sábado, 25 de outubro de 2008

Uma parceria Global para o Desenvolvimento





Hoje no mundo, exactamente neste momento, há pessoas a fazerem fila num campo de refugiados depois de fugirem de uma guerra que não sabem de onde veio nem porquê. Deixaram tudo e esse tudo não são MP3, Telemóveis PC’s, roupas de marca e outros acessórios ou gadgets. Deixaram tudo... tudo mesmo: a casa de barro, a esteira que faz de cama, a cadeira e a tigela de madeira onde se come o único alimento quando ele existe: a mandioca. Deixaram apenas isto, porque isto é tudo o que tinham.
Hoje no mundo, exactamente neste momento, há miúdos com sorte porque têm um professor, uma árvore que dá sombra e um chão de terra onde dá para escrever. Muitos outros nem sonham em saber escrever ou ler.
Hoje no mundo, exactamente neste momento, há pessoas, mulheres que são mutiladas, mulheres que não têm voz política ou cívica no mundo.
Hoje no mundo, exactamente neste momento há mulheres que sepultaram um filho bebé ou criança demasiado frágil para aguentar uma doença porque não pôde receber medicamentos preventivos de valor menos que um euro.
Hoje no mundo, exactamente neste momento, há pessoas em fila para se deitaram na cama de um hospital feito de pano, sobrelotado. Há pessoas que sofrem de HIV/SIDA, malária e outras doenças contagiosas que facilmente se podiam prevenir.
Hoje no mundo, exactamente neste momento, talvez mais um rio tenha secado, mais uma fonte se tenha esgotado, mais uma pessoa passou sede.

A vida destas pessoas, por mais longe que estejam, são vidas iguais às nossas.
No ano 2000 os líderes políticos mundiais concordaram num método preciso para acabar com estas realidades. Fizeram-no na Declaração do Milénio em Assembleia Geral das Nações Unidas.

Agora imagine os líderes dos EUA e de Cuba, e do Irão, e da Venezuela... Imagine os líderes da China e os do Tibete, os da Rússia e da Geórgia, o governo do Sudão e os Janjaweed ainda com os líderes tribais do Darfur...
Imagine-os todos à mesma mesa de trabalho, cada grupo destes intencionalmente separado no texto por vírgulas de conflitos. Imagine-os juntos e concentrados num único e exclusivo interesse comum: uma parceira global para o Desenvolvimento!
Impossível, dirá... eu também concordava antes da segunda feira passada. Mas julgo que não é! Essa é a mensagem que os líderes partidários de Aveiro quiseram dar, unindo-se simbolicamente num registo de imagem-mensagem.
Todos os partidos se uniram no desafio, simples e concreto, pouco mais que simbólico, mas muito simbólico! Todos sem excepção, da Direita à Esquerda se uniram numa imagem que diz o mundo tem de mudar e que para isso as divergências valem zero.
Que lhe sigam os exemplo os cidadãos que os elegeram e todos os políticos do mundo...

Corremos todos pelo mesmo, para que a mudança não seja apenas mais uma palavra que se diz, mas que se faz até a pobreza ser enfim, uma história do passado.
Se aqui conseguimos, no resto do mundo é só fazer igual!
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O AVEIRO, semana objectivo 2015 - aveiro'08
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