domingo, 24 de janeiro de 2010

How do inspire our selves for greatness?

Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

"Invictus" (1875),
de William Ernest Henley





quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

What goes Up...

Há um ano atrás, o homem era o maior... ia mudar o mundo num estalar de dedos.
Agora está no fundo, "não foi capaz de fazer nada...

Coisa estranha esta do mundo que condena toda a gente sem julgamento, seja nos jornais, seja nas relações humanas, seja no trabalho, seja na escola, seja...

Quando estiveres na crista da onda, nunca te iludas porque é temporário.
Quando fores capa de jornal, nuna te iludas porque o jornal de hoje, amanhã já será do passado.
Quando estiveres na mó de baixo vai ao bolso das calças e lê o papelinho que lá puseste que diz "também isto passará".

Nunca vivas de ilusões....




I used to rule the world
Seas would rise when I gave the word
Now in the morning I sleep alone
Sweep the streets I used to own

I used to roll the dice
Feel the fear in my enemy's eyes
Listen as the crowd would sing:
"Now the old king is dead! Long live the king!"

One minute I held the key
Next the walls were closed on me
And I discovered that my castles stand
Upon pillars of salt and pillars of sand

I hear Jerusalem bells a ringing
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror, my sword and shield
My missionaries in a foreign field

For some reason I can't explain
Once you go there was never
Never an honest word
And that was when I ruled the world

It was the wicked and wild wind
Blew down the doors to let me in.
Shattered windows and the sound of drums
People couldn't believe what I'd become

Revolutionaries wait
For my head on a silver plate
Just a puppet on a lonely string
Oh who would ever want to be king?

Coldplay -"Viva la Vida"



domingo, 17 de janeiro de 2010

A esperança.. acima de Tudo!





Há uma força incrível nestas imagens.
O ser humano, no seu modo mais frágil e dependente, encontra forças para resistir ao medo, ao cansaço, ao desconhecido.


"A vida insiste em emergir dos escombros de Porto Príncipe. A resistência de vítimas soterradas sem água ou comida e o esforço das equipes de resgate para chegar a elas resultaram, até ontem, em sucessivas vitórias contra a desesperança.

Um dos símbolos da luta pela sobrevivência foi erguido dos entulhos na noite de quinta-feira. O pequeno Redjeson Hausteen Claude, de dois anos, foi encontrado envolto aos destroços que restaram da casa onde vivia com os pais. Resistiu sozinho a mais de 48 horas de dor e medo. Redejson, localizado por um grupo de socorristas espanhois e belgas, acabou fotografado no momento em que o especialista em resgate de montanhas e mergulhador espanhol Félix del Amo o retirava dos escombros. O herói contou com a ajuda do compatriota Óscar Vega Carrera, bombeiro, para conseguir salvar a criança.

Retirado do amontoado de restos de construção, o pequeno haitiano mantinha o olhar atemorizado perplexo. A apreensão se desfez em um largo sorriso quando avistou a mãe, Daphnee Plaisin, e o pai, Reginald Claude. O impacto da emoção de encontrar o filho com vida pareceu paralisar Daphnee que, incrédula e estática, recebeu-o de volta em seus braços dois dias depois do tremor arrasar a cidade."

in: "Diário Catarinense", 16 de Janeiro de 2010
fotos: Gerald Herbert | Associated Press

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010







Apanhei esta frase, tão simples e tão clara (a aparentemente tão irresponsável, para alguns) por aí numa rede social que aproxima (mas também pode ilusoriamente afastar...) tanta gente.

O contexto era o cônsul português Aristides de Sousa Mendes. Mas esta frase é, infelizmente, tão actual, em tantas coisas, umas grandes, umas pequenas... tantas coisas que vão acontecendo pelo mundo em grande escala, tantas coisas que vão acontecendo por Portugal, em pequena escala, nas nossas repartições, nas nossas escolas, nos abusos e faltas de diálogo, na discriminação profissional, de grupo, em tantos hiatos e favorecimentos de leis podres e ineficazes... aproveitadas por gente pequena, calculista e oportunista que para subir, em vez de subir, tenta fazer descer os outros.

Os Direitos Humanos começam.... aqui. Em Portugal, na sua rua, no seu trabalho. E são eles, os Direitos e os Deveres Humanos que no fim saem sempre a ganhar.

Que não haja dúvida sobre isso.




foto in: facebook / aristides sousa mendes... cheguei lá pela Bibiana Ordens Vieira.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

It's a mystery to me



It's a mystery to me
we have a greed
with which we have agreed

You think you have to want
more than you need
until you have it all you won't be free

Society, you're a crazy breed
I hope you're not lonely without me

When you want more than you have
you think you need
and when you think more than you want
your thoughts begin to bleed

I think I need to find a bigger place
'cos when you have more than you think
you need more space

Society, you're a crazy breed
I hope you're not lonely without me
Society, crazy and deep
I hope you're not lonely without me

There's those thinking more or less less is more
but if less is more how you're keeping score?
Means for every point you make
your level drops
kinda like it's starting from the top
you can't do that...

Society, you're a crazy breed
I hope you're not lonely without me
Society, crazy and deep
I hope you're not lonely without me

Society, have mercy on me
I hope you're not angry if I disagree
Society, crazy and deep
I hope you're not lonely without me



sábado, 26 de dezembro de 2009

Agradecendo a vida...


Hoje foi dia de dizer obrigado a toda a gente que me rodeia e me constrói.
Nós só temos consciência do EU quando conhecemos o TU. É na relação com os outros, é nos outros que posso dizer quem sou. É isso que define a vida.


Família, Amigos, Orbis, escola, eua, portugal, canadá, brasil, angola, marrocos, áfrica do sul, suazilândia, zâmbia, moçambique, cabo verde, espanha, frança, suíça, itália, croácia, bósnia, Seminário, aveiro, sta catarina, lisboa, porto, arqueologia, ciências religiosas, direitos humanos, mergulho, surf, missões, vozes sem rosto, etc, etc... lugares e tempos. Esta é a nossa medida e a nossa limitação: tudo tem a referência de um espaço e de um tempo... a eles juntamos as pessoas... eu sou o que elas fazem de mim e nada do que fui ou sou, fiz ou faço... é sozinho, mas sempre (e aí acontece o milagre) com os outros e por Alguém maior.

E isso é o que vai acontecendo no intervalo entre nascer e morrer. O resto será a magia que já é agora... a Eternidade!

Por isso obrigado a todas as pessoas da minha vida que constróem a minha eternidade, aqui e agora, e também depois, para lá do tempo e do espaço, quando "já não virmos apenas de maneira difusa, como num espelho"!

Na próxima década virá o milagre por excelência!



Partilho a "prenda" que o pessoal da ORBIS mandou... temos feito umas coisas muito engraçadas... e não estou a falar só de postais!

Obrigado por tudo "Orbistas"! Obrigado por fazerem parte da minha vida!


O postal teve muita graça! :-)





sexta-feira, 25 de dezembro de 2009





Se Jesus aparecesse hoje no nosso mundo, nasceria incógnito numa família boa e trabalhadora do Equador, do Uzbequistão ou doutro sítio qualquer, daqueles que não aparecem nas notícias.

As pessoas ficariam confusas: "Onde é que isso fica?" Jesus não apareceria na televisão e não seria visto em nenhum centro de poder ou de riqueza. Seria intimidado, caluniado e criticado.

Diria verdades simples; alguns ouvi-lO-iam e reconheceriam a voz de Deus. As boas notícias espalhar-se-iam lentamente, tal como aconteceu há dois mil anos, e seriam relacionadas com tudo o que é bom neste mundo.

Os agentes do poder e da riqueza não se aperceberiam e não O patrocinariam.

A feliz ironia de hoje é que, ao fim de dois mil anos, a Boa Nova está tão espalhada que, tenha-se ou não consciência disso, toda a raça humana enriqueceu com o nascimento de Jesus.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Pré-Conceitos

Por natureza somos criaturas com medo do desconhecido. Um mecanismo de defesa contra isso, é classificar, emprateleirar, rotular as coisas, as pessoas, tudo aquilo que for desconhecido. Fazemo-lo logo nas primeiras impressões!

Essa classificação pode ser no entanto ilusória. Podemos criar assumpções incorrectas e leves, criticar ou opinar gratuitamente, quando o acto de julgar deve ser feito depois de tomar consciência e ouvir todas as partes e todos os aspectos possíveis. Quem não conhece alguém que diz mal de tudo e de todos, dos seus ou não seus, destruindo as pessoas nos seus dizeres, mas nunca se vendo ao espelho do exame de consciência?!

Na semana passada o grupo República e Laicidade criticou chocada a existência da cruz, ainda, nalgumas escolas e pede que as retirem, como se fosse urânio altamente poluente. Faz-lhes assim tanta confusão? E se em vez de retirar a cruz, acrescentássemos símbolos das outras religiões e inventássemos um também para os ateísmo (um quadro vazio)?! Daríamos um sinal de multiplicidade, de convívio são entre diferentes crenças e ideias... Assim, só esvaziamos, cada vez mais a escola. Como professor já senti mais longe a escola vazia de valores humanos e como professor de EMRC já senti mais longe os dias em que só poderei falar de EMRC dentro da sala para os que aceitam ser livremente ‘contaminados’.

A intolerância não tem nada que ver com os valores da república e da laicidade.

Outro preconceito geral que temos é politico. “Os partidos de direita dão mais apoio à família. Os de esquerda não. Quem é de esquerda é a favor do aborto e da liberalização da droga, quem é de direita não, é a favor dos costumes tradiocionais”. Depois reparo nos líderes partidários do momento e só o da Esquerda (PCP) usa aliança, é casado e gaba os netos em público! Vejo católicos liberais e libertários e outros autoritários, vejo gente de Direita que tem Fé, outros que não tem. Vejo-os com preocupações sociais de esquerda, e os de esquerda com ideias de potenciação económica de direita.

Vejo católicos a favor da mudança de uma lei que não protege as pessoas e que não aceita, à luz da DSI, que uma pessoa possa perder a casa onde partilhou a vida com alguém, porque esse alguém faleceu e a casa estava em seu nome e perante a sociedade não tinham, não podiam, viver em regime de partilha de bens, nem usufruir de assistência social entre outras, porque viveram juntos em união de facto. Será que proteger essas pessoas contra esse vazio legal seja mau, ainda que eu não pense ou sinta o que elas sentem? Será que isso prejudica a Igreja? Será a questão do nome, casamento? Invente-se outro então! Desde que não se faça mal a ninguém não me parece que haja problema.

A outra questão: a adopção. Se o direito natural não permite o nascimento de um ser a partir de dois seres do mesmo sexo, poderemos legislar (tendo em conta o Direito da Criança) a adopção por um casal homossexual? Não existe o direito a ter filhos, mas existe o direito a ter um pai e uma mãe, educação, alimentação e muito mais! Em breve se comemora a passagem desses direitos a Convenção escrita, proclamada e ratificada!

Uma criança, qualquer que ela seja quer o amor de alguém, mas dentro dos seus direitos que devem ser salvaguardados. Sejamos idealistas aqui!

São muitas as dúvidas, são muitas as perplexidades, as incertezas e os cuidados a ter na análise destas questões tão ténues. E a análise deve ser sempre tida a partir dos pontos de vista pessoais de cada um, em absoluto respeito e com todo o Sentido de Estado porque é esse que dará voz à pluralidade de todos aceitarmos que esteja uma cruz, uma estrela, um crescente na escola e eu aceitar que na sociedade laica (não confundir com laicista) todas as pessoas tenham princípios de Direitos e Deveres iguais, mesmo na sua diferença. Não é esse o sonho dos Evangelhos?!

*agradeço a JPF a contínua troca de impressões e ideias na construção deste texto.


:: in 'Correio do Vouga' ::

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

"The boy who harnessed wind"


Há pessoas e há histórias que nos mostram que é possível.
Há pessoas que nos recordam o porque de não pararmos e não desistirmos...
Senhoras e Senhores...

WILLIAM KAMKWAMBA

The Daily Show With Jon StewartMon - Thurs 11p / 10c
William Kamkwamba
www.thedailyshow.com
Daily Show
Full Episodes
Political HumorHealth Care Crisis

o poder local e o clientelismo

O poder local é umas das coisas mais bonitas da Democracia. É a base da ideia de que as pessoas decidem o seu futuro, o seu caminho comum, aquilo que sonham para os seus e para a sua comunidade.

Infelizmente, talvez movidos por uma sociedade de consumo, em que vale mais o Ter do que o Ser, alguns estudos no campo da ciência politica demonstraram que o comportamento eleitoral local se move mais pelo clientelismo do que pela noção do Bem Comum, pelos favores que pela nobreza da causa de todos.

Wantchekon, um politólogo africano, tem estudado este fenómeno, fazendo algumas inimizades por aferir que o clientelismo, em deterimento do Bem Comum, afecta sobremaneira o Desenvolvimento.

A alienação que a politica provoca na maioria das pessoas promove ainda o clientelismo. Quem já não andava farto de ver cartazes e ouvir tempos de antena e carros com gramofones em cima? Quem dos políticos não ouviu impropérios, uns mais justos outros não tanto, à sua passagem em campanha (não raras vezes, alguns só lá passam mesmo de 4 em 4 anos)?

Ainda, no exercício da gestão pública não há de facto muita transparência, não há envolvimento dos cidadãos, as autarquias e os governos não procuram buscar nas pessoas ideias ao longo do tempo. Às vezes parece mesmo não lhes convir, o que pode levar a assumir que de facto existe clientelismo, que existem adjudicações aceleradas com critérios duvidosos e que os ajustes directos, de figura legal de recurso passam a norma, sendo que o voto passa a declaração formal do quero continuar a ter “trabalhos”.

Cabe-nos a nós agora, pensar se o mesmo estudo tem cabimento na nossa realidade e daí aferir a saúde, a Liberdade e a Justiça da nossa Democracia.

:: in jornal 'O Ponto' ::

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Prioridades do Mundo Político...


Dia 16, 17 e 18 LEVANTE-SE CONTRA A POBREZA...

... e nos dias seguintes, continue a fazê-lo com pequenos actos.. vai ver que se torna um hábito e o mundo fica melhor!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Gente de Causas... Adoro Aveiro!



Era um fim de tarde de Outubro. Já se notavam as noites maiores para lá da janela da sala, mas o calor continuava como no Verão. A turma ouvia o professor com atenção explicar a diferença entre um politólogo e um politico. Estávamos nas primeiras aulas do ano.

Muita gente há-de associar o exemplo dado ao professor que o deu, cativante na oratória e um futuro brilhante da nossa universidade. Quase toda a gente quando ouve uma história se posiciona nela. Naquela sala, todos fizemos o mesmo, mesmo que inconscientemente. ‘Um politico é como um astronauta. Vai ao espaço. Um politólogo é como um astrónomo. Estuda observando’.

Sonhador por defeito, confundo ingenuidade com audácia muitas vezes e pensei, naquele momento que talvez preferisse ser astronauta, um fazedor em vez de observador, queria arregaçar as mãos e tentar mudar as coisas. A mim, à minha volta, no meu mundo e no mundo que é nosso. É um sonho grande para alguém como eu.

Mas foi essa a educação que recebi em casa. Foi a linha de pensamento que aprendi nos bons anos passados no Seminário de Aveiro ouvindo e vendo exemplos dos bons mestres que lá me formaram. Tentar ver outros caminhos. Somos todos políticos nesse aspecto. Andamos no mundo, andamos na vida e em várias frentes ‘politicas’, aqui com o sentido nobre e não-convencional do termo: fazer o mundo um sítio melhor, seja em casa, seja no grupo da Igreja, no grupo de teatro, no clube recreativo, na escola, na ONG, na empresa socialmente responsável, onde for que estivermos.

Noutros trabalhos da vida vi-me muitas vezes invejar e criticar a plenos pulmões os políticos (convencionais) porque eles têm meios para fazer o que muitas organizações da sociedade civil tentam fazer sem meios alguns. Têm o poder de com uma assinatura fazerem ou não a paz, de disponibilizarem ou não fundos para acabar com a fome, de promover a justiça social, de construir programas sustentáveis de combate à pobreza. A lista não acaba.

O José Costa é daquelas pessoas que inspira, pela sua simplicidade e pela sua discrição, pelo jeito com que lida e congrega as pessoas em torno de um propósito. Uma arte que já não se vê muito por aí. Inspira pela sua competência, eficiência e eficácia naqueles sítios por onde passou na sua vida profissional como gestor, inspira porque propõe acção em vez de falatório, aquele mais do mesmo que já não suportamos ouvir na cassete riscada da maioria dos políticos.

A critica de fora é fácil mas não o poderia continuar a fazer de boa consciência se não assumisse fazer a minha parte, quando sou chamado a isso, com este grupo que ele montou, gente de causas, que mais não quer que o melhor de Aveiro e o que querem fazer, querem fazê-lo incluindo toda a gente, ricos, pobres, instruídos da academia e instruídos da vida, novos, mais velhos, conservadores ou progressistas, Aveirenses de nascimento ou Aveirenses de imigração. Ajuntamentos destes só podem dar bons resultados.

É um privilégio poder estar num grupo que mais não quer que potenciar todos para bem de todos e de Aveiro.

Que mais não quer que deixe de haver gente a viver em barracas no nosso Concelho e que precisa não de uma casa mas de uma oportunidade para lutar e trabalhar para conseguir um lar condigno.

Que mais não quer que proporcionar mobilidade às pessoas e aos bens e às ideias e que nessa mobilidade física, se não houver um estacionamento, que haja uma boa rede de transportes públicos.

Que mais não quer que potenciar o génio das pessoas de Aveiro, dar-lhes condições para que construam um concelho dinâmico, nas ideias e nos projectos inovadores para que a globalização local seja partilha de bens e de esforço em prol de todos.

Que mais não quer que dar às nossas crianças condições melhores que as que os seus pais tiveram, numa escola equipada com aquilo que é preciso para crescer com a esperança de um grande futuro.

Sei que não vamos mudar o mundo. Mas Aveiro é um bom sítio, o nosso sítio, para fazermos nele a nossa parte de construir um mundo melhor, mais justo, de valores de solidariedade e oportunidade para todos.

Não podia não dizer presente a mais um desafio. Pensei na ORBIS. As pessoas poderiam pensar q era partidarizá-la. Mas uma coisa sou eu cidadão, outra coisa sou eu na ORBIS. São compartimentos fechados, apesar de as causas da ORBIS serem as mesmas da Politica nobre. A ORBIS é apartidária, sempre será. Os membros da ORBIS sempre votarão como e em quem quiserem. Confesso que o facto de outra pessoa da ORBIS ser também candidata por um outro partido me descansou quanto a más interpretações possíveis das pessoas.

Um desafio destes tem de ser corrido. Devemos fazer de todos os meios de ser voz dos sem voz e de colocar as vozes desses em coro com estas vozes de gente de causas e que ousa propôr, não contra este ou aquele, mas com absoluto respeito por todos e sempre, a favor de Aveiro e de todas as Pessoas de Aveiro e da nobreza perdida da sua Politica.

Acreditamos nas pessoas, no futuro, nas equipas... e é isso que é preciso em Politica, aquela que se quer Nobre e de causas...

Gente que acredite, gente com causas! Gente que Adore Aveiro!

Pedro Neto

(membro da lista à CMA ADORO AVEIRO – PS, escrito com a liberdade que o praticamente não elegível 7º lugar permite)




domingo, 27 de setembro de 2009

Smiling Surfing... Uma boa forma de fazer Política

Somos seres sociais, vivemos juntos, transformamos juntos, até porque sozinhos, de facto, não somos capazes de muito.
Somos seres políticos, activistas, activos... nesse aspecto. E não há maior virtude que colocar os talentos que a vida nos deu ao serviço dos outros. Não é isso a Política? Não é isso, se esquecermos a noção de aproveitamento que se faz da expressão? É milenar a noção de que sou o guardião do meu irmão, de que sou guardião da minha irmã (cf. livro do Êxodo).

A smiling surfing fá-lo como sabe: utiliza o surf para cativar e encaminhar crianças e jovens órfãos.
O método preventivo de D. Bosco em acção!

Que maneira bonita de mudar o mundo, mudando o grãozinho de areia deslocado, com serenidade, de volta à sua praia...

vale a pena ver:



sábado, 29 de agosto de 2009

Reconstruir casas e Pessoas. Pessoas diferentes mas um Povo.

Era uma vez uma península bastante grande.
Ficava num enclave de Mar e montanhas, de pessoas e culturas. Encontrava-se ali o Oriente e o Ocidente. Uma região com vários nomes ao longo da História, nome que derivam não do que a Terra era, mas do que os Homens queriam que fosse... ou melhor.. de quem fosse.
Houve uns tempos em que se chamava Jugoslávia. Os "Eslavos do Sul". Tornou-se nisso como grito de liberdade. Mas depois de algum tempo, os freedom fighters quiseram impôr-se à vontade pela qual tinham lutado.
Os povos e os países... temos uma ideia de que é tudo tão estável. Mas estamos em permanente mudança e tensão. Depressa nos desunimos, lentamente nos unimos. Se conseguíssemos fazer ao contrario seria tão mais proveitoso.
Nos anos 90 os Balcans dividem-se segundo identidades culturais. Alguns falaram em ódios de religiões. E, quando vem a desculpa das Religiões fico sempre desconfiado porque Religião significa "Re-ligar". Só se religa aquilo que se Ama. Amor não tem que ver com ódios.
Mataram e mataram-se. Cercaram-se cidades. Sarajevo esteve rodeada durante quatro longos anos. Hoje ainda está de pé o túnel que como um cordão umbilical, alimentava a cidade. Chamam-lhe o "Túnel da Vida".
Hoje Sarajevo ainda tem feridas, muitas, mas lentamente vão sarar. As culturas já vivem entre si, por vezes como que dizendo baixinho que é possível toda a gente viver junto, sem que aquilo que nos difere nos separa, ao invés, nos enriqueça.
A Bósnia foi isso. A redenção sempre possível, mesmo depois de irmos tão fundo com 'massacres',´'limpezas étnicas' e outras horribilidades.
A Redenção que leva à comunhão e por sua vez à Graça do Futuro.
Chegou o tempo das árvores de Natal à Miss Sarajevo!
::
Tapam-se os buracos das balas...



Substituem-se as janelas e os vidros...


Suporta-se o sofrido, constrói-se novo...



Lado a lado, para que a memória não se esqueça.





Uma mesquita e uma igreja, lado a lado. Dizem-se bom dia todos os dias.




Bem perto do local de um dos grandes massacres de Sarajevo, um sítio de Paz: a mais antiga igreja Ortodoxa de Sarajevo. Com a torre marcada por coisas inexplicáveis, hoje o sino toca o silêncio interrompido, lembrando a serenidade da oração.






Ao lado, virado a Meca, a mesma serenidade, o mesmo Deus, um nome diferente.


Na estrada para a festa da aldeia, depois do almoço à beira-rio.



De volta a Sarajevo, o futuro tem asas e esperança para voar.



Perdoar, sem esquecer o que faz a guerra, para não voltar a ela.

A História dos Balcãs, conhece neste milénio os primeiros tempos de paz, relativamente sólida, desde o séc. XIX.

Ao lado desta ponte em Sarajevo, começou a I Guerra Mundial, com o assassinato do arquiduque Francisco Fernando, da Áustria, por um sérvio. Perfilaram-se neste conflito o que daria 20 anos mais tarde na II Guerra Mundial.
Mas hoje... a paz.
O cerco de Sarajevo, de 1992 a 1995. Junto ao estádio, o "túnel da vida", o único sítio por onde Sarajevo respirava nesses anos. Os censos de 91 indicavam cerca de 800 000 habitantes. Hoje serão 300 000.
Que todos vejam e saibam o inumano que a opção guerra é e a monstruosidade que uma coisa a que chamam "limpeza étnica" provoca.






Em Sarajevo e por toda a Bósnia os cemitérios sem fim, onde se misturam quartos crescentes, cruzes ortodoxas e católicas.


terça-feira, 25 de agosto de 2009

Bosnia i Herzegovina... primeiros olhares












Entre a esperança e o medo, entre o passado e o futuro, entre a diferença e a tolerância.
Que as balas cravadas nas paredes nos lembrem que todos os dias o mundo deveria dizer 'nunca mais' à crueldade.
Haja Paz e perdão nos Balcãs.




sábado, 8 de agosto de 2009

Liberdade de Expressão

Toda as pessoas têm direito a uma voz. É uma das liberdades fundamentais do Homem, consagrada desde a antiguidade clássica, trazida para nós por inerência cultural judaico-cristã e sempre consagrada nos documentos do Direito Internacional e nas Constituições de grande maioria dos países.
Portugal não é excepção e, por arrasto, a constituição angolana que é muito semelhante à nossa, também a consagra. Apesar de nem cá nem lá se viver em plenitude.
Com este mês de Agosto, começou a ser transmitido em Portugal na televisão por cabo, o canal público de televisão angolana (TPA). É um passo adiante no cumprimento desses horizontes corajosos da Constituição da República Popular de Angola.
Há um ano o país viveu uma campanha em que tudo era controlado. Não havia liberdade de expressão pura. Os órgãos de comunicação social não podiam fazer o seu trabalho livremente e a informação que saía para fora do país era sempre controlada, tanto quanto as autoridades fossem capazes de a controlar.
O surgimento da TPA internacional, ainda que continue a ser um meio de propaganda, não deixa de ser um passo de esperança para um país de muitas promessas, de evolução e crescimento verificável é certo, mas de um país onde ainda morre gente de fome e de doenças facilmente tratáveis. Em Angola convive-se hoje com o luxo e a miséria no mesmo quarteirão. A riqueza não é má mas a pobreza é, e para mudar esse estado de coisas a liberdade de expressão é fundamental. As pessoas têm de saber o que se passa para agirem com consequência.
A comunicação social e o jornalismo são parte importante. São eles os olhos do mundo, são eles a potencial voz de quem não a tem, são eles os mediadores necessários de uma comunidade que se quer séria, honrada e honesta, seja cá perto, seja no mundo global.
Se não fosse a comunicação social, Timor ainda hoje seria ocupado, os genocídios étnicos que o mundo testemunhou no final do século passado e já no presente (Darfur) não seriam denunciados. Os exemplos não têm fim.
Uma imprensa nobre e eficaz torna-nos numa democracia madura. E isenção é mesmo isso: dar voz à Justiça do bem comum e aos Direitos que todo o ser humano tem.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

A responsabilidade de gerir o que pertence a Todos


1. O Jornal i, de 28 de Julho de 2009 fez publicar um ensaio de duas páginas sobre a evolução do consumo do Estado desde 1986. A máquina gigantesca, conforme as ideologias dos partidos, deveria crescer ou diminuir consoante a Direita e o Estado mínimo ou a Esquerda e o Estado mais presente. Hoje, muitos dos nossos políticos ainda vivem nesta era, mas já nada é estanque, cada caso é um caso, não há modelos económicos ou políticos certos. Tudo o que é humano é dinâmico e só isso justifica que coisas muitos boas se façam, mas também algumas muito más.
Desde 2002 que andamos a ouvir que estamos em crise. Ou crise de gestão do Estado o que dá em défice grande (há alguma casa que aguente gastar mais do que aquilo que ganha?!). Ou crise financeira, externa ao Estado mas talvez permitida pelo Estado por má regulação anterior. O Estado aqui pode tudo... o colapso ou um Caminho para a Nação.

A indignação passa-me naquele texto, sobretudo, ao descobrir que segundo o investigador que o assina, Ricardo Reis da universidade de Columbia (E.U.A.), o Governo que mais gasto provocou na contabilidade estatal foi o de 2002 a 2006.
Sinto-me enganado. Trabalhei eu e todos os portugueses que puderam, apertando o cinto como se dizia e os políticos que geriam o Estado nessa altura nos pediam. No fim de contas, os gastos e a máquina do Estado cresce ainda mais. Será por via daquilo a que chamam os “boys”? Infelizmente, o caso não foi isolado e apenas uma excepção se registaria no estudo (graças ao esforço do governo mas também e sobretudo do nosso, cidadãos), não fosse a crise económica que vivemos agora.

É difícil acreditar assim. Já não sabemos bem o que é mesmo de verdade ou apenas o é por intenção. É preciso mudar isso...!

2. Se não fosse Verão (silly season), quase poderiamos, com atenção grave, pensar em extrapolar o mesmo estudo para os governos locais do nosso país.
O que eram os gastos em pessoal dos Municípios há alguns anos atrás, o que serão esses gastos agora? Quem entrou, quem saiu? Como e porque entraram os que entraram, porque saíram os que saíram? O que fazem e como fazem os que estão? Que tipo de concursos ou ajustes foram feitos para que fossem escolhidos? Que parcerias (mais ou menos) público-privadas se fazem que muitas vezes não se traduzem com este nome ao público mas em denomância de ‘subsídios’ e com que estratégia política? Para que os outros façam o que não queremos fazer (ou não sabemos)?... ou para movimentar e estimular o sector privado? Que sector privado? Um desinteressado dos poderes políticos ou um sector onde estejam ligadas as pessoas, as mesmas, que gerem os bens públicos?
Quem entrou por via justa e honesta com que motivação está? Como está o seu bom potencial aproveitado? como está a sua motivação, a sua criatividade a crescer e o seu esforço e rendimento humano ao serviço de todos nós?

Como serão os exemplos concretos das nossas autarquias próximas? Melhor ou pior que a média? Haverá discussão aberta destes assuntos da Democracia e da gestão do bem público ao serviço do público?
Estou certo que sim...


in Jornal "O Aveiro".

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Na minha Terra andam pessoas descalças

É num olhar a dentro que respondo ao Ponto, neste desafio de uma vez por mês escrever sobre assuntos locais. Ao Ponto, renovado nesta edição, agradeço o desafio e a confiança, que espero cumprir com o brio e a responsabilidade que todo e qualquer cidadão tem perante a sua comunidade.


Na minha terra, andam pessoas descalças. Foi uma coisa que ouvi, não muito longe de Vagos, sobre Vagos, mas já noutro concelho. Dei por mim a pensar-me culpado, eu e mais alguns que não fazemos nada, ou não fazemos, por maior que seja o esforço, o suficiente para acabar com o que aquela frase significava: vivem pessoas no meu concelho que não têm garantidos os Direitos que todo o ser humano devia ter.

Noutra ocasião, ouvi o Nobel da Paz, D. Ximenes Belo, dizer que a Política é o caminho, por excelência da Paz e do Desenvolvimento. Quando existem estas duas, a pobreza dá lugar ao bem estar das pessoas e da comunidade.

Fazem os políticos que nós elegemos (por delegação, fazemos nós através deles?) tudo o que está ao alcance da Boa Governação que construa um mundo melhor a partir do Local?

Existe transparência financeira dos dinheiros públicos, de todos nós contribuintes, quando se fazem protocolos que mudam mãos de dinheiro entre público e privado para serviços públicos e assim pagamos duas vezes?

Faz sentido na boa transparência que existam adjudicações ou contratações por ajuste directo, sem concursos que promovam a escolha do melhor a cada situação da causa pública, do bem comum e da nobreza do que é (ou devia ser) a política?

Haverá boa governação local quando as obrigações e atribuições admnistrativas públicas não funcionam com a celeridade devida e são interrompidas por forças que parecem ocultas mas que toda a gente parece conhecer?

Haverá justiça com todos os membros da comunidade quando o Desenvolvimento Económico responde a interesses especiais ou a calendários eleitorais que provocam gastos desnecessários do ponto de vista do bem comum, obrigando as pessoas a financiarem projectos que elas não desejam ou mesmo de que desconhecem o custo de oportunidade?

Na fuga para a frente de nos edificarmos em altura não estaremos a perder uma identidade cultural específica que faz de nós únicos no país e que pode potenciar um cluster para um turismo que hoje apenas tem expressão nas obras da Barra e Costa Nova?

Estaremos a integrar o Desenvolvimento Económico e Humano, o Planeamento do Espaço em função disso? Estaremos a sonhar o suficiente ou estaremos resignados ao que há e ao que temos?


Nas minhas dúvidas, ficam as certezas de que todos nascemos iguais e de que se o meu semelhante vive na pobreza, então eu também sou mais pobre. E por isso, não podemos viver a nossa vida com indiferença à injustiça social e económica, seja em África, na Amazónia ou aqui ao lado.

Não podemos não correr a fundo na entrega, na honestidade, no espírito de trabalho e de sacrifício, nas motivações, nos sonhos, nos projectos mas, sobretudo na consciência de que nenhum de nós devia deitar tranquilamente a cabeça na almofada todas as noites sabendo que não fizemos tudo o que está ao nosso alcance para fazer da nossa terra um sítio de justiça, direito e prosperidade.

Não podemos permitir que a Política, na sua nobreza mais profunda possa ser aproveitada para outras coisas que não o bem comum e que possa ser sub-aproveitada no que concerne ao caminho para a Paz, uma Paz que se estende por Desenvolvimento sustentado.

Vem aí tempo de eleições. Que ele não seja tempo perdido ou tempo de divisão, mas que seja sobretudo tempo de reflexão e balanço para um melhor caminho, sempre, porque esse é único e une-nos a todos, mesmo que as ideologias nacionais sejam diferentes.

Se pudermos responder imediata e espontaneamente “não” a todas as questões acima, então as nossas terras e o nosso país serão um óptimo sítio para se viver...

... e além disso, não haverá pessoas descalças.

:: O Ponto ::
ed. de 09.07.2009

domingo, 21 de junho de 2009

Eficácia e Eficiência...




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EFICÁCIA é fazer as coisas certas.

EFICIÊNCIA é fazer as coisas bem feitas.

Às vezes queremos tanto isto que nos esquecemos de sentir a brisa na cara ou o alento do companheiro do lado...

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Agora de volta ao estudo para o exame de Políticas Públicas... pensando em fundo, se digo só as definições e o correcto ou se digo tudo o que penso e arrisco ficar pelo caminho.