domingo, 27 de fevereiro de 2011

NÃO DIGA NÃO A ESTE CURSO DE GESTÃO!


Evangelho Segundo Mateus, 6,24-34 (o deste Domingo).

texto do Professor Manuel Alte da Veiga






Gestão garantida do dia-a-dia, seja como for o seu dia.

Os negócios andam no melhor? Ou caiu na fossa? Procura casar-se? Doença grave? Quer ser Ministro? Não gosta do Governo? Planeamento familiar? Não tem cheta sequer para comer?


Pois não há problema que resista a este CURSO BREVE DE GESTÃO. O sucesso garantido, por muito bem ou muito mal que lhe corra o dia. É uma receita diariamente infalível.


Talvez preferisse outra coisa, mas o senhor responsável por este curso dá pelo nome de Jesus de Nazaré.


À volta do núcleo duro, aqui vão alguns conteúdos programáticos (por economia de espaço, põe-se tudo no masculino):


1. Não ande preocupado em como sair da fossa ou aumentar o negócio. Isto é, não dê cabo do dia, sempre à volta desse pensamento. (Mateus, o primeiro relator deste curso – já lá vão 2000 anos de sucessos! – usa muito o verbo grego merimnao, com o sentido principal de se deixar encher de preocupações).

  1. Relaxe, contemplando o voo das aves, a fauna selvagem, o cheirinho dos campos em flor ou não, as paisagens que mais o encantam. Se gosta de história, lembre, por exemplo, os tempos do rei Salomão, que envelheceu a pensar no melhor palácio, na roupagem mais digna de um rei, na melhor composição poética, em como gerir centenas de concubinas… Ou veja um filme de encher as medidas.
  2. Você é que é senhor de si mesmo: não se venda a ninguém – e quanto mais rico ou poderoso for esse alguém, mais preso fica. Já custa ter um só patrão, quanto mais dois. NOTA IMPORTANTE: isto não se aplica, se o patrão ou patrões fizeram este curso com sucesso.
  3. Repita: não preocupe o dia todo com coisas como ser o mais sexy, o melhor orador, o mais elegante no clube, o corpo mais bem feitinho em toda a costa portuguesa… Nem quebre a cabeça para ser o melhor chefe, o melhor bispo, o melhor empresário, etc., etc..
  4. «Não faça qualquer juízo antes do tempo» (2ª leitura). Arrisca-se a queimar os fusíveis… Aliás, a vida é uma montanha russa (que são cada vez mais estonteantes).
  5. Como vê, é o administrador do seu dia. «Ora o que se requer nos administradores é que sejam fiéis» (2ª leitura). Portanto, não faça batota quanto à regra do curso (há só uma):
  6. Tudo o que eu fizer, tudo o que os outros fizerem, melhor ou pior, e às vezes só com boas intenções – todas essas acções devem reflectir uma só preocupação: guiar-se pelo princípio da Justiça. Estou a utilizar a minha fome, o meu dinheiro, o meu prazer, a minha inteligência, a minha doença… como estímulo para mais justiça? Ou faço batota? Procuro facilitar que os outros sejam felizes?
  7. Portanto, viva a riqueza ou pobreza como lutador pela justiça. Se tem que pedir esmola, faça desse acto uma denúncia da injustiça e organize-se em grupos que lembrem a justiça e procurem métodos de a concretizar (provérbio inglês: «pouco a pouco, mas infalivelmente, a maré vai subindo»). Se for pessoa de muito poder na sociedade, não perca a maré…
  8. Vá descobrindo que há alguém (1ª leitura) que o quer ajudar a ter sucesso na vida: a ser modelo, a ordenar um país, a aguentar os filhos, a combater a fome… O seu sucesso, dependerá do sucesso de todas as pessoas.
  9. O responsável e criador deste curso sabia que a Justiça é a grande «definição» de Deus (ideia já secular, naquele tempo). Também sabia que nenhum projecto humano é consistente se não nos sentimos num ambiente afectuoso. O acolhimento, o entusiasmo e a ternura… não se encontram também na maneira como Deus e Jesus se relacionavam? (evangelho e 1ª leitura).
  10. O seu dia-a-dia pouco muda de aparência. Mas a vida mudou radicalmente: infalivelmente, a opção fundamental deste curso orienta as nossas pequeninas acções, e a luta pela justiça será um prazer. Aliás, estamos num projecto que inclui todas as gerações pelos tempos fora, onde cada qual deve agir como companheiro (1ª leitura).
  11. O «jeito» de Deus muitas vezes dá pouco jeito: pertence aos «mistérios de que somos administradores» (2ª leitura) – não para os resolver, mas «para ser fiel». «Agir como se tudo dependesse de nós; confiar como se tudo dependesse de Deus».
  12. NÃO DIGA NÃO A ESTE CURSO DE GESTÃO!

MANUEL ALTE DA VEIGA


Para ler os artigos online, escreva Liturgia Pagã no motor de busca Google e entre no site Aveiro e Cultura. Pode ainda usar o seguinte endereço:

http://www.prof2000.pt/users/avcultur/altedaveiga/litpag000.htm

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Erro e Sofrimento... ou a fragilidade que nos humaniza





Na vida há duas coisa pelas quais todos passamos: errar e sofrer. Na mesma medida passamos pelo contrário. acertar e a felicidade.


Foi na leitura da obra "O Olhar e o Ver", do jesuíta Vasco Pinto de Magalhães, que me inspirei na sistematização seguinte sobre as etapas da superação do sofrimento e do erro. Com efeito, é mais FÁCIL eu perdoar o outro que me magoa... do que perdoar-me a mim mesmo de algum erro que cometi.

Todas estas etapas são difíceis de se viver.

Em primeiro... Admitir.
Admito que erro, admito que errei. Fiz muitas coisas mal, fiz alguns crimes de des-amor na vida. Falta de atenção, carinho, falta de entrega, de partilha. Falta de algo que não fiz, de algo que fiz mal, de algo que fiz.


Depois, Relacionar.
Preciso de relacionar o mal que fiz com a minha vida, com os outros, com quem magoei, com o medo que senti, com o que não arrisquei. Preciso de relacionar a minha fragilidade, limitação e defeito com tudo aquilo que sou, com tudo o que é e rodeia a minha vida.

Começo o caminho ascendente em direcção ao perdoar-me a mim próprio quando consigo Relativizar.
Foi assim tão mau?! Teve assim consequências tão irreversíveis quanto as que pinto no meu coração e na minha mente?! Não será um pouco mais relativo?!


O passo mais difícil: Comunicar a Outro.
Contar-lhe tudo. Sujeitar-me a não ser aceite ao revelar os meus podres. Sujeitar-me a contar-me ao outro e não saber como vai reagir. Colocar-me na sua dependência. Ao contar-lhe os meus podres, o meu erro, a minha fragilidade ele vai ver o pior de mim. Será que me continuará a Amar mesmo assim?! Será que me perdoa?! Será que me aceita?!

É necessário uma coragem enorme para nos abrirmos e expôrmos ao outro. Damos-lhe o poder de nos rejeitar... ou de, ao invés, nos acolher.

Quando somos acolhidos, perdoados por outro... quando somos mesmo assim como somos, com as nossas falhas e limitações, amados... não há melhor na vida: o Amor incondicional!

Quando sou visto na minha mais premente fragilidade de erro e de defeito, e mesmo assim sou amado... é o passo de gigante para me conseguir aceitar a mim mesmo, para me conseguir finalmente perdoar daquilo que me aprisiona.

Experimentar a rejeição, depois a aceitação (ou nunca a aceitação mas sempre a rejeição... mesmo assim...) é a experiência vivida da redenção, como um castigo a que nos submetemos voluntariamente.

Errei, expus-me em verdade. Fui rejeitado ou fui amado... estou redimido. Fico na alegria ou então no silêncio, mas em paz!


Tirar proveito é a última etapa. De facto é o processo de aprender com os erros. Caí, queimei-me... Aprendi uma lição. Sou alguém melhor depois disto!


É assim a vida... avançar, cair, levantar, sorrir, ser feliz... Somos frágeis, somos humanos. É isso a beleza: cair, mas depois levantar-se.



























segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

S. Valentim para a Família...




É frenética a celebração de S. Valentim. Pegou moda comercial o jantar fora, os presentes...


Antes consumiam-se produtos, agora já as próprias pessoas são produtos que se consomem. Quando já não servem... deitam-se fora.

Preocupa-me viver numa sociedade que aos três meses ou quatro obriga a que ponhamos (depositemos) os filhos num sítio porque temos de ir trabalhar. Incomoda-me viver numa sociedade que é tão competitiva que não nos deixa passar tempo com os nossos pais, com os idosos, com a nossa namorada ou namorado, com a nossa esposa ou esposo, com os nossos filhos.

Numa semana em que se fala dos idosos, pela desgraça que acompanhámos na comunicação social, pela sociedade cada vez mais de competir, cada vez mais de ambição cega, cada vez mais de solidão, de desconfiança, de consumo, consumo, consumo...

... vale a pena aproveitar o dia de hoje para pensarmos nas relações que temos e que somos com os outros, vale a pena pensar o Amor, a Família...


por mim, prometo... há pouco menos de trezes anos mudei o curso da minha vida. Seria um bom padre, daqueles que arma estrilho. Mas o meu caminho era outro o da família... e sei que um dia serei um pai-marido dedicado e nos intervalos, vou mudar o mundo!

Bom dia de S. Valentim... que ele seja de Amor e não de namoricos!








5 regras (pelo menos) para a Felicidade - no Amor (entre duas pessoas)

O nosso Pe Tony Neves a dar moral na SIC... e não só!

1. Não confundir paixão com Amor

2. Olhar as acções e não apenas as palavras

3. Não há Amor sem comunhão plena do corpo e espírito

4. Coragem para mudar o que está mal

5. Quem ama não trai

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O incómodo dos mediocres [na política] - D. António Marcelino


























Quando Churchill, um jovem, fez a sua primeira intervenção política na Câmara dos Comuns, perguntou no fim a um velho amigo de seu pai, também ele homem da politica, o que pensava da sua intervenção: “Mal, meu rapaz, muito mal. Devias a aparecer mais tímido, a gaguejar um pouco, meio atrapalhado…Porque foste brilhante, arranjaste no mínimo trinta inimigos: os medíocres, os oportunistas, os ambiciosos. Porque só pensam em si, em defender o seu lugar e em conquistar posições de relevo, sentem-se incomodados com quem tem talento e pode passar-lhe à frente. Eles vão fazer tudo para te derrubar…”
O episódio repete-se e multiplica-se, porque a mediocridade cresce cá dentro, e quem tem valor procura outros ares… Há sempre lugares onde acolhimento e espaço todos aqueles que valem. As cliques políticas viciaram o ambiente e o vilão é sempre perigoso quando tem na mão a vara do poder. De qualquer poder. Para a máquina andar, tem de se lhe limpar da ferrugem. Haja quem tenha coragem e seja capaz desta difícil operação.


D. António Marcelino, bispo emérito de Aveiro.


in: Correio do Vouga, Opinião | | 09/02/2011 |

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

excelente resposta do Dr Rui Cruz

Excelente a resposta do Dr Rui Cruz.

As pessoas não deviam reagir assim, com insultos. Deviam e podiam ser mais ponderadas nas reacções e sempre que alguém, dentro da sua liberdade de expressão, dá a sua opinião sobre a vida pública do Concelho.

Dr Rui Cruz, um bem haja.


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Entre o Céu e o Inferno - Vagos FM - viva a DEMOCRACIA!

Esta edição causou polémica.
Falou-se sobre uma coisa comum que é alguns militantes pagarem quotas a outros militantes... por simpatia e caridade o fazem de certeza e eu atrevi-me a colocar isso em causa.

Muitas reacções e más interpretações houve...
No entanto, se se ouvir atentamente, perceber-se-á que falo de ALGUNS(ALGUMAS) militantes.. não de TODOS OS MILITANTES!

Portanto os militantes que nunca fizeram a evidência (que toda a gente sabe existir e fazer-se) não têm que se sentir visado nesta denúncia. Os que sim, sem vergonha pagam quotas a outros militantes para... o que quer que seja... deviam ter vergonha!

Assim se percebe que Vagos tenha os 800 militantes que o PSD local apregoa. Já estamos a ver o tipo de militantes que temos...

Ainda há dúvidas porque está o nosso país, região e concelho na lástima que está?!... É a qualidade dos políticos que temos... os poucos que se aproveitam, são abafados pelas máquinas (de TODOS os partidos).



Agradecido por todas as reacções, principalmente as boas.
Às más agradeço as observações que me permitiram crescer como ser humano em sociedade.
Às insultuosas e às "esquizofrénicas", não tenho reacção, apenas respeito. A educação é de cada um!

Viva Portugal! Viva Vagos! Viva a Democracia!
Abaixo o medo político, a coacção, o tráfico de influências e a intimidação a terceiros.

Novos desenvolvimentos para breve.


Pedro Neto

PS: Este programa fala também da Cimeira China-EUA!







quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

"of THEE I SING" by Barack Obama

No dia em que fez o discurso do Estado da Nação, e como ninguém motiva as pessoas à esperança com a sua credibilidade (coisa que aqui não temos em política... a última moda são os políticos boys armarem-se de autoridade moral e dizerem aos colegas políticos "tenham vergonha".. esta gente não tem espelho para se ver??!)



Chegou pelo correio o livro de Obama que é uma carta às filhas, honrando 13 personalidades da História dos EUA e explicando-lhes que eram gente como nós e que fizeram a diferença.

Cada um de nós pode fazer a diferença...
Por vezes acomodamo-nos e não ousamos por mais, não arriscamos, não saltamos.

E só depois no fim da vida é que percebemos o quanto poderiamos ter sido felizes se arriscássemos o extraordinário!

Espero um dia ter também filhos a quem possa escrever:

"Have I told you lately how wonderfull you are?
How the sound of your feet
running from afar
brings dancing rhythms to my day?
How you laugh
and sunshine spills into the room?"

E uma esposa a quem dedicar:

"To Michele - whose fierce love and daily good sense have nourished such wonderfull daughters"










Gestão na Igreja: desafios e propostas






“Estais no mundo, mas não sois do mundo” (S. Paulo)

Vivemos num tempo de convulsão social. A Igreja sofre hoje na pele o facto de o Estado a ter usado e, agora que já não precisa, lhe cortar as bases. Refiro-me a muitos serviços. O que tem mais mediatismo, hoje, é o da educação.
Escrevo este texto como cristão e membro activo da minha Igreja. É em autocrítica que escrevo.

A parábola dos talentos premeia o servo que bem gere e multiplica os talentos dados pelo Senhor. Nós temos andado a enterrá-los e a guardá-los com medo. Empatamos decisões, adiamo-las, “engonhamo-las”- uma expressão nada boa de se escrever, mas muito boa de se dizer para o caso.

Nós Igreja, somos uns “parolos”. Oferecemos continuadamente a outra face, como idiotas. Temos condições para tanto e não fazemos nada, para ser mais exacto: pouco mais que nada. Deus deu-nos tantos talentos e não fazemos nada deles.
Vamos por pontos, de facto, por talentos:

1. A Diocese (entre padres, instituições, paróquias, secretariados, seminário, cúria, paço episcopal) é dona de uma frota automóvel imensa. Uma carteira destas qualquer marca de automóveis, qualquer agente de seguros lutava para a ter. Seriamos clientes interessantíssimos e conseguiríamos preços com enormes vantagens. Mas assim…
Tenho informação de que este assunto já foi lançado, mas ao que parece não deu em nada ainda. Os carros são apenas um exemplo entre tantos que poderia dar.

2. A Diocese gere e fornece milhares de refeições e serviços sociais por dia nas suas inúmeras IPSS. Há dois anos foi criada uma comissão que estudaria a possibilidade de uma central de compras – ficou escrito do plano diocesano da acção sócio-caritativa. Em que ponto está essa situação? Aguardamos novidades sobre esta questão, sobre o que está a ser feito e porque não se faz mais.
Independente dela, porque não faz a Diocese, através de leigos gestores e comprometidos uma central de compras e venda retalhista, que forneça as instituições da Igreja com bons preços e que venda também ao mercado normal?

3. Na educação e no trabalho sócio-caritativo, andámos muitos anos a gerir mal os dinheiros que o Estado nos dava. Fomos também despesistas e maus gestores. A própria colocação de alguns dos professores nos colégios católicos não foi transparente. Isso hoje, limita-nos imenso a autoridade moral que temos para reivindicar financiamento do Estado, do dinheiro que é de todos nós. Não fomos responsáveis com os talentos que nos foram dados.
O trabalho sócio-caritativo é tão disperso, algumas instituições até se atropelam, e insistimos no assistencialismo dependente e não damos o passo seguinte para a capacitação e empoderamento dos pobres, para que eles o deixem de ser! Porquê? Queremos manter os nossos empregos? É esse o objectivo primeiro da nossa acção caritativa ou é o outro, o pobre que tem de o deixar de ser? O que nos diz o evangelho?
Não devemos ser apologistas da esmola dos fiéis ou dos subsídios contínuos do Estado. Isso é uma ilusão que uns anos depois ou antes, termina. Ou seja, os projectos têm de ser sustentáveis do ponto de vista financeiro, têm de ser geridos, nem numa lógica despesista, nem lucrativa, mas sustentável para manutenção e, se possível, para crescimento!

4. O Papa recentemente criou a Autoridade de Informação Financeira (http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=83530). E se houvesse igual transparência nas contas diocesanas e paroquiais? Sei por experiência própria que as instituições são geridas com boa vontade, quase sempre sem tempo. Por que não tirar tempo para lidar bem com as contas e apresentá-las de modo transparente? Tudo, desde o quanto se recebe do Estado para a maior IPSS da Diocese, até ao que o padre da paróquia da minha pequena aldeia de Santa Catarina cobra por baptismos ou funerais ou procissões. Quanto ganha em bruto um padre? Alguns muito… outros quase nada. É injusto isso.
Seguimos tanto o Papa nalgumas coisas, noutras, não é connosco. Os dinheiros do fundos diocesanos, como são geridos? Como são investidos? São-nos em acções eticamente responsáveis? O certo é que provavelmente são e confio plenamente que são, mas de facto que não sabemos! A transparência é pedida, mas não é dada.

5. Porque não investimos em criar empresas fornecedoras da Diocese? Empresas que sejam exemplos morais correctos, à luz do corporativismo cristão proposto por Paulo VI que sugere nem capitalismo, nem comunismo, mas um sistema justo que distribua a riqueza pelos trabalhadores! Um sistema que estabelece uma empresa que distribui os lucros pelos seus trabalhadores, pelos que fizeram a empresa ter sucesso e não apenas por accionistas invisíveis e especuladores (a grande causa da crise que vivemos e começou em 2008).

6. O Correio do Vouga... o jornal conhecido como “o jornal de Aveiro” por muitos anos. Desde há cerca de um ano, o triste desaparecimento do semanário “O Aveiro”, deixou um nicho aberto para o Correio do Vouga ser o único semanário de Aveiro, podendo tornar-se um órgão de comunicação social abrangente, em larga escala, como a Rádio Renascença o é a nível nacional. O Correio do Vouga pode e deve-se tornar um órgão de comunicação social de referência, um jornal de investigação, de reportagem, de notícias, continuando sempre a ser o que já é hoje: o Jornal da Diocese. Pode mesmo assim ser um exemplo de sucesso comercial, com receitas em publicidade e cumprindo a obrigação de informar, de ser referência. Porque não damos o salto?! Porque não colocamos a render os talentos que nos foram dados?!


A gestão em geral, e especialmente na Igreja, deve ser feita com competência, feitas por leigos profissionais nessa área, libertando os padres para a pastoral que é a sua verdadeira missão.

Urge recuperarmos autoridade moral; urge que sejamos exemplo em todas as frentes da sociedade para que assim sejamos farol. Evangelizar não é só dizer como se tem de fazer. É sobretudo, mostrar como se faz e isso é centralidade na pastoral, e em redor dela, a sustentabilidade.

“A Deus o que é de Deus, a César o que é de César”. Para sermos farol, não temos de falar de luz. Temos de mostrar luz.

in ::Correio do Vouga:: edição de 26 de Janeiro de 2011

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Jesus queria mudar o mundo, mas não sabia nada de estratégia para isso...



" (...) Quando se chega a uma localidade para abrir um negócio, quais são as coisas que se fazem logo?!

- fazer-se amigo dos políticos, dá jeito.
- fazer-se amigo dos bancários, para financiamento, dá jeito.
- fazer-se amigo da comunicação social, da publicidade... dá jeito ao negócio.
- Fazer-se amigo, em suma, das pessoas importantes e bem colocadas socialmente, nem que sejam só aparências...

Jesus Cristo não percebia nada de estratégia: dava-se com os publicanos, com prostitutas, com gente de má linha, gente pobre e humilde, dava-se com Zés ninguéns, John Doe's do tempo, samaritanos e pastores (as minorias discriminadas da altura)... Chegava aos templos e desfazia as bancas de comércio sem misericórdia. Seria impetuoso e forte?! Enérgico?.. o impressionante é que seria também um conciliador e motivador nato! Que mistura complicada!

Desafiava os saberes de entao, os fariseus especialistas doutores... ele um filho de carpinteiro! Parvo... diriamos hoje. Parece que não sabia remeter-se ao seu lugar. Era um incómodo. Devia medir pouco as consequências quando acreditava em alguma coisa. Tão certo é isso que.. acabou condenado à morte.

... e queria mudar o mundo desta maneira?!...(...)"


Aposto que até ia a reuniões nas reitorias de então, de t-shirt e sapatilhas... era apanhado desprevenido assim, sem mais nem quê quase de certeza e a reacção devia ser rir-se, a bom rir, dele próprio e das ilusões do mundo...


Mesmo assim... mudou o mundo, e continua a mudar todos os dias cada vez que alguém dá a mão a outro alguém.


* texto transcrito entre aspas corresponde a excerto (de memória) da homilía do Luís Francisco, pároco de Cantanhede, ontem Domingo.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

What if Church Marketed Like a Starbucks?!...


Hoje numa aula, a falar com os alunos (jovens, boa gente, equilibrados) sobre irem à missa, à Igreja. E a resposta sincera foi um "não me diz nada".

De facto, há paróquias, comunidades (principalmente as maiores) que não são acolhedoras, que não acrescentam nada de muito válido a gente que seja preenchida e espiritualmente desafiadora.

Anda-se devagar e a culpa não é só "dos padres". É de todos os que lá andam, o espírito com que lá andam, a profundidade com que lá andam.
De facto há missas que... entra-se e sai-se igual (espiritualmente) ou com mais frio e sono (fisicamente). A missa ser uma festa é um conceito bonito, mas na nossa Europa isso está longe de ser vivido.

E é tão óbvio quanto este vídeo...

sábado, 25 de dezembro de 2010

Merry Christmas, merry Peace...


"(...) Because this is the season when we celebrate the simplest yet most profound gift of all: the birth of a child who devoted his life to a message of peace, love, and redemption. A message that says no matter who we are, we are called to love one another – we are our brother’s keeper, we are our sister’s keeper, our separate stories in this big and busy world are really one. (...)"

Barack Obama

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Feliz Natal e um grande ano de 2011!







Um Bom Natal a todos...

e, já agora...

Um bom ano de 2011!...

Confesso que tenho um problema com passagens de ano. É que adoro o mês de Dezembro e a passagem de ano, marca invariavelmente o fim de Dezembro. Mas este ano, estou ansioso que o calendário mude e que chegue 2011. Tenho a sensação de que será um grande ano, infinitamente melhor que este que está a passar! Cheio de projectos (não muitos, mas alguns muito bons) e entusiasmo renovado, força e energia para pegar de novo no leme e fazer o veleiro rasgar as águas, sejam elas calmas, sejam elas tumultuosas. O que vier aí...

... estamos preparados!


Que nunca nos falte o sorriso deste Pai Natal... e já agora... a Coca Cola Nossa de Cada Dia!










* Recolha de fotografias do Pai Natal em campanhas de Natal da Coca Cola feita por António Neves (obvious blog)

Entre o Céu e o Inferno - Vagos FM

domingo, 19 de dezembro de 2010

Natal Laicista?!

O cristianismo está fora de moda, as escolas públicas não deviam dar expressão plural às religiões e filosofias dos cidadãos...

Então o que celebram (ou melhor, porque celebram) o Natal aqueles que nao acreditam e pior, criticam quem acredita em alguma coisa?!

Se eu fosse PM... havia os feriados civis para todos e tolerância de ponto para as solenidades religiosas para os cidadãos do país que fossem desta ou daquela religião, devidamente reconhecida...

e pronto... até a Economia ganhava com isto! Isto sim, seria um Estado Laico e promotor de pluralidade em vez da carneirada que todos querem... tantos os fanáticos religiosos, como os empalados laicistas que criticam tudo e todos, menos quando não dá jeito pessoal!


Agora... criticar o ensino privado cristão, criticar os retrógrados dos cristãos, criticar que na escola haja voz e lugar de educação para valores cristãos, judeus, hindus, muçulmanos (esvaziar a escola de valores) e depois ir celebrar o Natal?!...

Não vejo sentido...

Ah, desculpem... é a festa das famílias, dizem eles...

Festa das famílias é todas as noites, todos os jantares em casa, todos os serões, todos os Sábados de manhã preguiçosos, todos os sábados de tarde de actividades giras, todos os Domingos...



Nota desnecessária:
Defendo acerrimamente da Laicidade do Estado, da sociedade. Todos devem ter voz e liberdade para viver conforme as suas crenças e em respeito aos outros.
Sou crítico acérrimo do 'laicismo' actual... uma forma de silenciar tudo o que é diferente de mim ou que não me interessa... A maçonaria é hoje o expoente máximo dessa empaladez (palas dos burros e cavalos) que não são melhores que os que usavam a Igreja para controlo dos outros na Inquisição. Agora nao queimam ninguém na fogueira.. mas queimam de outras maneiras, em lume brando.. destroem as pessoas também..

Feliz Natal... mesmo a esses!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Let's make the light brighter!




This is the time to finish what you started
And this is no time to dream
This is the room
We can turn off the dark tonight
Maybe then we might see

And this is the ground
That keeps our feet from getting wet
And this is the sky over our head
And what you see depends on where you stand
And how you jump will tell you where you're gonna land


My oh my
Couldn't get much higher
Lets not kick out the darkness
Make the light brighter

And these are the hands
What are we gonna build with them?
This is the church you can't see
Give me your tired, your poor and huddled masses
You know they're yearning to breathe free


When you get to the top of the mountain
Will you tell me what you see
If you get to the top of the mountain
Remember me

sábado, 4 de dezembro de 2010