quarta-feira, 13 de julho de 2011



Não se nota, mas esta coisa da ORBIS dá trabalho de sapa também, chato mesmo, daquele que não apetece... tipo fazer cartas, passar recibos e fazer contabilidade, relatórios...

Aquelas coisas de sentir-me bem porque ajudamos e outros aquecimentos de coração que mais parece auto-ajuda do que resolver problemas de Desenvolvimento... isso dura a primeira semana. Depois passa e ou se continua, ou se desiste e vai-se aquecer o coraçãozinho com sorrisos e é tão bom ajudar para outro lado.

O trabalho é duro, de sapa, por vezes muito chato para pessoas pragmáticas e sem paciência. Muitas vezes estou aí, a desejar ter as mãos negras de terra. Não se vê. O que se vê é a pontinha final de alguma coisa que foi preparada com tanto tempo...

Como não sou anjinho, às vezes tenho uma inveja boa (ou mesmo má) daquelas fundações que têm grandes empresas a financiá-las, daquelas ONG que nascem de um grande padrinho institucional, daqueles políticos que com uma assinatura podiam alcançar num dia o que eu alcanço num ano de trabalho... tudo seria tão mais fácil.

Para que alguém tenha uma vida melhor lá longe, temos de transpirar cá a sério e na maior parte das vezes num trabalho que não se vê. Não sou de gabinete, confesso, já o confessei antes. Dá mais gozo trabalhar na construção de uma escola em Mulalo (uma aldeia no leste de Angola), do que estar num gabinete por mais bonito que ele seja. As paredes parece que nos limitam a criatividade e a energia para encontrar soluções.


Estava eu num dia desses de fúria, quando vi este vídeo e me lembrei que o fixe da ORBIS é que é feita por gente que sozinha não é sonante e cuja força reside afinal na união.

Juntam-se uns caramelos e fazem acontecer... como aquele miúdo ingénuo que pegou sozinho na árvore caída para a tirar do caminho e ela não se mexia sequer, mas por acreditar, os outros juntaram-se e acreditaram também, até que se juntaram os suficientes e fizeram o milagre.

Desta vez aconteceu o milagre, e foi feito por crianças a dançar...

Até a dançar se muda o mundo... quem me dera saber fazê-lo...


... talvez me livrasse do trabalho de gabinete?!


;-)










segunda-feira, 11 de julho de 2011

have no respect for the status quo




"Here's to the crazy ones. The misfits. The rebels. The troublemakers. The round pegs in the square holes. The ones who see things differently. They're not fond of rules, and they have no respect for the status quo. You can quote them, disagree with them, glorify and vilify them. About the only thing you can't do is ignore them because they change things. They push the human race forward. And while some may see them as crazy, we see genius. Because the people who are crazy enough to think they can change the world, are the ones who do."

terça-feira, 21 de junho de 2011

no street's with no name...

Se isto fosse ao metro... tinha chegado hoje ao meio do trabalho.
Bate certo aproximadamente...


... e se fizermos que chegue, talvez um dia já lá não hajam ruas, nem pessoas...
sem nome...






Africa rises...



sexta-feira, 17 de junho de 2011

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Para ser grande, sê inteiro..




Para ser grande, sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui. 
Sê todo em cada coisa. 
Põe quanto és No mínimo que fazes. 
Assim em cada lago a lua toda Brilha, porque alta vive...



Fernando Pessoa
(a propósito do seu aniversário... hoje)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Entre o Céu e o Inferno - Vagos FM

Serão as pessoas dos partidos políticos latas de atum para se rotularem?!...

Em alguns sítios, parece que sim..

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Fanatismos partidários - entre o céu e o inferno - vagos fm

Os 5 protagonistas da campanha: o avô simpático Jerónimo, o pregador arreigado de veias em ebulição Louçã, o gozão Portas, a determinação e cansaço de Socrates, a inexperiência* e ar fresco de Passos Coelho...

- o Fanatismo "religioso" de alguns militantes pelo seu partido-religião-cacique... que perigo!

- Vá votar Domingo!

- Bom fim de semana!!!




sexta-feira, 20 de maio de 2011

Pensar Global da ORBIS na Vagos FM - NOVE ANOS da Independência de TIMOR-LORO SAE





Entre o Céu e o Inferno - Vagos FM

- Angela Merkel e os seus enganos populistas a semear não se sabe bem o quê...

- a nossa triste e mediocre campanha para as legislativas, por parte de alguns líderes partidários

+ sarau desportivo em Vagos

+ oferta cultural da noite de 19 de Maio em Aveiro!




* perdoem o cansaço da hora avançada que a gravação transparece.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Todos caímos e todos nos podemos levantar

Em crioulo, Homem diz-se ‘pecador’.

Impressiona esta naturalidade como se encara a humanidade da pessoa naquelas paragens. O pecado, a falha, o defeito é natural. É humano!

Aceitamos pouco isso por cá. Em cada erro próprio, martirizamo-nos. Em cada erro de outrem, crucificamo-lo como se fosse inumano errar, mais, como se nós nunca errássemos.

Procuramos sempre, primeiro que resolver, o culpado!

Quando alguém expõe as suas ideias ou visão, critica-se muito a pessoa. Vamos ao ataque pessoal, em vez da crítica salutar das ideias, das políticas, dos actos. Confunde-se a pessoa, a sua dignidade e bondade, com o seu ponto de vista.

No debate político depressa se resvala para a ofensa pessoal. Os nossos políticos passam a vida a chamar nomes e a insultarem-se, para minutos depois pedirem que a ‘campanha’ seja elevada e sem insultos (só por parte dos outros ou de todos, o próprio incluído?).

Nas próprias relações pessoais, por vezes levados ao cúmulo do consumismo (enquanto serve e apetece, tudo bem! Ao primeiro sinal de que já não serve, desiste-se e deita-se fora) falta por vezes esta perspectiva do erro natural, tão natural quanto o perdão e o crescimento mútuo.

Vários problemas, uma origem comum: somos farisaicos a avaliar o outro, cegos avaliarmo-nos a nós mesmos.

Falhar é normal. Acertar também. E é nessa cadência que devemos encarar com nobreza e felicidade o caminho que se faz, cheio de histórias para contar no fim, precisamente por isso, porque caímos, mas levantámo-nos, porque vimos alguém a cair e em vez de o pisarmos, ajudamo-lo a reerguer-se melhor ainda do que o que era antes e isso tudo apesar de ele ter ideias e perspectivas diferentes das nossas, seja na vida pessoal, familiar, social, profissional, política... todas as frentes em que andarmos metidos!

Talvez assim as coisas fossem mais duradouras e por isso mesmo profundas e ricas. Talvez o mundo fosse melhor e a generalidade das pessoas mais felizes porque menos... pecadoras!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

entre o Céu e o Inferno - Vagos FM

Bom dia!

quase com uma semana de atraso... aqui vai o programa da Vagos FM.

Aproveito o atraso para partilhar algumas ideias sobre o programa para explicar alguns engasganços, silêncios, essas coisas que podia arranjar, mas...

Esta rúbrica é feita para o programa da Vagos FM. Todas as semanas, todos os dias, um comentador diferente.
Cabem-me as sextas feiras e sei o privilégio que é poder dar opinião sobre as coisas e partilhá-la com todas as pessoas que ouvem. Marcando o início do dia de tanta gente, sabendo que tenho a oportunidade de as colocar mais bem dispostas (ou não), de as colocar a pensar sobre qualquer coisa, de tentar que elas também tenham opinião e a usem para mudar as circunstâncias, para mudar o mundo.

Por tudo isto, um obrigado sincero à Vagos FM pela oportunidade.

Por vezes o tempo é mais, outras vezes menos, umas vezes consigo passar na rádio e gravar lá, outras vezes é no meu computador, outras vezes por telefone... às vezes sai melhor, outras pior.

Por opção, não escrevo o texto, para não o ler. Escrevo apenas uns tópicos para guião. Prefiro enganar-me, hesitar, prefiro ter coragem, ou às vezes nem pensar para não perder.. a coragem. Prefiro pensar até enquanto gravo mesmo e colocar isso para fora. O mais importante não é dizer bem, mas dizer com verdade e naturalidade. Não uma verdade absoluta, porque todas as opiniões podem ser demonstradas com outro ponto de vista, desde que não se ofenda ninguém, nem se ofenda a verdade.

Não sendo profissional da palavra, posso ter essa liberdade de fazer mal, mas fazer com sinceridade, verdade e consciência e é por isso que sei, pelo feed que vou recebendo, que vou sendo ouvido e que interfiro num dos bons dias da semana das pessoas...

À Vagos FM muito obrigado pela oportunidade e espero continuar e a estar à altura e a contribuir sempre mais para que a rádio tenha bons conteúdos.
A todos quanto ouvem e mereço a atenção de 3 ou 4 minutos do vosso dia... muito obrigado por isso, pelos feedbacks que têem sido muitos e pela troca de ideias.

Como escreveu Pessoa, pelo sonho é que vamos!
Continuemos a sonhar e, consequentemente, a fazer acontecer!
Pedro

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Talvez fosse subversivo...


"You are my friends, and the greatest love a person can have for his friends is to give is life for them."


A pessoa que disse isto, disse-o num jantar. Já em ambiente de fim de jantar, ambiente leve, de sobremesa, quando ainda se convive, mas já se sente o impulso de se levantarem e irem para a sala, ou buscar o café, ou à rua, os que vão fumar o seu cigarro e voltar ao convívio.

A pessoa que disse isto, disse-o à 2000 anos. Se vivesse hoje, di-lo-ia de novo.

Se vivesse hoje, talvez fosse rebelde da paz na Líbia, uma criança judia num colonato, um palestiniano sem comida para dar à família na faixa de gaza. Talvez fosse um emigrante mexicano num deserto do Texas, talvez fosse um camponês ou mineiro na América latina, ou um operário na china.

Talvez fosse um angolano que vendesse carvão, talvez fosse um africano num bairro de lata de Espanha ou Portugal, promotor de reuniões de organização da comunidade. Talvez fosse um jovem europeu, cheio de estudos, mas que só tivesse ofertas de trabalho à experiência gratuitos.

Talvez fosse uma mulher frágil, das ameaças do ex-marido que a enganou, vivendo com um ordenado pequeno e instável para ela e os filhos. Talvez fosse um jovem catequista a tentar mudar o vazio artificial da fé da sua paróquia preocupada com o status, talvez fosse um militante de um partido pequeno, numa terra dominada por um partido grande.

Talvez fosse amigo de prostitutas, talvez comesse com os sem abrigo, talvez fosse um empresário empreendedor à procura de criar riqueza e distribuí-la por si e pelos trabalhadores a quem tenta dar emprego, talvez fosse um padre com ideias de uma Igreja muito humana, talvez fosse professor e sonhador, talvez fosse visto como subversivo, talvez fosse surfista, skater, talvez fosse amigo de toxicodependentes, talvez ligasse pouco a dinheiro e a burocracias, talvez dissesse o que dizia antes, talvez espalhasse amor por onde passava, talvez fosse morto ainda mais depressa pelos poderosos que usam o poder, não para os outros, mas para si mesmos.

Talvez - não, disso tenho a certeza - désse de novo a vida pelos seus amigos, porque foi afinal a sua mensagem de amor que o matou.

Que bom seria se ele vencesse a morte e ressuscitasse depois... era sinal que o Amor é maior que o poder, o controlo, o egoísmo, a chantagem, a opressão. Era sinal que o Amor, vence tudo e a vida é o que perdura depois!



:: in jornal diocesano 'Correio do Vouga'::

image credits: "The Passion of The Christ", interpretado por Jim Caviezel

domingo, 27 de março de 2011

Comunicar não é falar a minha linguagem


A Igreja insiste em falar Latim.
Nao me refiro ao Latim, a língua morta. Refiro-me a maneiras muito correctas, sãs, santas e doutas de comunicar, mas que não funcionam.

Para comunicar é necessário haver três canais a funcionar bem entre si.
o emissor, o canal, o receptor.

Geralmente é o emissor que tem interesse em que a mensagem chegue ao receptor. Por isso é por demais lógico que o emissor estude o tipo de linguagem que motiva e atrai o receptor e depois dar essas mesmas cores à mensagem que quer transmitir.


Esta imagem é essa. Jesus com um chimarrão de ERVA MATE, um costume omnipresente na América Latina.

Podiam ter feito uma cruz de madeira gigante e imponente, podiam ter colocado um Cristo de olhos azuis a contemplar o Alto de cabeça inclinada. Podiam ter colocado uma frase em Latim por baixo.

Mas não. escolheram um desenho alegre, um rosto a oferecer uma coisa boa, do dia-a-dia. Erva Mate.

Quando é que deixamos o Latim e pegamos na erva mate?



domingo, 27 de fevereiro de 2011

NÃO DIGA NÃO A ESTE CURSO DE GESTÃO!


Evangelho Segundo Mateus, 6,24-34 (o deste Domingo).

texto do Professor Manuel Alte da Veiga






Gestão garantida do dia-a-dia, seja como for o seu dia.

Os negócios andam no melhor? Ou caiu na fossa? Procura casar-se? Doença grave? Quer ser Ministro? Não gosta do Governo? Planeamento familiar? Não tem cheta sequer para comer?


Pois não há problema que resista a este CURSO BREVE DE GESTÃO. O sucesso garantido, por muito bem ou muito mal que lhe corra o dia. É uma receita diariamente infalível.


Talvez preferisse outra coisa, mas o senhor responsável por este curso dá pelo nome de Jesus de Nazaré.


À volta do núcleo duro, aqui vão alguns conteúdos programáticos (por economia de espaço, põe-se tudo no masculino):


1. Não ande preocupado em como sair da fossa ou aumentar o negócio. Isto é, não dê cabo do dia, sempre à volta desse pensamento. (Mateus, o primeiro relator deste curso – já lá vão 2000 anos de sucessos! – usa muito o verbo grego merimnao, com o sentido principal de se deixar encher de preocupações).

  1. Relaxe, contemplando o voo das aves, a fauna selvagem, o cheirinho dos campos em flor ou não, as paisagens que mais o encantam. Se gosta de história, lembre, por exemplo, os tempos do rei Salomão, que envelheceu a pensar no melhor palácio, na roupagem mais digna de um rei, na melhor composição poética, em como gerir centenas de concubinas… Ou veja um filme de encher as medidas.
  2. Você é que é senhor de si mesmo: não se venda a ninguém – e quanto mais rico ou poderoso for esse alguém, mais preso fica. Já custa ter um só patrão, quanto mais dois. NOTA IMPORTANTE: isto não se aplica, se o patrão ou patrões fizeram este curso com sucesso.
  3. Repita: não preocupe o dia todo com coisas como ser o mais sexy, o melhor orador, o mais elegante no clube, o corpo mais bem feitinho em toda a costa portuguesa… Nem quebre a cabeça para ser o melhor chefe, o melhor bispo, o melhor empresário, etc., etc..
  4. «Não faça qualquer juízo antes do tempo» (2ª leitura). Arrisca-se a queimar os fusíveis… Aliás, a vida é uma montanha russa (que são cada vez mais estonteantes).
  5. Como vê, é o administrador do seu dia. «Ora o que se requer nos administradores é que sejam fiéis» (2ª leitura). Portanto, não faça batota quanto à regra do curso (há só uma):
  6. Tudo o que eu fizer, tudo o que os outros fizerem, melhor ou pior, e às vezes só com boas intenções – todas essas acções devem reflectir uma só preocupação: guiar-se pelo princípio da Justiça. Estou a utilizar a minha fome, o meu dinheiro, o meu prazer, a minha inteligência, a minha doença… como estímulo para mais justiça? Ou faço batota? Procuro facilitar que os outros sejam felizes?
  7. Portanto, viva a riqueza ou pobreza como lutador pela justiça. Se tem que pedir esmola, faça desse acto uma denúncia da injustiça e organize-se em grupos que lembrem a justiça e procurem métodos de a concretizar (provérbio inglês: «pouco a pouco, mas infalivelmente, a maré vai subindo»). Se for pessoa de muito poder na sociedade, não perca a maré…
  8. Vá descobrindo que há alguém (1ª leitura) que o quer ajudar a ter sucesso na vida: a ser modelo, a ordenar um país, a aguentar os filhos, a combater a fome… O seu sucesso, dependerá do sucesso de todas as pessoas.
  9. O responsável e criador deste curso sabia que a Justiça é a grande «definição» de Deus (ideia já secular, naquele tempo). Também sabia que nenhum projecto humano é consistente se não nos sentimos num ambiente afectuoso. O acolhimento, o entusiasmo e a ternura… não se encontram também na maneira como Deus e Jesus se relacionavam? (evangelho e 1ª leitura).
  10. O seu dia-a-dia pouco muda de aparência. Mas a vida mudou radicalmente: infalivelmente, a opção fundamental deste curso orienta as nossas pequeninas acções, e a luta pela justiça será um prazer. Aliás, estamos num projecto que inclui todas as gerações pelos tempos fora, onde cada qual deve agir como companheiro (1ª leitura).
  11. O «jeito» de Deus muitas vezes dá pouco jeito: pertence aos «mistérios de que somos administradores» (2ª leitura) – não para os resolver, mas «para ser fiel». «Agir como se tudo dependesse de nós; confiar como se tudo dependesse de Deus».
  12. NÃO DIGA NÃO A ESTE CURSO DE GESTÃO!

MANUEL ALTE DA VEIGA


Para ler os artigos online, escreva Liturgia Pagã no motor de busca Google e entre no site Aveiro e Cultura. Pode ainda usar o seguinte endereço:

http://www.prof2000.pt/users/avcultur/altedaveiga/litpag000.htm

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Erro e Sofrimento... ou a fragilidade que nos humaniza





Na vida há duas coisa pelas quais todos passamos: errar e sofrer. Na mesma medida passamos pelo contrário. acertar e a felicidade.


Foi na leitura da obra "O Olhar e o Ver", do jesuíta Vasco Pinto de Magalhães, que me inspirei na sistematização seguinte sobre as etapas da superação do sofrimento e do erro. Com efeito, é mais FÁCIL eu perdoar o outro que me magoa... do que perdoar-me a mim mesmo de algum erro que cometi.

Todas estas etapas são difíceis de se viver.

Em primeiro... Admitir.
Admito que erro, admito que errei. Fiz muitas coisas mal, fiz alguns crimes de des-amor na vida. Falta de atenção, carinho, falta de entrega, de partilha. Falta de algo que não fiz, de algo que fiz mal, de algo que fiz.


Depois, Relacionar.
Preciso de relacionar o mal que fiz com a minha vida, com os outros, com quem magoei, com o medo que senti, com o que não arrisquei. Preciso de relacionar a minha fragilidade, limitação e defeito com tudo aquilo que sou, com tudo o que é e rodeia a minha vida.

Começo o caminho ascendente em direcção ao perdoar-me a mim próprio quando consigo Relativizar.
Foi assim tão mau?! Teve assim consequências tão irreversíveis quanto as que pinto no meu coração e na minha mente?! Não será um pouco mais relativo?!


O passo mais difícil: Comunicar a Outro.
Contar-lhe tudo. Sujeitar-me a não ser aceite ao revelar os meus podres. Sujeitar-me a contar-me ao outro e não saber como vai reagir. Colocar-me na sua dependência. Ao contar-lhe os meus podres, o meu erro, a minha fragilidade ele vai ver o pior de mim. Será que me continuará a Amar mesmo assim?! Será que me perdoa?! Será que me aceita?!

É necessário uma coragem enorme para nos abrirmos e expôrmos ao outro. Damos-lhe o poder de nos rejeitar... ou de, ao invés, nos acolher.

Quando somos acolhidos, perdoados por outro... quando somos mesmo assim como somos, com as nossas falhas e limitações, amados... não há melhor na vida: o Amor incondicional!

Quando sou visto na minha mais premente fragilidade de erro e de defeito, e mesmo assim sou amado... é o passo de gigante para me conseguir aceitar a mim mesmo, para me conseguir finalmente perdoar daquilo que me aprisiona.

Experimentar a rejeição, depois a aceitação (ou nunca a aceitação mas sempre a rejeição... mesmo assim...) é a experiência vivida da redenção, como um castigo a que nos submetemos voluntariamente.

Errei, expus-me em verdade. Fui rejeitado ou fui amado... estou redimido. Fico na alegria ou então no silêncio, mas em paz!


Tirar proveito é a última etapa. De facto é o processo de aprender com os erros. Caí, queimei-me... Aprendi uma lição. Sou alguém melhor depois disto!


É assim a vida... avançar, cair, levantar, sorrir, ser feliz... Somos frágeis, somos humanos. É isso a beleza: cair, mas depois levantar-se.



























segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

S. Valentim para a Família...




É frenética a celebração de S. Valentim. Pegou moda comercial o jantar fora, os presentes...


Antes consumiam-se produtos, agora já as próprias pessoas são produtos que se consomem. Quando já não servem... deitam-se fora.

Preocupa-me viver numa sociedade que aos três meses ou quatro obriga a que ponhamos (depositemos) os filhos num sítio porque temos de ir trabalhar. Incomoda-me viver numa sociedade que é tão competitiva que não nos deixa passar tempo com os nossos pais, com os idosos, com a nossa namorada ou namorado, com a nossa esposa ou esposo, com os nossos filhos.

Numa semana em que se fala dos idosos, pela desgraça que acompanhámos na comunicação social, pela sociedade cada vez mais de competir, cada vez mais de ambição cega, cada vez mais de solidão, de desconfiança, de consumo, consumo, consumo...

... vale a pena aproveitar o dia de hoje para pensarmos nas relações que temos e que somos com os outros, vale a pena pensar o Amor, a Família...


por mim, prometo... há pouco menos de trezes anos mudei o curso da minha vida. Seria um bom padre, daqueles que arma estrilho. Mas o meu caminho era outro o da família... e sei que um dia serei um pai-marido dedicado e nos intervalos, vou mudar o mundo!

Bom dia de S. Valentim... que ele seja de Amor e não de namoricos!








5 regras (pelo menos) para a Felicidade - no Amor (entre duas pessoas)

O nosso Pe Tony Neves a dar moral na SIC... e não só!

1. Não confundir paixão com Amor

2. Olhar as acções e não apenas as palavras

3. Não há Amor sem comunhão plena do corpo e espírito

4. Coragem para mudar o que está mal

5. Quem ama não trai

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O incómodo dos mediocres [na política] - D. António Marcelino


























Quando Churchill, um jovem, fez a sua primeira intervenção política na Câmara dos Comuns, perguntou no fim a um velho amigo de seu pai, também ele homem da politica, o que pensava da sua intervenção: “Mal, meu rapaz, muito mal. Devias a aparecer mais tímido, a gaguejar um pouco, meio atrapalhado…Porque foste brilhante, arranjaste no mínimo trinta inimigos: os medíocres, os oportunistas, os ambiciosos. Porque só pensam em si, em defender o seu lugar e em conquistar posições de relevo, sentem-se incomodados com quem tem talento e pode passar-lhe à frente. Eles vão fazer tudo para te derrubar…”
O episódio repete-se e multiplica-se, porque a mediocridade cresce cá dentro, e quem tem valor procura outros ares… Há sempre lugares onde acolhimento e espaço todos aqueles que valem. As cliques políticas viciaram o ambiente e o vilão é sempre perigoso quando tem na mão a vara do poder. De qualquer poder. Para a máquina andar, tem de se lhe limpar da ferrugem. Haja quem tenha coragem e seja capaz desta difícil operação.


D. António Marcelino, bispo emérito de Aveiro.


in: Correio do Vouga, Opinião | | 09/02/2011 |

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

excelente resposta do Dr Rui Cruz

Excelente a resposta do Dr Rui Cruz.

As pessoas não deviam reagir assim, com insultos. Deviam e podiam ser mais ponderadas nas reacções e sempre que alguém, dentro da sua liberdade de expressão, dá a sua opinião sobre a vida pública do Concelho.

Dr Rui Cruz, um bem haja.