quinta-feira, 8 de julho de 2010

Hoy es un hermoso dia...

A mensagem nós temo-la...

... mas por vezes, não a sabemos fazer passar e chegar ao destino.


A energia que move a vida e o mundo - naquilo que é mais fundo - são as relações humanas, e o veículo delas é a Comunicação.
Deviamos, por isso, dedicar-lhe mais tempo.
Mais tempo a aprimorar o modo como interagimos, o modo como chegamos ao entedimento do outro, o modo como comunicamos com ele.

Seja no trabalho, na empresa, na família, na equipa, no partido, no grupo de amigos... seja no que fôr...




Come Up - Very soon... Moving Up the way you Communicate



quarta-feira, 23 de junho de 2010

2. Louise Bonnet





Esta semana partiu para a França natal a Irmã Louise Bonnet. Nos seus 80 e muitos anos, esteve na Diocese de Aveiro activa com a sua comunidade no Bairro de Santiago em Aveiro, na visita aos presos, na pastoral dos ciganos. Esteve também no Secretariado Diocesano de Animação Missionária. Foi para mim uma presença sempre activa, sempre atenta ao que era preciso fazer. Sempre com uma palavra para o que devia fazer de outra maneira, para o que eu devia insistir, desistir, sempre a desinstalar-nos quando nos púnhamos a olhar para perto em vez de termos o olhos postos mais para a frente, mais para cima.

Sempre, em qualquer coisa que escrevia ou dizia, tinha sempre o seu feedback, fossem coisas que gostasse ou não de ouvir, ouvia-as. Uma vez escrevi alguma coisa sobre o Hugo Chavez e tive resposta dela, elaborada e desinstaladora, mostrando a humanidade da Esquerda e da Direita. O Amor de Deus cabe em todo o lado, tal como o trabalho social da Igreja. É uma activista, no bom e terno sentido da palavra.

Precisamos de gente assim na nossa Igreja. Sem medo de falar, sem medo de pensar e sobretudo, sem medo de Agir. Há que ser farol neste mundo de corrida.

Obrigado Irmã por ter caminhado connosco. Obrigado pelo esforço às vezes tão difícil e inglório de fazer animação missionária, de propôr, voltar a propôr, voltar a fazer até que resulte.

Obrigado Irmã por si. Prometo-lhe que vamos conseguir falar desse Cristo sofredor no Irmão mais pobre que merece ser glorificado. Bem aventurados os pobres, porque deles é o reino dos Céus.



AVEIRO, 20 DE JUNHO DE 2010

:: CORREIO DO VOUGA - Edição de 23 de Junho de 2010 ::

1. PORTUGAL - COREIA DO NORTE

Na altura em que escrevo estas linhas ainda não sei o resultado do jogo de Portugal com a Coreia do Norte. Mas sei o resultado do último jogo entre estas duas selecções, no mundial de 1966 na Inglaterra.

Como agora, naquele tempo, ninguém sabia nada da Coreia do Norte e era mesmo o único país da Ásia a participar naquele Mundial.

Antes de jogar com Portugal, a Coreia do Norte eliminou a Itália. A estrondosa Itália! A Selecção do calccio estava tão segura da vitória sobre a Coreia que já tinha reservado estadia no Seminário Jesuíta, em Liverpool, onde jogariam contra Portugal.

Correu-lhes mal... e acabaram por ceder a reserva para a selecção da Coreia. Os jogadores nunca tinham visto uma imagem de um homem pregado na cruz, com uma coroa de espinhos. Não sabiam quem era ou o que significava aquele objecto pendurado em todos os quartos.

Esses jogadores, já heróis, cedo fizeram 3 – 0 no marcador. No fim do jogo, o Eusébio e o José Augusto tinham dado a volta ao marcador e Portugal venceu o jogo.

Voltaram depois à Coreia do Norte... Nunca mais se soube nada deles até à pouco tempo. Uma tragédia contra os Direitos Humanos.

Conta-se que foi por terem perdido contra Portugal, conta-se que foi porque tiveram conduta não própria nos festejos de Itália desonrando a Coreia. O que se sabe ao certo é que alguns dos heróis da selecção foram condenados a trabalhos forçados como lenhadores, outros condenados ao longo e solitário exílio.

Desses, hoje restam vivos sete. Gosto de os pensar com a vida refeita. Gosto de imaginar que vão ver / viram o jogo de Portugal – Coreia do Norte num sofá confortável e sem preocupação de que os que jogam nestes dias pela sua selecção não passarão, seja qual for o resultado por outra história parecida.

De facto, Kim Jong Il, quando subiu ao poder libertou a maioria dos jogadores por ser fã de futebol. Oxalá fosse fã também do seu país e o libertasse também finalmente de outras coisas a que o prende!

AVEIRO, 20 DE JUNHO DE 2010

:: CORREIO DO VOUGA - Edição de 23 de Junho de 2010 ::

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O exemplo que vem de cima

Em 2008 rebenta uma crise económica. As taxas de muitas coisas, mas a que resumo aqui o nome a “taxas de lucros” dos mais variados tipos e feitios esticaram tanto a corda dos orçamentos das famílias americanas que, elas as deixaram de pagar.

Qual pânico de telenovela, vem tudo por aí abaixo. Os governos injectam milhões nas empresas “muito grandes para caírem” sob justificação de salvar o sistema e assumindo que os défices nacionais aumentariam, mas tinha mesmo de ser assim.

Dois anos depois os mesmos que foram salvos pelos governos (agências de rating, vulgo subsidiárias da banca e das bolsas) apontam os dedos aos governos que, para os salvarem, são agora despesistas e maus gestores.

A solidariedade acabou!... há que aumentar a taxa de risco desses estados com elevado défice. Como elevado défice todos têem (por causa da crise), ataca-se os mais pequenos. Grécia, Espanha, Portugal, Itália...

Em Portugal, a medida que muitos políticos dizem que é populista, é, para mim, questão de exemplo. Exemplo que vem de cima. Retirar um 13º mês dá tanto impacto como baixar os ordenados dos políticos e dos cargos de nomeação do governo nacional e governos nacionais.

Mas o exemplo é sobretudo, não uma medida, mas a medida. Aquela que melhor demonstra que estamos todos no mesmo barco e que todos temos de nos esforçar.

Pena que na prática, menos 5% de ordenado, abate o IRS que se pagaria a mais com a subida de 1,5 %. Vai tudo dar ao mesmo... mas fica aparentemente o exemplo de que todos... os que causaram a crise e, vá lá, por solidariedade a estes, também os que nunca as causaram, mas sempre as pagaram: ‘nós, o Povo’.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Every last man in Shawshank felt free...




I have no idea to this day what those two Italian ladies were singing about. Truth is, I don't want to know. Some things are better left unsaid. I'd like to think they were singing about something so beautiful it can't be expressed in words, and it makes your heart ache because of it. I tell you, those voices soared higher and farther than anybody in a grey place dares to dream. It was as if some beautiful bird had flapped into our drab little cage and made these walls dissolve away, and for the briefest of moments, every last man in Shawshank felt free.

Vocação para andar na RUA

Foi no Domingo passado, concluiu-se mais uma semana de oração pelas vocações.

É um tema que me toca sempre. Desde pequeno é reflexão que faço, quase todos os dias. O que quero da vida? O que quer Deus que eu faça da vida? Vou caminhando conforme sinto que Deus sopra.

Se olhar mais para longe, não para a minha vocação ou a deste ou daquele sinto outras preocupações.

Foi no Domingo passado, dizia eu, o sacerdote dizia na sua comunicação semanal mais importante, a homilia, que Jesus Cristo não era de se trazer por casa, dentro de portas, nem sequer no templo, muito menos durante uma hora por semana.

Mas de facto, por vezes somos assim cristãos envergonhados, ou talvez nem seja isso, somos des-incomodados.

Ser cristão incomoda. Dá trabalho. Obriga-nos à coerência do quotidiano, à bondade, à protecção dos que mais necessitam, obriga-nos ao sentido de justiça, aquela justiça que não é a do nosso olhar, a da nossa perspectiva, mas a da comunidade, do movimento, paroquia, partido politico, associação, local de trabalho, família.

Não é fácil não atirar pedras aos pecadores. Não é fácil reagir sem atirar pedras quando elas nos são arremessadas a nós.

Ser cristão incomoda. Dá trabalho. No dia em que também se celebrou a Liberdade (25 de Abril) perceber que a Liberdade não abunda na casa do mais pobre e cada vez são mais os que sofrem privações do nosso sistema económico.

Que cada vez mais se pode falar menos. Nunca tantas opiniões foram dadas, mas nunca tão pouco se ouviu. Nunca tanta liberdade houve, mas nunca como agora quase não se pode falar contra a corrente nos locais de trabalho, nos partidos políticos, nas escolas, nos grupos...

Temos de confiar na nossa vocação, àquilo a que somos chamados: ser no mundo significância, sem nos perdermos no caminho a que as pedras grandes obrigam o rio a contornar.

Temos de ser sinal, humano e com limitações é certo, de coragem e rectidão, com a consciência de que estes sem honradez pouco valem.

Temos de ser voz e exemplo, de ser Igreja que acolhe o homem e a mulher por igual, que grita pelos excluídos e que não exclui ninguém, muito menos quem mais necessita do Pão, que denuncia a injustiça e pratica o equilíbrio.

É por este caminho que a Igreja será sempre farol, de outro modo, ficaremos a falar sozinhos e sempre à procura da vocação de sacristia, porque lá fora dir-se-á mal da Igreja e dos Cristãos, seja isso com conhecimento de causa ou a mais pura e laicista ignorância.

Só que, a nossa vocação é mesmo andar na Rua, ser a exemplo do Mestre, a voz doce que incomoda e desinstala, e no fim de contas... marca o ritmo.



In :: jornal 'CORREIO DO VOUGA'




domingo, 25 de abril de 2010

25 de Abril... dia da Liberdade... mas também da Justiça!*

* ou pelo menos devia ser.


Na madrugada de 25 de Abril de 1974, um jovem capitão de 29 anos reuniu os seus homens da Escola Prática de Cavalaria de Santarém. Falou-lhes do estado a que Portugal chegara e terminou dizendo: «quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!».

Vieram todos, sem excepção, mesmo sabendo que corriam riscos, incluindo o risco de não regressar com vida. Ao fim de algumas horas, caía um regime cansado de guerra. É por isso que aqui estamos hoje.

Foram eles os filhos da madrugada. Não caminharam para Lisboa em busca de cargos ou de lugares. Não vieram à procura de um lugar na História – e é justamente por isso que o merecem.

Como o retratou Sophia de Mello Breyner, Salgueiro Maia foi «aquele que deu tudo e não pediu a paga». Um exemplo notável para muitos Portugueses dos nossos dias, que tantas vezes cedem às seduções vazias e efémeras da sociedade de consumo e outras tantas vezes medem o valor dos homens pelo dinheiro ou pelos bens que ostentam.

Aqueles que saíram de Santarém, de Mafra, de Tancos, de Santa Margarida, de Estremoz ou de Vendas Novas rumaram a Lisboa porque não se conformaram com o País em que viviam. Vieram todos, porque todos queriam mudar. Queriam um país livre.

(...)

Aqueles que sempre viveram em liberdade desconhecem o seu preço. Em larga medida, só nos apercebemos do valor das coisas quando nos vemos privados delas. A melhor lição de liberdade é a experiência da não liberdade. [NÃO CONCORDO COM ESTA PARTE.. não é matemática a ideia da afirmação]

(...)

O 25 de Abril foi feito em nome da liberdade, mas também em nome de uma sociedade mais justa e solidária. Será aí, porventura, que o balanço destas três décadas de democracia se revela menos conseguido.

A sociedade portuguesa é hoje mais justa do que aquela que existia há 36 anos. No entanto, persistem desigualdades sociais e, sobretudo, situações de pobreza e de exclusão que são indignas da memória dos que fizeram a revolução de Abril.

A sensação de injustiça é tanto maior quanto, ao lado de situações de privação e de grandes dificuldades, deparamos quase todos os dias com casos de riqueza imerecida que nos chocam.

(...)

As injustiças sociais e a falta de ética são dois factores que, quando combinados, têm efeitos extremamente corrosivos para a confiança nas instituições e para o futuro do País.

A injustiça social cria sentimentos de revolta, sobretudo quando lhe está associada a ideia de que não há justiça igual para todos.






Excerto do discurso do Presidente da República a 25 de Abril de 2010.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Entre o Céu e o Inferno - VAGOS FM


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O Programa "Entre o Céu e o Inferno" é uma rúbrica diária de comentário à actualidade, partindo da proposta de analisar o que de bom e de mal acontece, segundo as pessoas que o fazem (o programa). De segunda a sexta, a cada dia uma pessoa diferente.

A Vagos FM deu-me o privilégio de há um ano e meio a esta parte fazer as sextas-feiras, substituindo uma pessoa grande, o Pe João Mónica.

Autorizado pela rádio, a partir de hoje, coloco aqui semanalmente a versão não editada... portanto... ouvir na rádio será sempre melhor!

FM 88.8 - todos os dias às 9h40 e 17h20.. com reposição em formato compacto do painel dos cinco, aos sábados a partir das 18h.

Sugestões, criticas não-destrutivas, assuntos novos e ideias serão sempre benvindas... Nós somos Aqueles que caminham connosco.



sábado, 3 de abril de 2010

Moedas de Prata...

"Trinta são as moedas de prata que os chefes e os anciãos oferecem a Judas para entrar no processo urdido para eliminar fisicamente Jesus de Nazaré. A oferta é aceite e, de agora em diante, Judas Iscariotes funciona como um infiltrado discreto, mas eficaz. Rapidamente é localizado o sítio onde Jesus se refugia com os seus amigos mais próximos e onde a guarda do templo o prende para o levar à presença de Anás. Outros passos são dados, outras deslealdades são praticadas, outras acusações falsas são apresentadas. “É mais conveniente que morra um homem pela nação do que pereça todo o povo” – sentencia Caifás na fase mais crítica da decisão.

Trinta moedas de prata era o preço de um escravo. Este preço mostra o valor atribuído a Jesus e o apreço pelo gesto de Judas que tanto facilitava o triunfo dos adversários. O êxito do suborno fragiliza a resistência do grupo que acompanha Jesus e se dispersa. E fica a ser um símbolo de tantas outras situações que a história regista.

O recurso a benesses dadas a pessoas que interferem em operações deste tipo está na ordem do dia: Corrupção, eliminação física de inimigos, tráfico de influências, empresas-fantasma, roubos disfarçados de desvios, falcatruas, subornos, dilação no andamento de processos de justiça, deslocação de serviços administrativos, e um longo etc. A ponta do iceberg aparece, de vez em quando, nos meios de comunicação.

E a lista dos inocentes vitimados é incontável. Sirva de ilustração os aforradores e investidores caídos na burla inqualificável provocada pela engenharia assombrosa de Madoff, felizmente a contas com a justiça americana. Ou então a desfaçatez de muitos responsáveis políticos que se preocupam mais em restabelecer o sistema económico e financeiro do que em verificar as condições de vida de milhões de enganados e roubados. Ou ainda a desproporção do crescimento dos muito ricos e a multidão daqueles que são cada vez mais pobres. A situação em Portugal é eloquente e, potencialmente, explosiva.

As moedas de prata são preço de sangue. E, segundo os chefes do Templo e os anciãos, apenas servem para comprar um cemitério a fim de sepultar os estrangeiros. O que era “Campo do Oleiro”, transforma-se em “Campo de Sangue”. O que era memória de trabalhadores dignos e honestos, é agora recordação amarga de tantas vítimas foragidas que nem direito têm a um espaço respeitado para os seus restos mortais.

A actualidade desta ocorrência é facilmente verificável: migrantes a quem é negada a documentação legal, desempregados de longa duração, trabalhadores em situação precária, crianças “descartadas” e desaparecidas, toxicodependentes menosprezados e muitos outros.

Em todos estes rostos humanos se reflecte a face do Inocente condenado. Jesus de Nazaré põe a claro onde está a razão da verdade que credencia a nossa comum dignidade. A mentira e a fraude não compensam. O sangue das vítimas clama por justiça. O tempo da martírio da cruz – que é de morte horrível - cede o lugar à aurora da ressurreição na manhã de Páscoa.

As trinta moedas de prata – memória das vítimas e acusação perene dos vendilhões – constituem para sempre a referência à paixão de Jesus de Nazaré e ao seu projecto de sociedade nova."

Georgino Rocha

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Redescobrir Valores... por Jim Wallis



"Não teremos uma recuperação económica, sem termos também uma recuperação moral".

Jim Wallis foi direito ao assunto na sua ida ao programa de Jon Stewart para apresentar o seu livro "Rediscovering Values".

Enquanto virmos a economia como meio de enriquecimento e de cumprimento de inesgotáveis ambições pessoais, seja lá isso à custa do que for, tenhamos de pisar quem tivermos, tenhamos de hipotecar o futuro dos nossos e o presente dos outros... Não vamos Lá!

Acredito e sublinho que o Bem Comum é sempre melhor que o meu próprio bem.

Para melhor conhecer Jim Wallis aqui fica a sua interessante e bem disposta entrevista (como só no Daily Show!) e o seu blog "GOD's Politics"




The Daily Show With Jon StewartMon - Thurs 11p / 10c
Jim Wallis
www.thedailyshow.com
Daily Show
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Political HumorHealth Care Crisis





quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Charlie Wilson




Faleceu hoje um Homem decisivo para o fim da Guerra fria... mas que perdeu uma grande batalha...

A da reconstrução do Afeganistão no momento seguinte. Quis construir escolas, centros de saúde, apoiar o Desenvolvimento...

Se tivesse conseguido na altura um milhão para isso, hoje os Aliados não teriam de gastar muitos milhões na guerra actual...

E é isto... o Desenvolvimento anda atrás, em vez de andar à frente. Até nos termos economicistas mais redutores seria melhor solução... que andasse à frente.


Quando é que o mundo político percebe isso?!

rest in peace.






terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Não viveremos com medo uns dos outros!




A propósito do momento noticioso nacional, sobre a Liberdade de Expressão...

E a propósito da vida de quase todos os dias, que teima persistir para lá do tempo da repressão... a interessante intervenção de um grande jornalista americano dos anos 50:



"Não devemos confundir desacordo com deslealdade: nunca nos podemos esquecer que uma acusação não constitui prova e a condenação assenta em provas e no respectivo processo legal.


Não viveremos com medo uns dos outros. Não seremos conduzidos pelo medo e ele não nos há-de tornar irracionais.


Se recuarmos às origens da nossa História, relembrar-nos-emos que não somos descendentes de medrosos, nem de gente que tem medo de escrever, de se associar, de falar... Mas de gente que defendeu causas que no momento da sua defesa não eram populares, mas eram o que parecia certo.
Podemos negar a nossa herança e a nossa História, mas não poderemos escapar aos resultados e às consequências do que fizermos.


Estejamos onde e com quem estivermos, proclama-mo-nos como defensores da liberdade, onde quer que ela exista por esse mundo fora. E isso... tem consequências.



Edward Murrow, no programa “See it now” CBS, 1955.




A relatividade do nosso Mundo...


1 000 pessoas morrem com Gripe A num país rico... é uma Pandemia.

10 000 000 de pessoas morrem de paludismo em África... é um problema.


(Syndicat de la Médecine Générale)

recebido por mail I Irmã Palmira