domingo, 18 de julho de 2010
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Hoy es un hermoso dia...
... mas por vezes, não a sabemos fazer passar e chegar ao destino.
A energia que move a vida e o mundo - naquilo que é mais fundo - são as relações humanas, e o veículo delas é a Comunicação.
Seja no trabalho, na empresa, na família, na equipa, no partido, no grupo de amigos... seja no que fôr...
Come Up - Very soon... Moving Up the way you Communicate
sexta-feira, 2 de julho de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
2. Louise Bonnet

Esta semana partiu para a França natal a Irmã Louise Bonnet. Nos seus 80 e muitos anos, esteve na Diocese de Aveiro activa com a sua comunidade no Bairro de Santiago em Aveiro, na visita aos presos, na pastoral dos ciganos. Esteve também no Secretariado Diocesano de Animação Missionária. Foi para mim uma presença sempre activa, sempre atenta ao que era preciso fazer. Sempre com uma palavra para o que devia fazer de outra maneira, para o que eu devia insistir, desistir, sempre a desinstalar-nos quando nos púnhamos a olhar para perto em vez de termos o olhos postos mais para a frente, mais para cima.
Sempre, em qualquer coisa que escrevia ou dizia, tinha sempre o seu feedback, fossem coisas que gostasse ou não de ouvir, ouvia-as. Uma vez escrevi alguma coisa sobre o Hugo Chavez e tive resposta dela, elaborada e desinstaladora, mostrando a humanidade da Esquerda e da Direita. O Amor de Deus cabe em todo o lado, tal como o trabalho social da Igreja. É uma activista, no bom e terno sentido da palavra.
Precisamos de gente assim na nossa Igreja. Sem medo de falar, sem medo de pensar e sobretudo, sem medo de Agir. Há que ser farol neste mundo de corrida.
Obrigado Irmã por ter caminhado connosco. Obrigado pelo esforço às vezes tão difícil e inglório de fazer animação missionária, de propôr, voltar a propôr, voltar a fazer até que resulte.
Obrigado Irmã por si. Prometo-lhe que vamos conseguir falar desse Cristo sofredor no Irmão mais pobre que merece ser glorificado. Bem aventurados os pobres, porque deles é o reino dos Céus.
AVEIRO, 20 DE JUNHO DE 2010
:: CORREIO DO VOUGA - Edição de 23 de Junho de 2010 ::
1. PORTUGAL - COREIA DO NORTE
Na altura em que escrevo estas linhas ainda não sei o resultado do jogo de Portugal com a Coreia do Norte. Mas sei o resultado do último jogo entre estas duas selecções, no mundial de 1966 na Inglaterra.
Como agora, naquele tempo, ninguém sabia nada da Coreia do Norte e era mesmo o único país da Ásia a participar naquele Mundial.
Antes de jogar com Portugal, a Coreia do Norte eliminou a Itália. A estrondosa Itália! A Selecção do calccio estava tão segura da vitória sobre a Coreia que já tinha reservado estadia no Seminário Jesuíta, em Liverpool, onde jogariam contra Portugal.
Correu-lhes mal... e acabaram por ceder a reserva para a selecção da Coreia. Os jogadores nunca tinham visto uma imagem de um homem pregado na cruz, com uma coroa de espinhos. Não sabiam quem era ou o que significava aquele objecto pendurado em todos os quartos.
Esses jogadores, já heróis, cedo fizeram 3 – 0 no marcador. No fim do jogo, o Eusébio e o José Augusto tinham dado a volta ao marcador e Portugal venceu o jogo.
Voltaram depois à Coreia do Norte... Nunca mais se soube nada deles até à pouco tempo. Uma tragédia contra os Direitos Humanos.
Conta-se que foi por terem perdido contra Portugal, conta-se que foi porque tiveram conduta não própria nos festejos de Itália desonrando a Coreia. O que se sabe ao certo é que alguns dos heróis da selecção foram condenados a trabalhos forçados como lenhadores, outros condenados ao longo e solitário exílio.
Desses, hoje restam vivos sete. Gosto de os pensar com a vida refeita. Gosto de imaginar que vão ver / viram o jogo de Portugal – Coreia do Norte num sofá confortável e sem preocupação de que os que jogam nestes dias pela sua selecção não passarão, seja qual for o resultado por outra história parecida.
De facto, Kim Jong Il, quando subiu ao poder libertou a maioria dos jogadores por ser fã de futebol. Oxalá fosse fã também do seu país e o libertasse também finalmente de outras coisas a que o prende!
AVEIRO, 20 DE JUNHO DE 2010
:: CORREIO DO VOUGA - Edição de 23 de Junho de 2010 ::
sábado, 19 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
sábado, 5 de junho de 2010
Programa 'Entre o Céu e o Inferno' - Rádio VAGOS FM
sexta-feira, 28 de maio de 2010
sábado, 22 de maio de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
O exemplo que vem de cima
Em 2008 rebenta uma crise económica. As taxas de muitas coisas, mas a que resumo aqui o nome a “taxas de lucros” dos mais variados tipos e feitios esticaram tanto a corda dos orçamentos das famílias americanas que, elas as deixaram de pagar.
Qual pânico de telenovela, vem tudo por aí abaixo. Os governos injectam milhões nas empresas “muito grandes para caírem” sob justificação de salvar o sistema e assumindo que os défices nacionais aumentariam, mas tinha mesmo de ser assim.
Dois anos depois os mesmos que foram salvos pelos governos (agências de rating, vulgo subsidiárias da banca e das bolsas) apontam os dedos aos governos que, para os salvarem, são agora despesistas e maus gestores.
A solidariedade acabou!... há que aumentar a taxa de risco desses estados com elevado défice. Como elevado défice todos têem (por causa da crise), ataca-se os mais pequenos. Grécia, Espanha, Portugal, Itália...
Em Portugal, a medida que muitos políticos dizem que é populista, é, para mim, questão de exemplo. Exemplo que vem de cima. Retirar um 13º mês dá tanto impacto como baixar os ordenados dos políticos e dos cargos de nomeação do governo nacional e governos nacionais.
Mas o exemplo é sobretudo, não uma medida, mas a medida. Aquela que melhor demonstra que estamos todos no mesmo barco e que todos temos de nos esforçar.
Pena que na prática, menos 5% de ordenado, abate o IRS que se pagaria a mais com a subida de 1,5 %. Vai tudo dar ao mesmo... mas fica aparentemente o exemplo de que todos... os que causaram a crise e, vá lá, por solidariedade a estes, também os que nunca as causaram, mas sempre as pagaram: ‘nós, o Povo’.
sábado, 15 de maio de 2010
domingo, 9 de maio de 2010
sexta-feira, 30 de abril de 2010
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Every last man in Shawshank felt free...
Vocação para andar na RUA
Foi no Domingo passado, concluiu-se mais uma semana de oração pelas vocações.
É um tema que me toca sempre. Desde pequeno é reflexão que faço, quase todos os dias. O que quero da vida? O que quer Deus que eu faça da vida? Vou caminhando conforme sinto que Deus sopra.
Se olhar mais para longe, não para a minha vocação ou a deste ou daquele sinto outras preocupações.
Foi no Domingo passado, dizia eu, o sacerdote dizia na sua comunicação semanal mais importante, a homilia, que Jesus Cristo não era de se trazer por casa, dentro de portas, nem sequer no templo, muito menos durante uma hora por semana.
Mas de facto, por vezes somos assim cristãos envergonhados, ou talvez nem seja isso, somos des-incomodados.
Ser cristão incomoda. Dá trabalho. Obriga-nos à coerência do quotidiano, à bondade, à protecção dos que mais necessitam, obriga-nos ao sentido de justiça, aquela justiça que não é a do nosso olhar, a da nossa perspectiva, mas a da comunidade, do movimento, paroquia, partido politico, associação, local de trabalho, família.
Não é fácil não atirar pedras aos pecadores. Não é fácil reagir sem atirar pedras quando elas nos são arremessadas a nós.
Ser cristão incomoda. Dá trabalho. No dia em que também se celebrou a Liberdade (25 de Abril) perceber que a Liberdade não abunda na casa do mais pobre e cada vez são mais os que sofrem privações do nosso sistema económico.
Que cada vez mais se pode falar menos. Nunca tantas opiniões foram dadas, mas nunca tão pouco se ouviu. Nunca tanta liberdade houve, mas nunca como agora quase não se pode falar contra a corrente nos locais de trabalho, nos partidos políticos, nas escolas, nos grupos...
Temos de confiar na nossa vocação, àquilo a que somos chamados: ser no mundo significância, sem nos perdermos no caminho a que as pedras grandes obrigam o rio a contornar.
Temos de ser sinal, humano e com limitações é certo, de coragem e rectidão, com a consciência de que estes sem honradez pouco valem.
Temos de ser voz e exemplo, de ser Igreja que acolhe o homem e a mulher por igual, que grita pelos excluídos e que não exclui ninguém, muito menos quem mais necessita do Pão, que denuncia a injustiça e pratica o equilíbrio.
É por este caminho que a Igreja será sempre farol, de outro modo, ficaremos a falar sozinhos e sempre à procura da vocação de sacristia, porque lá fora dir-se-á mal da Igreja e dos Cristãos, seja isso com conhecimento de causa ou a mais pura e laicista ignorância.
Só que, a nossa vocação é mesmo andar na Rua, ser a exemplo do Mestre, a voz doce que incomoda e desinstala, e no fim de contas... marca o ritmo.
In :: jornal 'CORREIO DO VOUGA'
domingo, 25 de abril de 2010
25 de Abril... dia da Liberdade... mas também da Justiça!*
* ou pelo menos devia ser.
Na madrugada de 25 de Abril de 1974, um jovem capitão de 29 anos reuniu os seus homens da Escola Prática de Cavalaria de Santarém. Falou-lhes do estado a que Portugal chegara e terminou dizendo: «quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!».
Vieram todos, sem excepção, mesmo sabendo que corriam riscos, incluindo o risco de não regressar com vida. Ao fim de algumas horas, caía um regime cansado de guerra. É por isso que aqui estamos hoje.
Foram eles os filhos da madrugada. Não caminharam para Lisboa em busca de cargos ou de lugares. Não vieram à procura de um lugar na História – e é justamente por isso que o merecem.
Como o retratou Sophia de Mello Breyner, Salgueiro Maia foi «aquele que deu tudo e não pediu a paga». Um exemplo notável para muitos Portugueses dos nossos dias, que tantas vezes cedem às seduções vazias e efémeras da sociedade de consumo e outras tantas vezes medem o valor dos homens pelo dinheiro ou pelos bens que ostentam.
Aqueles que saíram de Santarém, de Mafra, de Tancos, de Santa Margarida, de Estremoz ou de Vendas Novas rumaram a Lisboa porque não se conformaram com o País em que viviam. Vieram todos, porque todos queriam mudar. Queriam um país livre.
(...)
Aqueles que sempre viveram em liberdade desconhecem o seu preço. Em larga medida, só nos apercebemos do valor das coisas quando nos vemos privados delas. A melhor lição de liberdade é a experiência da não liberdade. [NÃO CONCORDO COM ESTA PARTE.. não é matemática a ideia da afirmação]
(...)
O 25 de Abril foi feito em nome da liberdade, mas também em nome de uma sociedade mais justa e solidária. Será aí, porventura, que o balanço destas três décadas de democracia se revela menos conseguido.
A sociedade portuguesa é hoje mais justa do que aquela que existia há 36 anos. No entanto, persistem desigualdades sociais e, sobretudo, situações de pobreza e de exclusão que são indignas da memória dos que fizeram a revolução de Abril.
A sensação de injustiça é tanto maior quanto, ao lado de situações de privação e de grandes dificuldades, deparamos quase todos os dias com casos de riqueza imerecida que nos chocam.
(...)
As injustiças sociais e a falta de ética são dois factores que, quando combinados, têm efeitos extremamente corrosivos para a confiança nas instituições e para o futuro do País.
A injustiça social cria sentimentos de revolta, sobretudo quando lhe está associada a ideia de que não há justiça igual para todos.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Entre o Céu e o Inferno - VAGOS FM
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Entre o Céu e o Inferno - VAGOS FM
domingo, 11 de abril de 2010
sábado, 3 de abril de 2010
Moedas de Prata...
"Trinta são as moedas de prata que os chefes e os anciãos oferecem a Judas para entrar no processo urdido para eliminar fisicamente Jesus de Nazaré. A oferta é aceite e, de agora em diante, Judas Iscariotes funciona como um infiltrado discreto, mas eficaz. Rapidamente é localizado o sítio onde Jesus se refugia com os seus amigos mais próximos e onde a guarda do templo o prende para o levar à presença de Anás. Outros passos são dados, outras deslealdades são praticadas, outras acusações falsas são apresentadas. “É mais conveniente que morra um homem pela nação do que pereça todo o povo” – sentencia Caifás na fase mais crítica da decisão.
Trinta moedas de prata era o preço de um escravo. Este preço mostra o valor atribuído a Jesus e o apreço pelo gesto de Judas que tanto facilitava o triunfo dos adversários. O êxito do suborno fragiliza a resistência do grupo que acompanha Jesus e se dispersa. E fica a ser um símbolo de tantas outras situações que a história regista.
O recurso a benesses dadas a pessoas que interferem em operações deste tipo está na ordem do dia: Corrupção, eliminação física de inimigos, tráfico de influências, empresas-fantasma, roubos disfarçados de desvios, falcatruas, subornos, dilação no andamento de processos de justiça, deslocação de serviços administrativos, e um longo etc. A ponta do iceberg aparece, de vez em quando, nos meios de comunicação.
E a lista dos inocentes vitimados é incontável. Sirva de ilustração os aforradores e investidores caídos na burla inqualificável provocada pela engenharia assombrosa de Madoff, felizmente a contas com a justiça americana. Ou então a desfaçatez de muitos responsáveis políticos que se preocupam mais em restabelecer o sistema económico e financeiro do que em verificar as condições de vida de milhões de enganados e roubados. Ou ainda a desproporção do crescimento dos muito ricos e a multidão daqueles que são cada vez mais pobres. A situação em Portugal é eloquente e, potencialmente, explosiva.
As moedas de prata são preço de sangue. E, segundo os chefes do Templo e os anciãos, apenas servem para comprar um cemitério a fim de sepultar os estrangeiros. O que era “Campo do Oleiro”, transforma-se em “Campo de Sangue”. O que era memória de trabalhadores dignos e honestos, é agora recordação amarga de tantas vítimas foragidas que nem direito têm a um espaço respeitado para os seus restos mortais.
A actualidade desta ocorrência é facilmente verificável: migrantes a quem é negada a documentação legal, desempregados de longa duração, trabalhadores em situação precária, crianças “descartadas” e desaparecidas, toxicodependentes menosprezados e muitos outros.
Em todos estes rostos humanos se reflecte a face do Inocente condenado. Jesus de Nazaré põe a claro onde está a razão da verdade que credencia a nossa comum dignidade. A mentira e a fraude não compensam. O sangue das vítimas clama por justiça. O tempo da martírio da cruz – que é de morte horrível - cede o lugar à aurora da ressurreição na manhã de Páscoa.
As trinta moedas de prata – memória das vítimas e acusação perene dos vendilhões – constituem para sempre a referência à paixão de Jesus de Nazaré e ao seu projecto de sociedade nova."
Georgino Rocha
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Redescobrir Valores... por Jim Wallis
| The Daily Show With Jon Stewart | Mon - Thurs 11p / 10c | |||
| Jim Wallis | ||||
| www.thedailyshow.com | ||||
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Charlie Wilson

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Não viveremos com medo uns dos outros!

A propósito do momento noticioso nacional, sobre a Liberdade de Expressão...
E a propósito da vida de quase todos os dias, que teima persistir para lá do tempo da repressão... a interessante intervenção de um grande jornalista americano dos anos 50:
"Não devemos confundir desacordo com deslealdade: nunca nos podemos esquecer que uma acusação não constitui prova e a condenação assenta em provas e no respectivo processo legal.
Não viveremos com medo uns dos outros. Não seremos conduzidos pelo medo e ele não nos há-de tornar irracionais.
Se recuarmos às origens da nossa História, relembrar-nos-emos que não somos descendentes de medrosos, nem de gente que tem medo de escrever, de se associar, de falar... Mas de gente que defendeu causas que no momento da sua defesa não eram populares, mas eram o que parecia certo.
Podemos negar a nossa herança e a nossa História, mas não poderemos escapar aos resultados e às consequências do que fizermos.
Estejamos onde e com quem estivermos, proclama-mo-nos como defensores da liberdade, onde quer que ela exista por esse mundo fora. E isso... tem consequências.
Edward Murrow, no programa “See it now” CBS, 1955.






