melhor ainda, em comunidade, o desafio é encontrar modo de todos ganharmos e de todos vivermos bem, em paz, tranquilos, a buscar a felicidade como acreditarmos nela e dentro dos limites de razoabilidade da felicidade do outro.

A co-adoção é fértil em casos. E como cada caso é um caso, há casos para um lado e casos para o outro. Há casos em que o pai faleceu, os filhos ficam com o companheiro e já não podem ver os avós. Há casos em que a mãe faleceu e os filhos que só conhecem a companheira desta, mas como não lhe são legalmente ligados têm de ir para o orfanato. Há casos para tudo, aproveitados para todos, se não formos serenos na análise.
A lei tem de ser cega, mas felizmente, a justiça e os seus oficiais são humanos.
O que me preocupa como cristão é perceber: quando é que deixámos de lutar pelos direitos das pessoas, para nos tornarmos lutadores contra as pessoas que pensam diferente de nós? Quando é que, na História da Igreja, deixámos de ser como Cristo a quem levam a mulher adúltera, já julgada, para ser apedrejada e para entalar o Mestre? Quando começámos, na História do Cristianismo, a ter as certezas e a razão toda? A excluir em vez de incluir?

Quem sou eu para julgar? É medo? É status quo? É acharmos mesmo que somos os bons, que temos todos os inputs para analisar e decidir tudo em absoluto e não há mais ninguém tão capaz disso como nós?

Madeleine L’engle, foi escritora. Nasceu nos Estados Unidos e viveu na Europa. Uma americana de oportunidades e liberdade e europeia de serenidade no pensamento conciliatório. Filha de pais episcopalianos muito trabalhadores, não recebeu a educação cristã por falta de tempo dos pais. Não teve a comum desgraça na vida e a e a epifania que a converteu de imediato. Acontece a muitos cristãos daquele lado do Atlântico.

Converteu-se devagar, com o passo do tempo, o tempo de Deus e a ideia crescente nela própria, do Divino. Julgo que será próprio dos grandes pensadores e escritores.
Disse um dia que cativamos as pessoas para Cristo, não por gritarmos bem alto o descrédito naquilo em que elas acreditam e naquilo que elas são, dizendo-lhes o quão erradas estão e como tão certos estamos nós. Cativamo-las para Cristo mostrando-lhes uma luz em nós, que tão cheia de Amor fá-las querer, com toda a sua alma, saber de onde ela vem e procurá-la, connosco. Connosco.

Quem sou eu para julgar o outro que procura Deus honestamente? – dizia o Papa Francisco.
Quem sou eu para julgar, eu que me deixo moldar tão facilmente por fenómenos sociais de framing’s, priming’s, agenda building’s e agenda setting’s? Quem sou eu que me engano e que falho tantas vezes, fazendo disso o desenho de humanidade bonita que Deus cria?




Pensar Global - Vagos FM





14 de Fevereiro de 2014




07 de Fevereiro de 2014

Entre o Céu e o Inferno - Vagos FM





14 de Fevereiro de 2014






07 de Fevereiro de 2014


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Na fragilidade do conflito, o poder da paz

Se é fácil o conflito, é fácil a paz. 
Se é fácil o desinteresse, é fácil a compaixão. 
Se é fácil ganhar um país, seria fácil ganharem todos os da união..







Entre o céu e o inferno





Pensar Global



sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Nelson Mandela



"I have fought against white domination, and I have fought against black domination. I have cherished the ideal of a democratic and free society in which all persons live together in harmony and with equal opportunities. It is an ideal which I hope to live for and to achieve. But if needs be, it is an ideal for which I am prepared to die."

excerto do discurso em defesa própria, no tribunal que o condenaria a prisão perpétua. Se tivessem sido bem sucedidos, Mandela seria hoje liberto.










If people learn to hate, they can be taught to love.
For Love comes more naturally to the human heart.







sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Pope Francis faces threat from the mafia



Desde há algum tempo que tenho vindo a tentar perceber, numa espécie de brincar aos cientistas sociais, quais serão as origens dessa tão tradicional mania de alguns sectores e de alguns ilustres católicos de, com toneladas de moralismo, julgarem tudo, saberem e comentarem a vida das pessoas em geral e em particular, com toda a propriedade, se imiscuírem na vida pessoal, no que os outros devem ou não devem fazer. Outros como patrões absolutistas (é possível haver cristãos assim? Controladores do todo?) que opinam sobre o que as pessoas fazem com o seu tempo, passando elas o seu tempo, não a viver mas a falar de cátedra e com cerimónia sobre a moral pessoal e a gestão de tempo pessoal e extra obrigações dos outros.

Tudo o que lhes mexe com o status quo ou é fora da caixa ou se destaca por caminhos que não os seus, os da ortodoxia, são maus. Parece-me que não é maldade este julgamento, antes é mais uma defesa, disfarçada de ataque.

Começa a surgir-me uma hipótese de resposta: estes mafiosos são católicos. Ou estes católicos são mafiosos.. das duas uma.

São meus irmãos, tenho de os amar, mesmo que sejam idiotas. Porque eu também o sou.

Impressiona a serenidade do sorriso deste Bergoglio. Vê-se que não se incomoda com os moralismos bacocos, ou as ameaças que daí advém.

Continua Francisco.


Notas:
1. Ateus e pseudo-críticos de fora que não se ponham a bater palmas. Eu sou cristão, com muitas falhas, empenhado. Critico de dentro, não da bancada. Faço parte do jogo e tento melhorá-lo, mudá-lo.

2. O proximo post será, de novo sobre ideias e não pessoas.. Pese embora aqui tenha posto em causa conceitos e posturas que emanam de condições de vida em comunidade, logo ideias e leis para essa vida. Os barulhentos julguentos, são uma minoria é certo, e por isso também merecem que se lhes dê atenção uma vez ou outra. São, como os miúdos barulhentos. Basta um numa turma que esta ganha logo a fama. Aqui, não se trata disso. Trata-se enfim, de os compreender, para os ajudar e um dia possam deixar de o ser e canalizar essa forma de defesa, para uma energia benéfica ou benfeitora.





























Notícia da CNN ( publicada a 14 de Novembro de 2013)  aqui e transcrita abaixo:

By Daniel Burke and Livia Borghese, CNN
ROME (CNN) - Pope Francis' crusade against corruption in the Catholic Church, including an overhaul of the scandal-scarred Vatican Bank, has put the new pontiff in the Italian mafia's crosshairs, according to two organized crime experts.
"The strong will of Pope Francis, aiming to disrupt the gangrene power centers, puts him at risk. He disturbs the mafia very much," Nicola Gratteri, a top anti-mafia prosecutor in Italy, told CNN on Thursday.
"I don't have precise information about a plan of the mafia against Pope Francis," Gratteri continued. "But if I did, I wouldn't say."
Gratteri, a deputy prosecutor in Reggio Calabria, a city in southern Italy, is a well-known foe of Calabria's notorious mafia, known as 'Ndrangheta.
The mob's anger with the Pope centers on the Vatican Bank, which the new pontiff has tried to reform, according to experts on the Italian underworld.
Vatican officials were not immediately available for comment. Earlier on Thursday, a Vatican spokesperson strongly denied any concerns about the Pope's safety.
"The Holy See is not at all worried," the Rev. Federico Lombardi told the French wire service Agence I.Media. "These are the usual inventions."
In May, the Vatican Bank, officially known as the Institute for Religious Works, issuedits first-ever report on money laundering, an apparent attempt to improve its financial transparency.
The 64-page report details the Vatican's efforts to crack down on money laundering in particular, though it made no mention of mafia connections. The report found six charges of "suspicious activity" within the past year.
In June, the Pope established a five-person papal commission to investigate the activities of the Vatican Bank, which has been under pressure from international finance authorities to clean up its murky business practices.
A month later, Italian prosecutors arrested a priest who worked as a financial analyst for the Vatican, accusing him of trying to help smuggle tens of millions of eurosacross Europe using a private plane in July 2012. That same month, two top officials at the Vatican Bank resigned, as Italian prosecutors continued their three-year investigation into the bank.
The Catholic Church and the Italian mafia have a long and complicated history, said Antonio Nicaso, an expert on organized crime in Italy and co-author with Gratteri of a new book called "Holy Water," which explores the relationship between mobsters and the church.
Underworld gangsters often paid for local church repairs or bankrolled feast day celebrations for Catholic saints, Nicaso told CNN. In exchange, Catholic officials kept silent about their illicit deeds.
"The church never raised the issue," he said. "The church has never excommunicated a mobster."
More recently, the mafia used the Vatican Bank to smuggle money, Nicaso said, though he offered no specific evidence. The Pope's reforms threaten that arrangement and will anger organized crime, he added.
"We believe that this is an unprecedented challenge to the economic power center of the Vatican, and for that reason he may face some kind of risk," Nicaso said.
The Vatican has strongly denied any ties to the Italian mafia at the Vatican Bank or at any other church institution.
The Pope's penchant for wading into the massive crowds who attend his speeches and events poses a particular security risk, Nicaso said.
"He has to be more cautious. He can't go walk around Vatican Square anymore like he's a normal person."
Asked if the mafia would dare try to assassinate such a popular figure, Nicaso said, "There are so many ways to kill a pope. They have to be careful. But in the history of organized crime, whenever they had to remove an obstacle, they never thought about the consequences."
In addition to the Vatican reforms, Francis in his speeches has taken aim at corruption, saying on Monday, for example, that a Christian "who gives to the church with one hand but steals with the other hand from the country, from the poor, is unjust."
The Pope then paraphrased Jesus, saying that it would be better for a corrupt person "if a millstone were put around his neck and he be thrown into the sea."
"He is changing the church," Nicaso said. "It is not a church of power and luxury anymore, and his promise to restructure [the Vatican Bank] is like a Copernican revolution."

sexta-feira, 22 de março de 2013

It's the Stupid Economy - Entre o Céu e o Inferno - Vagos FM




Programas de Fevereiro e Março... todos falam dos acontecimentos que marcam na altura, e curiosamente todos falam da Economia, estúpido... perdão: da Economia estúpida que nos rege nos dias de hoje.



22 de Março




14 de Março




08 de Março





01 de Março





 22 de Fevereiro

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Sabia que o FMI é mesmo uma agência das Nações Unidas?






Entre o Céu e o Inferno - VAGOS FM

Há uma teoria das Relações Internacionais, o construtivismo, que refere a construção de interesses semi-particulares, através das instituições mundiais, com um rosto de aceitação mundial, de bom crédito e institucionalismo, vão fazendo valer os seus interesses.

Com esta notícia de baixar os vencimentos em Portugal uns brutais 20% dá para comerçarmos a acreditar naquela teoria da conspiração que coloca alguns interesses obscuros a esgotar e liquidar os países onde entram determinadas instituições, para depois, quando nada vale muito, virem investir e fazer render o seu investimento... aconteceu algo semelhante no Brasil, na Argentina, nalguns países de África... e o FMI andava por lá com as suas políticas financeiras... perdão, económicas...

Com optimismo e ingenuidade, vamos continuar a crer que o FMI é mesmo uma agência das Nações Unidas, e por isso uma instituição de bem, apesar de, por ser grande, poder ser... muitas coisas.

Estas ideias maldosas, são apenas, coisas de ficção.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Oscar Niemeyer - vagos fm

Entra a segunda metade do século XX, depois do fim da segunda guerra mundial, e como se fosse primavera, alguns dos artistas da Arte Maior inundam o mundo de modernidade, de sol, de dinamismo do espaço, de integração desse espaço construído, com o espaço natural. Oscar Niemeyer foi um desses nomes. Deixou o mundo melhor do que aquilo que encontrou. Quem alcança isso, sai do tempo e do espaço e passa ao campo da eternidade. A sua obra aqui fica para o testemunhar... A vida é um sopro. Não percamos tempo.


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Paz para Israel e Palestina - Vagos FM






Tanto Israel como a Palestina têm, em última análise, o direito de se defender... mas não têm o direito de atacar.
Se nenhum atacasse, parava a violência sem sentido, parava a lógica de acção - retaliação. Poderíamos então começar a construir Paz.
Não podemos, devemos ser a favor deste ou daquele. Não se trata de Benfica ou Porto aqui. O jogo jogado é o da vida, de pessoas boas e inocentes, nos dois lados da fronteira.
Fazem falta os peacebuilders I. Rabin e Arafat, gente que lidere e neutralize os idiotas armados e medrosos, porque atacam por medo, que existem em ambos os lados.





sexta-feira, 12 de outubro de 2012

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Entre o Céu e o Inferno - Vagos FM




Nos tempos antigos, quando um forte era invadido, os invasores hasteavam a bandeira ao contrário para que o comando da batalha à retaguarda soubesse que o Forte havia sido tomado.

Foi o que aconteceu no último 05 de Outubro. Os invasores tomaram o forte e hastearam a bandeira ao contrário.





28 de Setembro de 2012





05 de Outubro de 2012