Sim... "depois inventamos estes dias". Como quando se perde alguém e nessa perda se descobre que afinal ah... dói... afinal ah... temos saudades... afinal hoje dou-te um abraço porque estás fragil. Que injustiça a da espera pelo calendário para se ser pessoa. E sim parece que "consumimos pessoas (...) sem cumplicidade".E assim se criam alguns/outros/eu alienígenas que, neste mundo, não o entendem. Caminhamos descurados na alma e no gesto, sem presença,um relógio interno que se apodera de nós. Um tic-tac angustiante que nos leva ao "ter de" e não "quero sentir...". Imensa a verdade nestas palavras, imensa também a dificuldade tangível no encontro equilibrado delas com a vida. Mas também imensa a esperança de que os nossos trilhos existam enriquecidos com o cruzamento de pessoas que nos fazem pensar, sentir, parar. E incrível, ainda, a necessidade que temos de parar para recomeçar, para ganhar balanço no corpo, na mente, no coração e seguir com novas cores. Sim... não esperemos dias ou motivos para gostar e sermos gostados. Não esperemos datas para abraçar e descobrir o que somos num abraço. Não vivamos sozinhos, não caminhemos morrendo... Não morramos sozinhos.
Sim... "depois inventamos estes dias". Como quando se perde alguém e nessa perda se descobre que afinal ah... dói... afinal ah... temos saudades... afinal hoje dou-te um abraço porque estás fragil. Que injustiça a da espera pelo calendário para se ser pessoa.
ResponderEliminarE sim parece que "consumimos pessoas (...) sem cumplicidade".E assim se criam alguns/outros/eu alienígenas que, neste mundo, não o entendem.
Caminhamos descurados na alma e no gesto, sem presença,um relógio interno que se apodera de nós. Um tic-tac angustiante que nos leva ao "ter de" e não "quero sentir...".
Imensa a verdade nestas palavras, imensa também a dificuldade tangível no encontro equilibrado delas com a vida. Mas também imensa a esperança de que os nossos trilhos existam enriquecidos com o cruzamento de pessoas que nos fazem pensar, sentir, parar. E incrível, ainda, a necessidade que temos de parar para recomeçar, para ganhar balanço no corpo, na mente, no coração e seguir com novas cores.
Sim... não esperemos dias ou motivos para gostar e sermos gostados. Não esperemos datas para abraçar e descobrir o que somos num abraço.
Não vivamos sozinhos, não caminhemos morrendo... Não morramos sozinhos.