terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Política ao serviço das pessoas

Nos Estados Unidos da América está ao rubro a escolha de uma pessoa que poderá em breve vir a ser influente no que é a vida de muitas pessoas no Mundo - não só dos cidadãos desse país que vivem dentro ou fora dos EUA, mas de todos nós.
Será o próximo residente da Casa Branca, que vem substituir, finalmente, um que fez com que não seja fácil ser-se americano no mundo hoje e que de facto, deixa as coisas piores do que quando as encontrou.
As Primárias dos Partidos Republicano e Democrata começam a ser votadas em Janeiro. No meio de muitos candidatos, conservadores ou liberais, há um que se destaca na sua postura. Talvez não nas sondagens do momento ou no poder que representa através de interesses corporativos ou lobbistas.
Barack Obama. É filho de um queniano e de uma americana, nascido no Estado do Hawai. É senador dos Estado Unidos pelo estado do Illinois. Começou a sua carreira política, no sentido nobre do termo, como mediador nas comunidades mais pobres de Chicago. Fazia esse trabalho para conseguir pagar os seus estudos em Harvard. Lá aprendeu sobretudo, a vida com as pessoas reais que o sistema económico esqueceu de inserir na sua tigela, mas cujas vidas têm tanto valor como qualquer outra do mundo.
Hoje anda a correr as primárias do Partido Democrata. Não quer governar sozinho, parece chamar as pessoas a essa responsabilidade e dedica-se a elas e aos seus problemas e questões.
Não foi para isto mesmo que a Política foi criada?!
Não foi para os milhões de pessoas que todos os dias fazem pela vida? Que são empregados ou procuram trabalho, que empreendedores, lançam os seus próprios negócios ou ideias, que enfrentam contas da energia e combustível cada vez mais elevadas, que descontam para uma Segurança Social que cada vez mais parece ineficaz, que perdem direitos, alguns justos outros nem tanto e que cada vez confiam menos na Política, que foi criada para os ajudar mas que vêem a maior parte dos políticos a governar(-se) em vez de estarem comprometidos na construção de um Mundo e vida melhores para os milhões de pessoas de que estão ao serviço.
Obama, parece caminhar para outro lado diferente. É isso que inspira, mas talvez seja por isso mesmo que não alcance tão cedo os objectivos a que se propõe. Parece não viver para o partido, não viver para as ideologias mas para as pessoas, as pessoas comuns, por ventura anónimas, para as famílias, para os pobres, para os ricos, para a justiça, não a dos tribunais, mas a da vida.
Seja nos EUA, na Europa, em Portugal, e mais particularmente nas nossas terras, a imagem é a mesma.
As vontades dominantes parecem as mesmas e as pessoas continuam com um futuro muitas vezes incerto por mais que batalhem na vida e porque não temos quem nos represente, quem esteja a sério e comprometidamente para o combate dos verdadeiros problemas do mundo e das pessoas: Pobreza, exclusão, ambiente, igualdade de oportunidades… infelizmente, é uma lista demasiado grande.
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'O Aveiro', Janeiro de 2008

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