sexta-feira, 4 de julho de 2014

The pursuit of Happiness





In Congress, July 4, 1776.

We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty and the pursuit of Happiness.

Philadelphia, Pennsylvania, U.S.A.



sexta-feira, 27 de junho de 2014

Peregrinos, todos nós.


Arquivo pessoal. Lwena, 2004.


Um obrigado, um ano mais, à Vagos FM por mais este ano de "voz".
É um privilégio ver que o mundo uma vez por semana nos deixa dizer-lhe aquilo que bem entendermos e pensamos. Oxalá a rádio e quem a ouve tenha ganho tanto quanto eu com estas partilhas semanais, em que 'Entre Céus e Infernos',  estivemos sempre a 'Pensar Global'.

Finalmente a todos quantos foram ouvindo e dando feedback! Ficou-me o gravado a ternura deste:


"Tu explicas tudo muito bem e, os enganos que não corriges são óptimos porque se vê que estás cansado e até as gaffes têm piada. Percebe-se que deves gravar já noite dentro, mas sobretudo vê-se, percebe-se que é sincero e verdadeiro, que é aquilo que tu pensas e que não estás a ler um texto escrito antes".
Obrigado por isso!



Passa esta semana mais um dia internacional dedicado aos refugiados, uma situação classificada tecnicamente como temporária, mas que se alarga por tantos anos, e de facto sem reconhecimento ou sem classificação.

Tanta gente no mundo obrigada a viajar sem querer, a peregrinar sem perceber o destino.

Um peregrino, como um marinheiro, não pode chegar a lado que não quer ou sabe onde quer chegar.
Imortalizado por Séneca, nenhum vento é favorável ao marinheiro que não sabe para onde vai.
Assim mesmo, um peregrino não o é se não souber para onde e porque peregrina.
A imagem de um cachimbo não é um cachimbo, gravou Margrite o óbvio que tantos não vemos.

Tantos não vamos, refugiados, hoje no mundo, que não pela guerra a que obriga a classificação de protetorado in(eficaz) e formal, mas pela ausência de Paz.

Detenhamo-nos aqui:

A ausência de paz.

de tudo o que ela considera e permite, uma vida plena, sem fome, sem o desvelo do desemprego, dos direitos civis e políticos, da escola, dos direitos económicos, de jogar e brincar na rua, dos direitos sociais, culturais, de aprender e dar isso depois ao mundo, dos direitos religiosos e de rezar na praia da Normandia ou da Nigéria ou de outro sítio qualquer começado em N' e... da migração forçada a que obrigam hoje, nos dias de hoje, agora mesmo, eeste mundo desorientado porque utilitarista como lei. O que serve serve, o que não serve é estorvo. A utilidade como valor leva a que  aquilo que a classifica, se torne o valor em si. O dinheiro dita tudo. Mas tanto que não serve, mas manda lei. O dinheiro dita, não a utilidade. A coisa inverteu-se.

Quem não o tem, o dinheiro, torna-se refugiado, peregrino sem destino. Migrante à mercê.

Será este o sentido do mundo?... Parece-me que não, que não deve ser, não devia. A vida, as pessoas são tanto mais!

























sexta-feira, 30 de maio de 2014

O abraço milagroso


O abraço entre o Sheikh Omar Abboud, o Rabbi Abraham Skorka e o Papa Francisco, em frente ao Muro das Lamentações, em Jerusalém.





Um bolo de oito fatias - e as Europeias de 2014


The european dream



Na internet existem os mais variados fóruns de discussão. Sobre assuntos importantíssimos e sobre tonteiras que têm direito a vez e voz também. Um desses fóruns, em português, era de um grupo de pessoas de extrema direita. Estavam elas a discutir a questão dos imigrantes e o quão mau era eles existirem nos nossos países e a tentar desenhar soluções para os fazer ir embora quando um resolve comunicar partilhando um problema. "Caros amigos, preciso da vossa ajuda. Tenho aqui uma multidão de imigrantes e preciso de os expulsar do meu país. Sou angolano. Esses imigrantes são portugueses".

Isto para explicar que, apesar de uma grande votação... os eurodeputados eleitos de extrema direita (cerca de 30 no total) não se vão entender muito bem uns com os outros lá em Bruxelas...! e por isso, não serão, de todo, relevantes no PE.


Ainda, sobre tudo e mais alguma coisa e o que se diz neste programa de hoje incluído, há uma outra piada, contada pelo mesmo excelente professor que contou a de cima:

Estava Keynes | Marx | Smith *(escolha um da sua preferência) no leito de morte, com todos os seus discípulos à sua volta, nervosos pelo amigo que estava para morrer, quando Keynes (ou outro da sua escolha) disse, mesmo antes de partir para a morte:

- "Calma amigos.... isto é só uma teoria".

É por isso que, diz a teoria, a abstenção é tanto maior quanto mais distante for o centro de decisão que se elege. Será por isso que a abstenção é maior nas europeias, depois nas presidenciais, depois nas legislativas, depois nas locais.
Nestas, europeias, a abstenção técnica será ainda maior.

Finalmente... se estas eleições tivessem sido legislativas, teríamos em Portugal uma Assembleia da República com 8 partidos diferentes: BE, CDS, Livre, MPT, PAN, PCP, PS, PSD.

Interessante... porque exige pluralidade e negociação, levará ao parlamento um leque grande de preocupações e de modos de fazer Política.

Ao mesmo tempo a demonstração clara da queda de confiança dos cidadãos para com os partidos
- ao mesmo tempo que os simpatizantes das ideologias dos extremos são mais fixos - os do centro moderado são menos permanentes, mudando o seu sentido de voto conforme o contexto social, e político e os contextos da intenção de voto.

Os partidos moderados terão assim de mudar, mudar para melhor. Tornarem-se responsivos (responsivness) no que toca a irem ao encontro das expectativas dos cidadãos, ganharem de novo a sua confiança e poderem solidificar a sua posição como partidos "catch all" representativos da maioria da sociedade...

... e a melhor maneira de ganharem a confiança dos cidadãos é... trabalharem como deve ser. Acordem centralões (PS e PSD).




sexta-feira, 23 de maio de 2014

A comunidade, o voluntariado e a tarefeirice: participar, votar.. ou nem isso.

Jesus salva Pedro de se afogar (1632) - Rembrandt. British Museum, Londres.

Rembrandt usava muito a luz naquilo que pintava. Se tivesse nascido hoje, seria um repórter fotográfico fantástico, daqueles que ganha prémios no world press photo, a fazer jogos de contraste nas imagens, que no meio de escuridão, teriam um ponto qualquer de claridade e esperança.

Joga muito com a luz, ou melhor.. com a escuridão. Muitas telas dele são um imenso escuro, mas não é o escuro que ele faz sobressair. É precisamente o contrário, a luz, o que está iluminado por qualquer coisa que ganha força e revive em relação ao resto. Os desenhos não são assim. Muitos eram preparatórios para a pintura consquente. Não deixam no entanto de perder essa força, a proactividade de o registo de um acontecimento qualquer.

Nesta há um tipo, como que surfista que caminha sobre as águas e vendo um amigo a tentar a sorte sem o conseguir, ajuda-o, salva-o.
Voluntariado é isso, a proactividade. É pensarmos e mobilizarão-nos, muito mais que cumprir uma tarefa atribuída sem salário metido. Sermos cidadãos é isso também, é fazer a comunidade funcionar: é ir votar, mais, predispormo-nos a candidatura para fazer o que é preciso, sendo preciso.. fazer mais, ser mais, pelo Outro, pelos Outros, pela nossa comunidade, a local e a global, que é o mundo... sempre com respeito pelo diferente, sempre sonhando e tendo uma visão idealista de que o mundo... pode ser melhor.
É sobre isso, em última análise, o "Pensar Global" e o "Entre o céu e o inferno" de hoje, na VAGOS FM (88.8).




Entre Céu e Inferno com Pedro Neto 23-05-2014 by Vagosfm Emissor on Mixcloud


sexta-feira, 16 de maio de 2014

O valor da vida, de um mineiro na Turquia - VAGOS FM

In the shadow of Mount Ararat - Peter Eastway



Thomas Piketty publicou há pouco tempo o livro Capital in the twenty-First Century que já é o mais vendido na amazon. Nele, explica o mecanismo de distribuição de capital no século XXI, e através do desenho desse mecanismo, explica a desigualdade.

A taxa de rendimento do capital tende a ser maior que a taxa de crescimento da produção. Muito disto têm a ver com disponibilidades de produto, com necessidades (impressas) do seu consumo, temperado com monopólios, com grandezas de investimento e uma coisa irreal mas que conduz tudo isto: a especulação, a tal necessidade que não existe verdadeiramente mas que o mundo imprime porque uma economia de capital, sem consumo, não subsiste.

Assim, cheia de valor(es) acrescentados, o capital rende mais do que o que produz na verdade. Esta soma leva a desequilíbrios que contribuem para que, em ordem ao rendimento, não haja regras e, acidentes como o desta semana na Turquia possam acontecer. São recorrentes na História da humanidade.

Não interessam as pessoas, interessa o carvão, aquilo que ele rende.  A guerra hoje, tem armas que se chamam recursos, que se traduzem num código, o capital.

O muito rende ainda muito. O pouco não rende nada. A este mecanismo, Piketty acrescenta a sociedade de herdeiros, que contribuí para o crescimento da desigualdade.

Interessante um francês escrever e publicar este livro nos Estados Unidos e estar a ser um sucesso editorial.

Voltando ao capital, por oposição o comunismo não serve. Ele não funciona em sociedades grandes. Pode funcionar em comunidades, em famílias. Mas, numa sociedade complexa e grande, cheia de potenciais free riders, falta-lhe, como ao capital, um terceiro elemento: a Justiça na distribuição.

De todos os assuntos da rádio nesta sexta feira, talvez seja este o mais importante: a ideia de Justiça nos mecanismos.

Piketty fala do problema político e social. Faltar-lhe-á acrescentar ao bolo, a ideia de Justiça e julgo que haverá aí material que possa mudar o mundo, ou se tanto, dar-lhe um Nobel. Cada passo, é um passo.









sexta-feira, 9 de maio de 2014

'Mães migrantes' dos dias de hoje - Pensar Global - VAGOS FM


Migrant Mother, Dorothea Lange (California, 1936)


Em 1936 a fotojornalista Dorothea Lange, encontrou entre os apanhadores de frutas da Califórnia, esta senhora, Florence Owens Thompson, de 32 anos, sentada à beira da tenda onde vivia com os seus filhos, três dos quais aparecem na imagem. Um, é ainda um pequeno bebé. Imagem ícone da grande depressão dos anos trinta do século XX, esta senhora trabalhava a tempo mais que inteiro e não conseguia sequer alimentar os filhos.
Parece que hoje, voltámos a esses dias, em que além do desemprego, há ainda gente que trabalhando a pleno tempo, não consegue ter como satisfazer necessidades básicas de alimentação.

Não será tanto a propalada e omnipresente crise, mas a cavalgada de injustiça societal e económica que a aproveita, que aproveita aliás todas as crises, sempre tão bem, para ganhar mais qualquer coisa.

Há gente muito rica, muito à custa, da pobreza do outro.
É sobre isso, o Pensar Global desta semana, na Vagos FM.









sábado, 12 de abril de 2014

sábado, 22 de março de 2014

Prepara-te para a sociedade











"O desporto encerra uma preparação para a vida em sociedade:
a noção dos valores pessoais e colectivos, o sentido de unidade, o desempenho consciente da própria função, o conhecimento e o respeito pelo próprio adversário."

Vasco Pinto de Magalhães




domingo, 16 de março de 2014

As coisas certas




'Mais vale dizer coisas certas com as palavras erradas, 
do que dizer coisas erradas com palavras certas.'
na Vagos FM






sábado, 1 de março de 2014

A força de uma bola


Ambiente de magia que causa felicidade a milhões de pessoas. O bom desporto faz isso. Aproxima-as, dá-lhes alegria, pode proporcionar momentos de fraternidade, família, de paz.


A seguir à invenção da roda, uma das maiores invenções deve ter sido a bola. O desporto.

Passamos a vida a correr em busca de alguma coisa. Temos de estudar ou trabalhar ou sacrificar-nos para providenciar o modo de vida da nossa família e o nosso, mesmo que poder vezes se façam coisas sem sentido.

A economia segue com regras pouco claras onde por vezes a justiça e a ética não abundam. Noutras geografias, onde a guerra não é económica, mas aberta, com armas de fogo, a falta de justiça é evidente. Hoje, o número de refugiados atinge recordes neste século e no mundo pós 11 de Setembro. Cerca de 50 milhões de pessoas.

Há um mês atrás, a Federação de Futebol do Afeganistão ganhou a Bola de Ouro da FIFA pelo seu fair-play. Quase diria, uma espécie de Nobel da Paz. De facto, no meio de uma guerra absurda (não o são quase todas?) o desporto tem sido ferramenta de paz naquele país, de fraternidade e convívio são entre pessoas, sejam elas de que credo religioso, partido político, condição económica. O desporto une as pessoas e, quando as faz competir, fá-lo na maior parte dos casos, de forma saudável e pacífica.
Tem sido instrumento de paz, a bola. Fonte de paixões, de exercício de estratégia, de exercício físico, de encontro entre pessoas. É um fenómeno (ponto). Daqueles que não precisa de adjetivo a seguir. É um fenómeno.

Adeptos da selecção de futebol do Afeganistão aplaudem a entrada da equipa em campo, em jogo a disputar com a selecção do Paquistão. Fotografia: Shah Marai/AFP/Getty Images. Fonte: The Guardian.



Há um mês atrás, um ataque a um restaurante em Cabul matou duas dezenas de pessoas e o bombista suicida. Mais tarde foi reivindicado pelos Talibãs que em 1979 lutaram com o apoio dos EUA pela libertação do Afeganistão da URSS. Hoje lutam contra tudo o que seja ocidental e contra todas as formas de poder que não sejam as deles, ortodoxas como as deles. A trama sociológica, de aproveitamento religioso, político, fanático, de relações internacionais não teria fim curto de explicação e infelizmente o parágrafo acabaria com atentados, inocentes feridos e a perder a vida, em pobreza extrema e miséria.

Que pena que em vez disso, as pessoas não se unam à volta de uma bola, na beleza complexa de um desporto que exige inteligência, estratégia e força física, lealdade e regras de jogo claras e objectivas. Que pena que a paixão por ela, pela bola, não una todas as forças do mundo. Que pena que em vez de armas, os guerreiros não usem chuteiras. A magia seria outra.


Viveríamos em Paz.

In: Jornal O Ponto. (n.p.)

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Envolvências in Arizona


fonte:  Associated Press, em 'The Economist'

Vagos FM

 

"que as mortes que já aconteceram, não voltem a acontecer"

(tenho de gravar o programa mais cedo na madrugada para ver se este tipo de pérolas não acontece...)


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Framing e a informação que (de)forma - jornal Correio do Vouga


in Jornal Correio do Vouga, 12 de Fevereiro de 2014.


Esta é uma história fictícia, a primeira. Uma grande empresa vendia lenços de papel. Como estava a vender poucos e porque era pouco conhecida, resolveu fazer uma campanha em que daria 10% dos lucros das vendas dos lenços a uma campanha de causar sorrisos, num país distante de África.
Todo o mote público da empresa estava focado nesses 10% dos lucros e nos sorrisos que causavam. Ninguém falava nos outros 90% dos lucros. De repente, 10% valia muito, muito mais que 90%.
O que esta empresa fez, chama-se de ‘framing’. Enquadra a atenção naquilo que quer que as pessoas enquadrem a sua atenção e baralha assim a matemática de que 10 é muito menos que 90.

Há algum tempo, um deputado levou a votação no Parlamento, considerar um mesmo referendo sobre dois assuntos diferentes, o framing. A co-adoção e a adoção. Completamente extemporâneo, o político conseguiu levar a efeito um fenómeno que se designa por ‘agenda building’. Tentar marcar a atualidade com um assunto e levar a que esse assunto se torne viral, que a imprensa e as pessoas falem dele, quase só dele. Acendeu o rastilho a um assunto de que não se falava, não com verdadeira intenção de referendar, discutir, iluminar, mas de chutar para canto, de matar reflexão serena e de desviar assunto.

A imprensa foi atrás do isco e começou, alguma dela, a falar em exclusivo de co-adoção e da praxe. Continuando a classificar fenómenos sociais, designa-se isto de ‘agenda setting’: a capacidade da imprensa de influenciar e marcar os assuntos públicos que quer na ordem do dia.

E nós caímos todos nisto, que nem patinhos. De repente, começamos a receber e-mails com pedidos de petições de católicos mais fechados e de ativistas  mais liberais, tudo a clamar grande desgraça porque se o outro tiver liberdade, eu vou ser perseguido; porque eu não tenho liberdade, e os outros têm, porque eu tenho direito e os outros também têm. Parece um jogo de futebol em que só ganha um lado, nunca os dois.

Errado. Em sociedade, melhor ainda, em comunidade, o desafio é encontrar modo de todos ganharmos e de todos vivermos bem, em paz, tranquilos, a buscar a felicidade como acreditarmos nela e dentro dos limites de razoabilidade da felicidade do outro.

A co-adoção é fértil em casos. E como cada caso é um caso, há casos para um lado e casos para o outro. Há casos em que o pai faleceu, os filhos ficam com o companheiro e já não podem ver os avós. Há casos em que a mãe faleceu e os filhos que só conhecem a companheira desta, mas como não lhe são legalmente ligados têm de ir para o orfanato. Há casos para tudo, aproveitados para todos, se não formos serenos na análise.
A lei tem de ser cega, mas felizmente, a justiça e os seus oficiais são humanos.
O que me preocupa como cristão é perceber: quando é que deixámos de lutar pelos direitos das pessoas, para nos tornarmos lutadores contra as pessoas que pensam diferente de nós? Quando é que, na História da Igreja, deixámos de ser como Cristo a quem levam a mulher adúltera, já julgada, para ser apedrejada e para entalar o Mestre? Quando começámos, na História do Cristianismo, a ter as certezas e a razão toda? A excluir em vez de incluir?

Quem sou eu para julgar? É medo? É status quo? É acharmos mesmo que somos os bons, que temos todos os inputs para analisar e decidir tudo em absoluto e não há mais ninguém tão capaz disso como nós?

Madeleine L’engle, foi escritora. Nasceu nos Estados Unidos e viveu na Europa. Uma americana de oportunidades e liberdade e europeia de serenidade no pensamento conciliatório. Filha de pais episcopalianos muito trabalhadores, não recebeu a educação cristã por falta de tempo dos pais. Não teve a comum desgraça na vida e a e a epifania que a converteu de imediato. Acontece a muitos cristãos daquele lado do Atlântico.

Converteu-se devagar, com o passo do tempo, o tempo de Deus e a ideia crescente nela própria, do Divino. Julgo que será próprio dos grandes pensadores e escritores.
Disse um dia que cativamos as pessoas para Cristo, não por gritarmos bem alto o descrédito naquilo em que elas acreditam e naquilo que elas são, dizendo-lhes o quão erradas estão e como tão certos estamos nós. Cativamo-las para Cristo mostrando-lhes uma luz em nós, que tão cheia de Amor fá-las querer, com toda a sua alma, saber de onde ela vem e procurá-la, connosco. Connosco.

Quem sou eu para julgar o outro que procura Deus honestamente? – dizia o Papa Francisco.
Quem sou eu para julgar, eu que me deixo moldar tão facilmente por fenómenos sociais de framing’s, priming’s, agenda building’s e agenda setting’s? Quem sou eu que me engano e que falho tantas vezes, fazendo disso o desenho de humanidade bonita que Deus cria?